Ciclo Menstrual

3 passos antes de fazer dieta ou mudança de estilo de vida

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Repense sua forma de realizar essa transformação: Mudança = (decisão + ação + perdão) – culpa

Tem certos momentos do ano ou da vida que nos convidam a pensar sobre o que podemos mudar e melhorar em nossas vidas, como às segundas-feiras, no ano novo, ou depois do Carnaval (quando o “ano começa no Brasil”), e nos sentimos cheias de determinação, e tomamos uma decisão de que agora é a hora de fazer acontecer.

Quando pensamos em fazer uma mudança na nossa alimentação, na nossa saúde, no nosso estilo de vida, o mais comum é usar três ingredientes fundamentais:

  1. Ir radicalmente da “água pro vinho”
  2. Manter os novos hábitos usando a força de vontade
  3. Punir-se e culpar-se quando “caímos em tentação” não conseguimos manter os novos hábitos

Acho que já me vi no meio dessa roda vida inúmeras vezes, e quantas clientes minhas chegam até a mim com esse mesmo padrão de comportamento, pensando que “dessa vez eu vou conseguir perder e manter meu peso”, “agora que eu paguei o ano inteiro da academia eu vou todos os dias”, “essa é a última vez que tento alguma coisa, e se não der certo, vou chutar o balde”, para nos vermos novamente como fracassadas, indisciplinadas, que não temos jeito mesmo.

Vamos refletir sobre essa fórmula ineficiente de promover qualquer transformação na nossa vida. Normalmente somos impelidas a fazer uma transformação por conta de um incômodo que temos. Daí tomamos uma DECISÃO de realizar uma mudança. Dentro dessa insatisfação e dessa decisão há inúmeras camadas, que definem a trajetória de promoção dessa mudança.

Normalmente, quando vamos com muita sede ao pote na mudança, tomamos atitudes radicais sem planejamento, catapultada por julgamentos e opiniões de outras pessoas do que devemos fazer ou deixar de fazer.

E nossa AÇÃO acaba por seguir na direção da regra dos outros, do que funcionou para os outros (ou do que eles dizem que funcionou). Caímos de boca em padrões repetitivos de comportamento, como sempre buscar a próxima dieta da moda, se matricular na academia mais próxima, fazer mais aquele curso de autoconhecimento, ou seja, buscar uma fórmula de sucesso, que a gente jura de pés juntos que não apenas vai dar certo porque deu certo pra fulaninha amiga da minha amiga, ou pra aquela atriz famosa, ou porque eu já fiz isso antes e eu vi resultado.

A culpa de falhar nos cega de enxergar novas possibilidades e novos aprendizados.

A culpa de falhar nos cega de enxergar novas possibilidades e novos aprendizados.

Só que, tão rápido quanto seguir automaticamente um comportamento padrão de sair do estado de incômodo, é nossa entrada na espiral descendente da CULPA. Nossa força de vontade para continuar perseverando na dieta, a atividade física, na mudança de hábito foge pela janela na primeira oportunidade (ou na segunda ou na terceira, no caso de gente mais teimosa), e comumente caímos no bom e velho joguinho da culpa que o ego nos captura. Daí vem mais um capítulo de “Crime e Castigo”, ou a gente dá uma de Rainha Elza, e canta “Let it go”, abandonando tudo para trás como se fugir da situação resolvesse todos os nossos problemas.

Por isso que o PERDÃO deve ser nosso companheiro fiel de jornada em qualquer vislumbre de mudança. Incluindo ele na nossa jornada para a transformação, podemos ser mais bem-sucedidas.

Dessa forma, na próxima segunda-feira, ou no próximo ímpeto de mudar alguma coisa na sua vida, sugiro você rever esses passos.

  1. DECISÃO: Ao invés de se jogar mais uma vez nesse círculo vicioso nada produtivo que descrevi acima, comece por refletir com calma e critério qual é a verdadeira motivação que te leva para essa mudança. Enquanto ela não sair do autocuidado amor próprio, e continuar saindo do que os outros dizem que você deve ser, fazer, ter, é bem possível que essa mudança não vá perdurar por muito tempo.
  2. AÇÃO: Ao invés de tomar atitudes radicais ou se colocar metas muito ambiciosas, ou ficar paralizada porque não consegue enxergar mudanças possíveis sem fazer grandes sacrifícios, lembre-se de que passinhos de formiguinha frequentes e contínuos causam muito mais impacto do que o velho “parei de comer doces de vez”, “vou me matricular na Zumba, no Pilates, e Cross-fit”, “depois daquela imersão de 3 dias, vou ser outra pessoa”.
    Além disso, avalie cada opção de acordo com sua bioindividualidade, lembrando que toda ação que tomamos estamos em “fase de teste” e, portanto, temos que manter o espírito de Sherlock Homes, investigando as pistas do que tem dado mais resultado com menos esforço.
    Ah, pedir suporte de gente especializada em ajudar pessoas a realizarem transformações na vida também ajuda muito, bem como apoio moral das pessoas que te amam e te entendem.
  3. PERDÃO: Ao invés de desistir, ou ficar se culpando por não ter acertado de primeira, por ter caído em tentação, por ter escorregado na meta, por as coisas não terem dado certo, por você não ser perfeita, por você ter feito tudo certinho e mesmo assim não ter conseguido o resultado esperado, culpar os outros ou as circunstâncias por não ter atingido seu objetivo, assim que você identificar que está entrando no joguinho da CULPA do ego, escolha deliberadamente perdoar-se, perdoar o processo, perdoar os outros e as coisas que você está culpando.
    Quanto menos tempo gastamos dando razão pro ego, mais tempo e energia temos para usar para se levantar, sacudir a poeira, avaliar o que aconteceu, e a partir daí fazer os ajustes de rota necessários. Não somos infalíveis, e são na quedas que aprendemos mais como a gente funciona. É a partir dessa auto-observação, que ficamos cada vez mais capazes de quebrar padrões de comportamento que não mais nos servem, que nos sabotam, ou que nos machucam. E assim, realizar transformações que ficam pra valer.
Imagens: thespiritualnerd.com/triciadower.com

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Aqui temos 5 comentários. Adicionar.

  1. Com certeza, para quem deseja aprender mais sobre perder peso, este texto é uma mão na roda. Quero aproveitar este momento e esclarecer uma dúvida minha. Quem é o órgão fiscalizador aqui, com competência para regulamentar remédios para perder peso e programas para emagrecer? Até mais e visitarei o seu blog mais vezes!

    • Melissa Setubal

      Olá Cecilia,
      Obrigada pelo comentário. Não entendi exatamente sua dúvida: o que quis dizer com “Quem é o órgão fiscalizador aqui”?
      Continue em contato.
      Saúde e Amor
      Melissa

  2. Muito bom esse artigo, obrigado por compartilhar essas informações

    • Melissa Setubal

      Disponha Edner! <3

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