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7 coisas que aprendi com 100 matches no tinder

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Eu liguei o Tinder pela primeira vez fora da cidade onde moro. Iria tirar um dia de folga para passear, depois de uma semana intensa de trabalho, mas estava sem companhia. A voz de dois amigos meus me vieram na cabeça: liga o Tinder!

Há tempos os dois tentavam me convencer que usar a internet para conhecer pessoas com intenções de sexo e romance seria uma boa ideia. Eu era daquelas que achava que apelar para esse tipo de ferramenta é atestado de fracasso e incompetência emocional. Como assim não sou capaz de conhecer uma pessoa na vida real?

Mas daí me lembrei que eu já fazia isso faz tempo, só que em outra área da minha vida: meu trabalho. Percebi que muitas das conexões mais significativas que tenho feito nos últimos anos, tanto de parceria de trabalho quanto de amizades, vieram pela internet. Tudo que faço depende em uma enorme percentagem de redes sociais.

Percebi minha incoerência, venci meu preconceito e liguei o app. Logo de cara tudo que meu preconceito me falava parecia se confirmar: me sentia numa entrevista de emprego, julgada pela minha aparência, vulnerável a predadores que só estão interessados em tirar minha calcinha, a mercê do julgamento de um bando de desconhecidos.

Ao mesmo tempo, percebi que meu ego vaidoso começou a se empolgar a cada match que eu recebia, a cada cara que vinha conversar comigo, e cada elogio que recebia sobre minha aparência, ou sobre minha personalidade.

E, junto com isso, percebi que esse mesmo ego também foi se transformando em um juiz carrasco de programa de talentos, criticando e esnobando as pessoas (muitas vezes sem elas nem saberem), com o constante pensamento de que tem muita gente errada e feia nesse mundo.

Bem, virei uma máquina de classificação instantânea: os bonitos e gostosos só tem visual e não tem substância, os bons de papo eram menos atraentes, muita conversa pouca ação, muita ação não tem conversa os “good on paper” e que não tem química, os que sei que são “errados” e que as partes baixas batem palminhas, e, finalmente, os que tudo encaixa e não estão disponíveis (seja pela geografia, pelo estado civil ou pela vontade do próprio cara).

Eu ouvi o quanto eu sou bonita e interessante, e até diferente do que normalmente se vê em apps como esse (seja lá o que isso significa). Eu, a que foi a adolescente desengonçada, que nunca virou a cabeça dos caras nas ruas, que não fazia sucesso nas baladas, que tinha acne e aparelho. E nunca foi cool, nem a intelectual de posições firmes, nem extraordinária em nenhum sentido. Ela, essa adolescente que habita em mim, é quem ouve esses elogios.

Se eu deixasse ela tomar decisões por mim, eu teria me metido em muito mais roubadas do que eu me meti. Nem foram tantas assim, apesar de eu ter conversando com dezenas de caras e ter saído com vários deles e, enquanto eu escrevo este texto, estar há algumas semanas me relacionando exclusivamente com um deles.

Eu vi que tanto meu lado julgador quanto a minha adolescente ingênua queriam entrar no jogo o tempo inteiro, e havia momentos que eles eram até necessários. Mas, grande parte do tempo, eu convidava a mulher adulta madura para o jogo, e foi de imensa valia, porque aprendi as seguintes coisas depois de 100 matches no Tinder em algumas semanas:

1. O tipo de foto e o que nós descrevemos sobre nós faz total diferença

Confira a matéria completa em: Superela

Publicado em: Superela

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