Autoconhecimento

Quem tem medo do feminismo?

A pergunta acima é, na verdade, mais ampla: a quem interessa desqualificar o feminismo?

Um texto de Débora Rubin
jornalista, escritora e voluntária da APAM – Associação Paulista de Amparo à Mulher

Fiquei pensando sobre isso depois de um bate-papo com a minha irmã mais velha. Ela, uma pessoa ciente de que as mulheres são as mais prejudicadas com a jornada dupla (tripla, no caso dela, que tem filhos), ciente de que as mulheres ainda precisam ocupar diretorias de empresa, cargos públicos, cenários políticos onde predominam os homens (brancos de terno), vibrou quando eu disse que algumas empresas estão investindo em políticas de equidade de gênero – gender balance, como algumas firmas preferem. Eu também vibrei; embora eu desconfie que grande parte dessas ações sejam pura maquiagem, acho que passou da hora de isso acontecer. Mas fiquei encafifada com a reação dela: “Gender balance! Taí, gostei! Porque feminismo é uma palavra muito forte. E já deu né?”.

Tudo o que ela mais deseja – um mundo justo para as mulheres – é o que o feminismo defende. Então por que o medo do termo? Eu tenho duas teorias. A primeira delas é que ao longo dos últimos quatro anos (desde junho de 2013, para ser mais exata), com a polarização política, feminismo virou sinônimo de pauta da esquerda e, daí, se eu não gosto do PT, se eu não gosto desses “radicais” e dessas mulheres furiosas, logo eu não gosto de feminismo. Se você se assume como feminista corre logo o risco de ser tachada de esquerdista ou de adjetivos pejorativos que fogem completamente à questão.

Outra teoria, não muito desconectada da primeira, é a de que as pautas do feminismo dos anos 70, assim como aconteceu com outros movimentos sociais da época, foram incorporadas suavemente pelo capitalismo como uma forma de sufocar o movimento. Foi uma tacada de mestre, tão genial, que fez parecer que o feminismo não tem mais razão de existir, e que quem brada por aí, nas ruas e nas redes sociais, é (de novo os adjetivos que não se conectam com a questão) chata, inconveniente ou quiçá ingênua. Afinal, veja só: a mulher chegou lá! Ela não só tem os mesmos direitos dos homens como está plenamente inserida no mercado de trabalho. E é nesta última conquista que quero me deter mais um pouco.

 

 

A entrada da mulher no mercado de trabalho já vinha acontecendo desde as duas grandes guerras do século XX, quando os homens foram lutar e as mulheres tiveram que trabalhar, tanto para manter a renda familiar como para fazer as empresas seguirem operando – bom para os dois lados né? Só que não (mas não vou me deter aqui nas condições de trabalho da época). Nos anos 60 e 70, com o coro enfurecido das mulheres que ‘ficam lindas quando bravas’, as mulheres entram com força para o mercado. Agora elas têm a pílula, que pode postergar a maternidade, a máquina de lavar, que deixou tudo mais simples e, as de classe média, empregadas domésticas – que as substituíram no papel de “do lar” às custas de deixarem seus próprios lares e filhos, sabe-se lá como, porque ninguém quer mesmo saber das mulheres pobres (e daí a necessidade do feminismo olhar mais e mais para essas mulheres).

Como não abraçar e comprar esse discurso maravilhoso das feministas dos anos 60/70? Claro que os magnânimos donos do poder amaram essa história toda de a mulher poder escolher quando quer ter filho, ter mais instrução, saber dirigir, ser moderna, cool, ser chefe de família e todo o mais. Esse pacote gerou a um só tempo duas coisas muito boas: mão de obra qualificada e novas e exigentes consumidoras (capitalism always wins!).

A nós, mulheres, ficou a ilusão de que o feminismo havia vencido. E que tínhamos, enfim, o poder. Que estávamos em pé de igualdade com os homens. Mas, veja só, a que custo?

Ganhando menos, tendo que cuidar da casa e assumindo 98% das responsabilidades com os filhos. Sendo constantemente vigiada quanto ao comportamento (até na escolha da roupa), sendo constantemente podada pela fala masculina, estando sempre nos cargos mais baixos. E ainda sofrendo violência doméstica, correndo o risco de ser abusada/estuprada nas ruas, ou até por amigos, gente próxima. Porque somos…mulheres.

Eu, que nasci em 1979, passei parte dos anos 80 e 90 observando essa geração incrível de mulheres poderosas em suas ombreiras gigantes achando que – uau! – não tínhamos mais do que reclamar. E que eu chegaria ao mercado de trabalho protegida, graças ao nobre trabalho que minhas antecessoras tinham realizado por mim. Tanto acreditei que o feminismo não era mais necessário que engoli, durante a década de 2000, assédio de jornalista (chefe ou não) achando que fazia parte do jogo. Sofri muita pegada em braço, no cabelo e na cintura em balada e, embora soubesse que tudo isso não estava legal, nunca relacionei com o fato de que não, nós não tínhamos chegado lá. Daí veio a quarta onda de feminismo. E sorte das meninas nascidas nos anos 90 e 2000, que já pegaram a coisa toda em ebulição novamente. Essa nova onda coincidiu com um momento político instável no Brasil. E aí voltamos para a teoria número um, que remete à polarização direita-esquerda.

Ao perceber que grandes grupos, nacionais e internacionais, entraram na onda do “empoderamento da mulher”, sofri um breque mental: eeepa! Aí tem coisa. Fazer parte dos movimentos do momento, dos modismos comportamentais, querer estar dentro dos novos paradigmas, sempre fez parte da essência do mundo corporativo, ainda que as empresas demorem a perceber o que está acontecendo e, mais ainda, a incorporar o discurso na prática diária da firma.

Mas, veja que curioso, essas empresas nunca vão falar em feminismo. E menos ainda abrir suas portas, ou que sejam seus ouvidos, às feministas. Não. De novo, como aconteceu no mundo pós “paz e amor”, elas vão se apropriar do movimento através de um discurso soft, global, moderno – gender balance. Vão mudar uma coisinha aqui e outra ali dentro do Recursos Humanos, vão dizer que seus departamentos estão buscando equilíbrio entre homens e mulheres (mas vão continuar sem entender porque no chão de fábrica e na diretoria é tão difícil conseguir fazer isso), vão fazer um workshop com uma celebridade do mundo das palestras que vai dizer que não é legal diminuir o outro e que existe um negócio chamado “mansplaning” – que é quando um homem quer explicar a uma mulher algo que ela já sabe e…. – e, por um instante, você, funcionária da firma, vai ficar felizona achando que, enfim, chegou lá, graças a sua empresa.

 

 

Só que para os representantes do mundo corporativo não existe relação nenhuma entre o dia a dia da companhia e as altas taxas de feminicídio (mortes em decorrência de violência contra a mulher). Ou entre a reunião na qual a mulher mal consegue ter voz e o estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro (e não causará nenhum espanto se o mesmo homem que impediu sua funcionária de falar na reunião comentar, no cafezinho: “ah, vai, essa mina aí do Rio quis dar pra trinta, né?!”). E à funcionária não ocorrerá perguntar, por exemplo, quando sua unidade vai abrir a creche. Não dá para desconectar as coisas nem fazer revolução pela metade.

Por isso eu não compro discurso soft quando se trata de uma mudança tão importante como essa. Não desprezo a importância das ações das grandes companhias nas mudanças de paradigma do mundo, mas acredito que a mudança não pode, não deve, partir de corporações. Tem que vir da sociedade, das próprias mulheres; e de homens que acreditam que essa revolução vai também melhorar suas vidas. A Islândia só se tornou o país com a menor desigualdade do mundo porque num belo dia de 1975 todas as mulheres fizeram uma greve geral. Naquele dia, elas não foram trabalhar, não cozinharam para os maridos, não trocaram uma única fralda. Foi o “Dia de folga das mulheres”, que acabou se desdobrando em outros atos, que por sua vez se tornaram atitudes, mudança de hábitos, até a Islândia se tornar o país que é hoje (detalhe importante: cinco anos depois, em 1980, Vigdis Finnbogadottir, uma mãe solteira divorciada, se tornou a presidente do país e ficou 16 anos no poder).

Quem desqualifica o feminismo tem medo de que exatamente? De que a mulherada tome o poder de fato? De que estejamos nos centros de poder e que isso diminua o poder masculino? Fazer a mulher acreditar que estava inserida, e que tinha os mesmos direitos, mas ainda a mantendo debaixo do guarda-sol do patriarcado funcionou bem durante um tempo. Agora não dá mais.

Não nutro nenhuma ilusão de que hoje, 8 de março, consigamos fazer algo similar ao que a Islândia fez 40 anos atrás (é o que os movimentos feministas estavam tentando convocar). Primeiro porque temos uma sociedade bem diferente da islandesa – como pedir a mulheres que dependem de seus empregos para faltar um dia em nome de uma causa que elas ainda não assimilaram? Em especial as de baixa renda, que têm trabalhos mais vulneráveis –, e segundo porque, como já vimos anteriormente, muitas mulheres torcerão o nariz para o chamado vindo de grupos feministas. Mas fica aquela esperança de que o movimento cresça, mude de forma, ganhe as ruas do Brasil todo, ganhe as mulheres que ainda acham que tudo é só questão de mérito (um dia a ficha cai), ganhe os homens parceiros, até que um dia, quem sabe, a gente chegue lá de verdade. Porque feminismo não é de esquerda, não é contra o homem, não é baderna nem discurso vazio. Feminismo é por uma vida mais justa para todas as mulheres.

Imagem de título: feminagemblog

O amor próprio e entre as mulheres no Dia Internacional da Mulher

No dia 08 de março (e em todos os dias), é momento de refletir sobre relações muito importantes: a consigo mesma e com as demais mulheres.

Eu não queria fazer um texto qualquer. Eu queria fazer uma declaração de amor. O amor que tenho pelo fato de ser mulher. O amor que tenho por cada mulher. Então decidi fazer uma transmissão ao vivo de vídeo (que você pode assistir logo abaixo) para declarar meu amor falando de como cultivar amor próprio.

Para mim, amor próprio é a base de tudo. Quando estamos cuidando de nós mesmas diariamente, somos mais capazes de de muito mais na nossa vida. E somos capazes de estar e fazer muito mais umas pelas outras.

E isso, no meu ponto de vista, parte da relação que temos com cada parte do que somos:

  • Relação com o corpo: peso e alimentação + ciclo menstrual

  • Relação com a mente: autoimagem + emoções

  • Relação com o espírito: medo + amor

Com essas nossas questões recebendo atenção, podemos ampliar nossa esfera de amor. Para mim o Feminismo é um grande movimento de amor próprio. Descobrindo que eu já tenho valor como o ser humano que eu sou, que eu tenho valor porque sou mulher, que eu tenho valor porque eu sinto, eu penso, eu faço. Primeiro passo é fazer por si mesma. E junto com isso fazermos umas pelas outras.

Assim, num dia como hoje vale refletir como você tem celebrado a si mesma e as suas vitórias na vida, antes de qualquer luta pelos direitos. Refletir como tem se permitido e se libertado de suas próprias amarras, ao ser indiferente. Refletir de forma tem ignorado a si mesma e aos seus sonhos.

Por isso, quero te convidar a fazer algumas coisas neste dia:

Que uma coisa você pode fazer essa semana para celebrar o fato de ser mulher?

Que uma ação você pode tomar para exercer um direito que não tem usado?

Qual o primeiro passo que você pode dar para parar de negligenciar aquele desejo de vida reprimido?

Talvez a alimentação não esteja assim tão bacana, ou mesmo que esteja num bom caminho você percebe que pode colher ainda mais benefícios e não sabe como.

Talvez seu ciclo menstrual está meio bagunçadinho, sentindo uma TPM aqui, uma cólica ali, um inchaço acolá, ou mesmo que os sintomas não provoquem dor ou desconforto, você sabe que dá pra melhorar e ter um fluxo sem coágulos ou sem grandes rompantes de humor.

Talvez você esteja meio de mal com o espelho e a autoestima pra baixo e isso está atrapalhando seus relacionamentos, sua performance no trabalho, ou mesmo você está de bem consigo mesma e por isso sabe que é hora de levar a autoestima para o próximo nível de autoconfiança.

 

 

Não importa, na verdade, onde você se encontra nas situações acima. Eu quero muito saber de você, dos seus desafios e dos seus desejos. Quero saber no que posso de apoiar.

Por que pra mim, isso é o Dia da Mulher, uma dia de estarmos uma pela outra, e saiba que estou aqui por você, o quanto e como precisar. Eu quero te apoiar porque pra mim a mulher é a grande força transformadora neste mundo.

Uma mulher que está bem alimentada, de bem com seu corpo e seus ciclos, satisfeita com sua imagem no espelho e confiante nas suas próprias capacidades, uma mulher que sente sem medo e que se expressa plenamente, é a força mais poderosa da natureza.

Imagina um mundo onde todas as mulheres estão assim! Imagina um mundo onde você é assim. Imagina o quanto a sua vida e as das pessoas a sua volta iriam se transformar.

Eu não tenho dúvidas de que isso é possível. Porque você já foi capaz de se transformar tantas vezes, e eu quero que você pare nesse minuto para refletir sobre o que você já foi capaz de fazer por você mesma e o que isso provocou de benefícios nas pessoas que ama, com quem mora, com quem trabalha, com quem interage, com quem você cuida.

Imagine quanto você será capaz de criar ao se alimentar, ter um ciclo menstrual e uma relação com sua autoimagem e com suas emoções mais consciente. Quanto amor você será capaz de distribuir depois disso.

 

Desejo um Dia da Mulher com respeito, reconhecimento, saúde e muito amor!

 

 


3 dicas para um detox pós carnaval (sem dieta maluca)

Um kit integrativo de como se recuperar dos efeitos do feriadão e começar o ano de verdade se cuidando

Depois da purpurina, do confete, dos blocos e trios elétricos e desfiles, agora é oficial: o ano no Brasil pode finalmente começar. Aquelas promessas de ano novo não tem mais como se esconder atrás da desculpa de que “depois do Carnaval eu começo a sério aquela dieta ou atividade física (ou reeducação alimentar, ou tratamento, ou terapia, ou escreva aqui sua promessa de cuidar de si mesma)”.

Bom, eu vou te convidar primeiro para fazer o seguinte: antes de qualquer ação na direção de qualquer que tenha sido a promessa que você fez pra você mesma, vamos refletir algumas coisinhas importantes.

A primeira, o “efeito gangorra”, provocado pelo excesso de comidinhas e bebidinhas e a falta de sono. Isso faz com que nosso humor varie radicalmente diversas vezes durante o dia: acordamos de ressaca de tudo que comemos e bebemos na noite anterior, tentamos desesperadamente compensar o cansaço de dormir pouco com muito café e bebidas energéticas, para conseguir funcionar durante o dia.

E, quando você pensa que vai tirar um cochilo, alguma bagunça faz você entrar na folia tudo de novo. E, porque não teve tempo nem de comer direito, cai de boca nos salgadinhos e na cerveja, e fica relaxada e agitada ao mesmo tempo. Só para começar o ciclo de novo no dia seguinte.

 

Esse efeito de expansão e contração muito extremos para o corpo, mantidos por algum tempo, começam a causar consequências na forma como nossos órgãos internos funcionam e, ao final da maratona, não há ser humano que tenha energia para planejar e executar qualquer nova empreitada.

 

Tudo começa pelo excesso de bebidas alcoólicas, energéticos, refrigerantes, e até doces e sobremesas. Açúcar e álcool fazem os tecidos do corpo se expandirem, e assim temos uma imediata sensação de relaxamento. Mas, na verdade, essas substâncias provocam a liberação de grandes doses de adrenalina, o hormônio do estresse, e de insulina, o hormônio que processa a glicose no sangue.

Junte isso com o sono desregulado. Esse desequilíbrio, mantido durante esse período, faz ser quase impossível produzir serotonina suficiente, o hormônio que traz a sensação de calma e contentamento. E, assim, criamos um corpo estressado e um humor deprimido. No outro extremo, temos as comidas contrativas salgadas, como as frituras, as carnes e embutidos, queijos, salgadinhos. Ao comer em excesso esses produtos, ficamos mais tensas, facilmente irritáveis e agressivas. Já a gordura, presente em grandes quantidades em todas elas, dificulta nosso fígado a limpar as toxinas e processar os hormônios no organismo.

E assim, o círculo vicioso continua: comemos muita carne, ficamos irritáveis e criamos o desejo pelo falso efeito de relaxamento dos doces, liberando muita insulina e adrenalina, criando estresse. Continuamos a ingerir bebidas alcoólicas, criamos o desejo pelas comidas salgadas e gordurosas, que impedem a desintoxicação desse álcool por meio do fígado. No meio disso tudo, estamos exaltadas, deprimidas, aéreas, logo depois anestesiadas e agitadas, logo depois de mau humor, cansadas.

 

efeito sanfona

 

Agora pensa que isso tudo começou na verdade em dezembro! A época das festas de final de ano, que pode ter se juntado com as férias. Dá pra perceber que qualquer projeto de cuidar melhor da alimentação, do peso, do que quer que seja já começa em desvantagem? Não apenas a gente vai acumulando hábitos e crenças ao longo dos anos que fazem com que não nos sintamos bem conosco mesma, como ainda a forma que sabemos de aproveitar momentos de folga das obrigações e de diversão pode contribuir ainda mais para uma sensação de mal estar.

 

Algo que era para deixar a gente alegre, para descontrair (literalmente deixar nosso corpo num estado relaxado, não contraído), para nos ajudar a lidar com o dia a dia mais pesado, faz com que a gente volte pra rotina sem disposição, ânimo pra baixo, zero motivação.

 

Bora agora realmente começar o ano colocando você em vantagem na sua jornada de autocuidado neste ano? Aqui estão algumas dicas práticas para você começar:

1) Dá uma ajudinha pro seu fígado, coitado, ele nunca te pediu nada.

Quer dizer, ele até tá pedindo, mas tem vezes que a gente ignora ou nem percebe. Bora então ajudar o fígado a se restabelecer. Começando por oferecer alimentos que ajudam ele a se livrar dos excessos (de gordura, açúcar, álcool, e outras substâncias químicas, além dos hormônios como cortisol e estrogênio que costumam ficar doidinhos nessa situações).

O bom e velho suco verde é tão maravilhoso que desintoxica até emoções represadas dentro do nosso corpo. Toda aquela raiva, ressentimento e frustração que vamos acumulando, junto com as toxinas, vai embora do fígado com essa receita.

Bata no liquidificador com um pouco de água: salsinha, limão com casca (sem sementes e sem o miolo branco do meio), pepino (eu prefiro sem sementes), salsão/aipo (pode usar as folhas também), maçã verde (ou pera). Passe numa peneira grosa para tirar somente as fibras que incomodam mais na hora de beber. Pode fazer no juicer também (sem necessidade de acrescentar água. Uma semana em jejum logo pela manhã vai fazer maravilhas pela sua energia e disposição. Use por mais semanas, e você vai ver tudo começar a funcionar melhor: intestino, pele, humor, TPM…

 

 

2) Você pode substituir seu corpitcho desnutrido por um cheio de energia.

Um bom caldo de vegetais caseiro também faz maravilhas. Ele é um verdadeiro antídoto para os hábitos que fazem a gente perder vitaminas e minerais, como consumir cafeína, álcool, gorduras/açúcar/sal refinados, adoçantes/corantes/conservantes artificiais, etc etc.

Você pode preparar um monte, congelar, e poder ter caldo caseiro prontinho pra usar por muitas semanas pra abarrotar de nutrientes qualquer arrozinho, feijãozinho, sopinha, cozidinho ou qualquer preparação que precise de água pra cozinhar, bota o cubinho de caldo congelado e tudo fica absurdamente mais gostoso.

Eu gosto de colocar cenoura, cebola, alho poró, aipo/salsão, ervas aromáticas (salsa, tomilho, orégano, alecrim, manjericão) e algas marinhas como kombu ou wakame (tudo maravilhoso pros hormônios femininos), tudo com folha, casca, cortados em pedaços grandes só lavados pra não dar trabalho mesmo. Ferve numa panelona cheia de água por pelo menos umas 3 horas (eu faço por 8h), coa e congela as porções.

E antes que você pense que eu vou falar para você parar de comer ou beber qualquer coisa, já vou logo esclarecendo: melhor que restringir e se proibir de comer certas coisas, invista em acrescentar. Colocando pelo menos esses dois novos hábitos na sua alimentação você já ajuda demais a limpar o organismo e se livrar de toxinas e dos quilinhos a mais. Comer mais saudável não significa comer pouco e sem graça e ter a maior trabalheira.

O legal de comer um pouco diferente do que estamos acostumadas é começar a enxergar possibilidades e oportunidades onde não víamos antes. A ideia da comida de verdade ou de uma alimentação mais livre de toxinas não é restringir, e sim ampliar nosso repertório alimentar e incentivar nos aventurarmos em novos territórios. Ou seja, nossa vida ganha mais cor, sabor, textura, nutrientes.

Fazer um momento detox não precisa ser uma tortura de proibições e de passar fome. E sim um momento de abrir espaço no corpo e na mente, ampliar horizontes no cuidado da saúde e das emoções, e de muita compaixão e amor próprio.

Se for essas receitas forem feitas com ingredientes orgânicos, produzidos sem agrotóxicos e sem fertilizantes artificiais, mais poderosas ainda!

Aqui neste vídeo você pode essas e outras dicas.

 

3) Nem de esquerda nem de direita, aposte nas políticas de centro. De você mesma.

Nos sentimos fora de forma, feias, insatisfeitas, tristes, com raiva, e lá vamos nós fazer coisas que vai nos acrescentar ainda mais uma obrigação: dieta restritiva e exercício físico pesado tediosos e sacrificantes. Parece um bom plano para fazer alguma mudança que vá ficar pra valer na sua vida, e que vá te trazer resultados positivos? Acho que não, né?

Muitas dessas ações de autocuidado se baseiam nas coisas que TEMOS que mudar porque alguém nos disse que a forma que somos e agimos não está certo ou não é normal. Isso pode ter origem desde a criação que tivemos em nossa família, até a mídia e a sociedade de consumo que vivemos.

 

Então, antes de começar qualquer movimento de mudança, se pergunte:

• qual a motivação por trás deste objetivo ou meta?
• eu TENHO que fazer isso, ou eu QUERO fazer isso?
• eu realmente enxergo o benefício que esta mudança vai trazer para mim e para minha vida?

 

Outro ponto é entender a diferença entre mudança e transformação. Quando pensamos em mudança, pensamos em algo que está errado e que queremos consertar. Ou seja, uma mudança implica em você admitir para você mesmo que você estava fazendo tudo errado até então, que é uma pessoa incompetente, preguiçosa, sem disciplina, etc. Que motivação vai sobreviver a tanto estímulo negativo???

Transformar, por outro lado, implica em desapego. Primeiro você toma consciência de que aquele hábito, aquela coisa, aquele relacionamento, emprego, comportamento não mais se encaixa com a vida que você quer levar. Expresse sua gratidão por isso ter lhe servido até aqui, mas que você não precisa mais disso para viver daqui pra frente. Assim você cria espaço para algo novo acontecer.

Essa detox de deixar ir embora formatos caducos de cuidar de si mesma é a parte mais importante da história toda. É bem mais difícil cuidar de si enquanto ainda nos prendemos àquelas “verdades” antigas de que fechar a boca e malhar que nem doida é a ÚNICA FORMA de você emagrecer e se sentir mais satisfeita com seu corpo. E essa é apenas uma dessas “verdades” que nos impedem de encontrar a nossa forma de nos amarmos por inteiro, de verdade.

Falo sempre: nutrição vai muuuuuuuuuuuito além da comida. Quantas emoções e pensamentos temos para desintoxicar, não é mesmo? Já parou pra pensar que está justamente aí o porquê que até hoje você não conseguiu fazer as pazes com a comida, com o seu corpo, com o seu jeito de ser, de sentir, e viver neste mundo?

Daí a gente fica que nem num daqueles brinquedos de parque de diversões que é um pêndulo: indo de um extremo ao outro, gritando que nem uma maluca, rezando pela hora que a vida vai te tirar dali. A voz de um lado falando que você tá toda errada, nunca faz nada direito, é indisciplinada, não tem força de vontade, é uma fraca. A voz do outro lado dizendo pra enfiar o pé na jaca, que a vida foi feita para viver intensamente senão não vale a pena, vou morrer mesmo pra quê se preocupar tanto em se cuidar, se entrega pro prazer de agora e não pensa muito.

 

Enquanto que no meio, a vozinha da sua alma está ali, falando mansinha: essas vozes aí, percebe que ela são as vozes das outras pessoas te julgando, do que os outros acham que você tem e deve fazer, que elas não consideram o que verdadeiramente te importa e faz sentido pra você?

Mas só dá para ouvir essa vozinha quando a gente para um pouco, respira um pouco, olha com um pouquinho de gentileza pra dentro de si mesma, né? Essa é a detox que eu sugiro para você: a de limpar sua mente de olhar somente para fora, como se a fórmula da felicidade estivesse ali com as outras pessoas e com as suas pílulas mágicas, e voltar-se para dentro um pouquinho todo dia, usando a forma que você quiser, para você ouvir sua voz da intuição.

Ela não vai te prometer felicidade, nem soluções mágicas, nem atender seus desejos. Mas ela vai te indicar o seu próximo passo para você cultivar o seu amor próprio. Cultivar esse hábito acessar essa sua sabedoria interior vai te fazer economizar muito tempo, dinheiro, esforço, sofrimento, acredite em mim.

E pra mulher, a intuição é a chave que abre esse universo da conexão profunda consigo mesma. São essas pequenas percepções que vão cultivando a capacidade do nosso sistema nervoso de fazer conexões muito mais profundas e eficazes e fora do padrão que nos fazem enxergar e saber e agir na direção dos hábitos, oportunidades, soluções que não conseguimos acessar usando a parte julgadora e governada por nossas crenças limitantes.

Intuição é isso, usar todas as capacidades do nosso sistema nervoso (que vai muito além do cérebro) em sinergia a nosso favor. E tudo começa com escolhendo voltar-se para dentro de si mesma, um pouquinho, todo dia. Que aos poucos vamos desintoxicando as inseguranças, as dúvidas, a ansiedade, o desânimo, e aquela autoimagem que podemos ter de alguém sem valor.

E eu posso te ajudar em tudo isso se quiser. Com sua alimentação e com as suas emoções. Você pode ter meu suporte com todas essas estratégias e muitas outras. Só acessar aqui.

Publicado em: Superela

Existe cura para nossos medos?

Nossos medos são profecias autorrealizáveis? Vivemos boa parte do tempo em sofrimento do que pode vir a acontecer.

Quanta energia a gente gasta a cada minuto no sofrimento do que pode vir a acontecer? O quanto deixamos de viver porque estamos na expectativa da próxima vez que vamos ser machucadas, humilhadas, fudidas pela vida? O quanto somos governadas, em boa parte, pela expectativa que a dor passada vai nos capturar no futuro novamente, de que a vida vai nos pregar algum truque cruel?…

Em terra de ghosting, quem aparece é rei

Como lidar com o desaparecimento repentino das pessoas e entender porque nós fazemos isso uns com os outros cada vez mais

Tenho uma amiga que tem, por costume, me perguntar sempre sobre como anda cada uma das pessoas, coisas ou situações sobre as quais falo com ela. Pode ser sobre um projeto que citei que me parece promissor, uma pessoa que me parece interessante romanticamente, um situação planejada para o futuro, e por aí vai. Se eu falei apenas uma vez sobre o assunto, ela, mesmo muitos dias depois, vai me perguntar como vai aquilo com uma empolgação na voz que me faz sentir a pessoa mais importante e com a vida mais interessante do mundo.

Ultimamente, várias vezes me vi desconfortável ao conversar com ela. Me vi pedindo para ela não me perguntar mais sobre a pessoa que eu estava interessada, me percebi incomodada com ela comentando sobre um pequeno desenrolar de um projeto meu, me encontrei com receio até de compartilhar certas coisas banais porque sei que ela vai me perguntar sobre aquilo depois. Eu quem conto basicamente tudo da minha vida pra ela.


Usando a alimentação para ter disposição para a atividade física

Comer bem é movimentar-se mais!

O Sesc me entrevistou sobre como alimentação e atividade física caminham juntos na busca de mais saúde. Mas vocês que já me conhecem sabem que eu não iria falar aquela fórmula desgastada de “caloria que entra caloria que sai”, que todo mundo já saber que não funciona, né? Veja aqui as minhas dicas.

“Praticar atividade física todos os dias tem a ver com diversos fatores como tempo livre, acesso a equipamentos gratuitos de lazer e esporte entre outras variáveis. Mas, mesmo com tudo isso a nosso favor, sem a saúde em dia não é possível sair do lugar – literalmente. Por isso é que uma alimentação saudável e balanceada é tão importante para quem quer colocar movimento em sua rotina. Poucos ajustes na dieta diária já fazem com que o corpo tenha mais energia para se exercitar com prazer e leveza.

Pensando nisso, o Dia do Desafio bateu um papo com a especialista em saúde Melissa Setubal sobre a relação entre a saúde dos alimentos que consumimos com a adoção de um cotidiano fisicamente ativo.

Alimentação saudável e disposição física estão relacionadas? De que forma a alimentação interfere na prática de esporte ou exercícios?

Totalmente. Não apenas pelo fato de que são os alimentos que fornecem a matéria-prima para compor e dar energia a células, músculos e ossos, como também em uma maior ou menor disposição para a atividade em si, ganho maior ou menor de tônus muscular, perda ou não de peso, e por aí vai. É fundamental que a pessoa tenha uma alimentação adequada para o nível de atividade física que faz no dia a dia, bem como ajuste as combinações nutricionais que suportem essa atividade e seus objetivos se observando e com a ajuda de especialistas.

O seu projeto Dieta do Coma Mais é muito interessante. Comer de uma forma mais saudável estimula o corpo a querer se movimentar mais?

Com certeza. Uma das maiores reclamações que as clientes chegam até mim é que não conseguem fazer atividade física porque estão sempre cansadas e sem disposição, tanto para acordar mais cedo para se exercitar quanto para fazer depois do dia de trabalho. Com poucos ajustes na alimentação, elas começam a reencontrar essa energia e começam a usá-la para investir em uma atividade física, que acaba por deixá-las com ainda mais energia. Não adianta contar com a força de vontade nesse sentido. Ela pode fazer você começar a atividade física, mas logo alguma circunstância fica no meio do caminho e o exercício físico é o primeiro a ser largado de lado. Entender as causas-base dessa falta de energia, do excesso de peso, da falta de vontade de cuidar de si mesma é fundamental para encontrar a motivação interna para manter uma rotina de movimentação do corpo. Por isso que chamo meu programa de Dieta do Coma Mais. É investir em acrescentar mais dos alimentos que vão incentivar nosso organismo a ter mais disposição e a funcionar melhor.

Quais são os alimentos ideais para consumir antes de uma atividade física?”

Confira o restante da entrevista no site do Sesc.

imagem: hngn.com

Minha visita à uma gineco feminista

GENTE!!! ENCONTREI UM OÁSIS no meio do deserto de profissionais de saúde que cuidam de mulheres.

Depois de 3 anos sem pisar no consultório de uma ginecologista, uma amiga e cliente me recomendou um local em que ela buscou atendimento, e logo me falou: “acho que lá eles fazem um trabalho muito colado com o teu”.

Uma casa normal, sem cara de consultório, com coletores e absorventes ecológicos menstruais e diafragmas no armário logo na entrada, folhetos e cartões de profissionais holísticos, mulheres de todos os tipos transitando.

Fui atendida pela sorridente Renata (sim, sem Dra na frente) logo no portão. Ao sentar num sofá confortável na frente dela, em outro sofá, como duas amigas tomando chá da tarde, ela começa a explicar o conceito da clínica, que na verdade, é um Coletivo Feminista de Sexualidade e Saúde, com diversos serviços, incluindo o de médica da mulher.


Como parar de afogar as mágoas na comida?

No Dia Internacional da Mulher, fiz um webinar com junto com o portal Superela, e junto com outras especialistas em autoestima oferecemos dicas incríveis! Nesse vídeo, mostro um pedacinho do que falei sobre um problema que afeta muitas mulheres: usar a comida como escape emocional! Veja como parar de afogar as mágoas na comida!


Assista o webinar na íntegra aqui.

 


Pare agora mesmo de pedir desculpas

Porque essa prática inconsciente de pedir desculpas por tudo pode estar limitando a sua vida

Quero te convidar para fazer uma observação: quantas vezes por dia você usa a palavra “desculpas”? Posso te dizer que, em você sendo mulher, provavelmente muito mais vezes do que percebe, e principalmente, do que seria necessário.

Me peguei dia desses, jantando com uma amiga, expressando algumas questões e sentimentos que andava vivendo, e depois de uns bons 10 minutos falando direto, pedi desculpas porque achava que não estava fazendo sentido lógico o que eu estava expressando.

Quantas vezes minhas clientes e pessoas com quem interajo me pedem desculpas por chorarem na minha frente, por compartilharem suas histórias tristes ou indignadas, por “gastarem” meu tempo ouvindo-as, por não terem feito algo “de acordo com as expectativas” ou alcançado determinada meta que a gente mesma inventou.

Os outros esbarram na gente, e nós quem pedimos desculpas. Colocamos nossa opinião em uma reunião e depois pedimos desculpas. Reagimos a uma circunstância que nos despertam um sentimento forte e pedimos desculpas. Fazemos pedidos de coisas que precisamos ou queremos para depois pedir desculpas.

Percebe o padrão aí? Estamos constantemente pedindo desculpas por existir e por ser mulher, e por ser humana! É claro que existem situações em que realmente pisamos na bola e usar a palavra “desculpa” com a intenção de redimir nosso comportamento inadequado.


Não estamos na era das relações superficiais

Estamos deixando nossos medos governarem nossas relações?

Nos acostumamos a dizer que vivemos na era dos relacionamentos superficiais, ainda mais com a virtualidade das relações. Mas vamos voltar um pouquinho só no tempo, na era dos livros da Jane Austin, por exemplo, e veremos muitas cartas com declarações de amor eterno baseadas em apenas um encontro na qual na mocinha e o mocinho mal trocaram palavras muito menos se tocaram. Quão profundo isso realmente era? De verdade?

Agora volta pros dias de hoje e olhe para as redes sociais onde as pessoas trocam também juras de amor e amizades para sempre por uma pessoa que mal conhece. O que tem de diferente? Não é necessariamente as relações terem se tornado mais superficiais. Na época em que apenas cartas eram a forma de interação à distância, o mundo era muito menor, a quantidade de pessoas com quais era possível interagir muito menor. Ou seja, o meio mudou, mas a natureza humana não necessariamente. Interagimos com uma quantidade avassaladora de pessoas, e isso simplesmente deixou mais evidente nossa dificuldade de aprofundar nossas relações.


A relação da mulher com seu poder pessoal

No Dia Internacional da Mulher, 08 de março, precisamos falar de empoderamento feminino.

Enquanto fico encantada e entusiasmada de testemunhar tantas mulheres se juntando para usarem seu poder para fazer a sociedade evoluir nos direitos, oportunidades e realizações das mulheres no mundo, fico triste e furiosa de testemunhar tantas mulheres ainda isoladas e sofrendo desempoderadas diante de uma sociedade que lhe nega direitos humanos, chances e dignidade.

E vejo que muitas de nós ainda estamos carentes de poder pessoal. Pode ser que você seja uma mulher que esteja militando pelo direito da mulher, ou que tenha criado uma família incrível e harmoniosa, ou que é super bem sucedida na sua carreira. Pode ser que você se sinta um fungo do cocô do cavalo do bandido, que não enxergue seu valor e tem uma autoestima mais baixa que as fossas Marianas, pode ser que que você esteja em uma situação de vida que você se sinta totalmente à mercê de pessoas ou circunstâncias e sem nenhuma ideia de que poder pessoal existe.


[vídeo] Aprenda com elas

Uma homenagem minha em parceira com a eduK no Dia Internacional da Mulher, 8 de março

Olha o que rendeu quando a eduK me chamou, junto com outras mulheres incríveis, para falar sobre os desafios e as delícias de ser mulher nos dias de hoje.

“Pessoas especiais aparecem em nossas vidas para inspirar, motivar e nos trazer alegrias. A nossa querida Melissa Setubal é uma delas! Na semana do dia internacional da mulher compartilhe essa mensagem e faça a sua homenagem com a #AprendaComELAS Para conhecer os cursos da Melissa aqui na eduK, acesse o link melissasetubal.com.br/cozinha-pratica-e-saudavel e aproveite os 7 dias grátis :)”

 


3 passos para ter o corpo dos seus sonhos

Sem dieta, sem atividade física, sem procedimentos estéticos é possível ficar satisfeita com o próprio corpo

Não vou falar de fazer dieta que restringe calorias, gorduras, carboidratos, glúten, e nem de malhar 7 dias por semana no crossfit, na corrida, no circuito, no muai thai, nem da última técnica de cirurgia plástica, creme revolucionário, procedimento com laser, massagem modeladora. Você pode até fazer tudo isso ao mesmo tempo agora. Mas aposto que isso vai eventualmente nos deixa ou mega mal humoradas, ou exaustas, ou a força de vontade de manter essas práticas vai sumir instantaneamente com fumaça ninja na primeira coisa que acontecer que tomar tempo ou dinheiro, ou parecer mais prazerosa, ou exigir menos esforço. Porque sim, nossa mente vai fazer de tudo para sabotar a nossa empreitada de ter o corpo ideal.

Pode ser que você seja daquelas que nasceu com disciplina militar de fábrica ou encontrou a tal motivação para seguir firme para cultivar o corpo dos sonhos. Mesmo se for o caso, aposto que também tem aquela sensação de nunca estar completamente satisfeita com o corpo que esculpe com muito suor e lágrimas.


Protegido: Guia de Sobrevivência das Festas de Fim de Ano – Confira a senha no ezine de hoje!

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O segredo para se ter mais energia

Como ter mais disposição sem precisar mudar a alimentação ou a atividade física

Não há truques. Não é nada que você tenha que adquirir, aprender ou se proibir de fazer. Quando eu li o conteúdo mais abaixo, fiquei tão impressionada com a simplicidade, que tive que compartilhar com vocês na íntegra esse texto que a Elizabeth Gilbert compartilhou em seu Facebook recentemente.

Eu comecei a me observar ainda mais sobre isso desde então. Em muitos dias eu não consigo, e percebo claramente o quanto o meu nível de energia muda, não importando quão bem eu me alimentei ou se pratiquei meu Aikido, ou quanto eu dormi.

Espero que também faça sentido para vocês. Com a palavra, Liz Gilbert:

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“Queridas,

Minha vida inteira, eu me defini como uma pessoa com baixo nível de energia. Por anos, eu diria que eu me extenuava facilmente, e que eu sempre precisava de cerca de 10 horas de sono por dia para conseguir lidar com as coisas (8 horas é o mínimo, mas 10 é o ideal). Eu diria que eu sou suscetível a qualquer gripe e vírus existente, e que, em uma viagem na estrada, eu seria com certeza a primeira pessoa a ficar doente. Numa caminhada, eu seria a primeira pessoa a desistir. Eu sempre fui alguém que caia no sono no cinema, na aula, em bancos de parque. Eu era conhecida como a pessoa que ia visitar pessoas em seus escritórios e perguntava se havia uma salinha em algum lugar para eu tirar uma soneca.

Mas tudo isso mudou nos últimos anos. Eu agora tenho 46 e tenho mais energia que em qualquer outro momento da vida. Eu finalmente descobrir o que é (para mim, pelo menos) o segredo para se ter mais energia. E não é um suplemento, uma bebida, uma dieta, ou um novo revolucionário exercício físico.

É muito mais simples que isso.

Eis o que eu percebi: se eu quero mais energia, eu não preciso buscar lá fora mais energia de alguma fonte externa. Eu apenas preciso parar de gastar a energia que eu já tenho em merdas estúpidas.

Por boa parte da minha vida, a razão pela qual eu era tão letárgica foi porque eu estava derramando minha energia em vários buracos negros emocionais externos. Esses buracos negros incluíam: laços de relacionamentos românticos ruins; términos desagradáveis e encontros sexuais desesperados; amizades co-dependentes ou tóxicas ou exaustivas; o ingrato trabalho de tentar agradar pessoas que não podem ser agradadas; o igualmente ingrato trabalho de tentar salvar pessoas que não querem realmente ser salvas; o TOTALMENTE ingrato trabalho de tentar fazer alguém me amar que não quer me amar; envolver-me nas questões de outras pessoas que não são minhas; tentar fingir que eu sou alguém que não sou; gastar dinheiro com coisas que eu realmente não queria ou precisava na tentativa de me consolar pelo último show de horrores emocional; comprometer-me com tarefas (por culpa ou obrigação) que eu nunca estive equipada para fazer ou seria boa nisso; negar meu autocuidado por causa de um baixo senso de valor próprio; desgastar-me cavando fundo no poços onde enterro minhas patologias ao invés de curá-las…

Existiam mais buracos negros, mas esta é uma boa lista para começar.

Algum item soa familiar?

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Todas essas coisas tiram energia. Toneladas de energia. Tanta energia que, claro, no final de cada dia eu não tinha nada sobrando para mim. (De fato, eu comumente COMEÇAVA cada dia com nada sobrando para mim.)

Então, eu andei por uns anos dizendo, “Cara, eu tenho um nível de energia tão baixo! Talvez eu devesse comer mais linhaça ou outra coisa?”.

Não.

Não é sobre linhaça. (Se bem que linhaça é ótima, não me entenda mal. Mas não é sobre linhaça.)

A verdade é, como eu aprendi nos últimos anos, que eu na verdade tenho TONELADAS de energia. Eu sou uma pessoa que nasceu para estar pegando fogo na vida. Mas a razão pela qual eu estive tão exausta até muito recentemente era porque eu gastava grande parte da minha vida deixando minha energia escorrer (vazar muito, na verdade) nos lugares errados. Se você desperdiçasse energia como eu desperdiçava energia, você também estaria sem muito rapidamente. Para mim, dizer “Nossa, eu simplesmente não tenho energia suficiente!” é como o Mike Tyson dizer, quando ele encarou a falência depois de gastar toda sua fortuna de 400 milhões de dólares: “Nossa, eu simplesmente não ganho dinheiro o suficiente!”.

Não, Mike Tyson. Você não foi a falência porque você não ganhava dinheiro o suficiente. Você faliu porque comprou 10 mansões, 100 carros luxuosos, uma banheira de ouro, e TRÊS TIGRES ALBINOS!

E não, Liz Gilbert, você não está cansada porque você não tem energia o suficiente, ou porque você não bebe água o suficiente. Você está cansada porque VOCÊ TROCOU CADA MOLÉCULA DE ENERGIA QUE VOCÊ TEM POR DRAMA E TRAUMA.

Relacionamentos interpessoais cagados eram meus tigres albinos, galera. Amizades tóxicas eram minhas banheiras de ouro. Tentar agradar as pessoas, mudar, seduzir, ou consertar cada pessoa que eu conhecia eram meus 100 carros luxuosos. Tudo me fez sangrar até secar.

A transformação para mim veio quando eu comecei a me perguntar “Para onde a minha energia está indo?”, ao invés de me perguntar “Como eu posso ter mais energia?”.

Quando eu vi onde a minha energia estava indo, eu decidi que eu não queria que ela fosse mais para essas coisas – e foi quando tudo começou a mudar pra mim. Eu percebi que eu tinha criado minha vida muito grande, muito louca, muito sem controle. E não conseguia sentir a magnitude da minha própria energia até eu aprender a criar limites. Ou como me retirar dos dramas de outras pessoas. Ou como parar de inventar meus próprios dramas, da forma como crianças que brincam de forma descuidada com fósforos eventualmente vão queimar alguma coisa. Ou como parar de fingir estar feliz quando eu não estou. Ou como aceitar o fato de que a única pessoa que eu posso mudar é a mim mesma (e mesmo assim – MUITO POUCO!). Ou como sair de uma situação de “Eu te resgato se você me resgatar!”. Ou como aprender a parar de falar ” Sim, claro!” quando o que eu realmente queria dizer era “Não mesmo!”. Ou como medir minha amizade não por quantos “amigos” eu tenho, mas quão profundo e verdadeiro o amor é com um número pequenino de pessoas com as quais eu possa verdadeiramente confiar a minha vida. Ou como aprender a perdoar a mim mesma e outras pessoas, se sacudir, e ir em frente.

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Eu escrevo esta mensagem para você nesta manhã, logo depois de vir de uma corrida de 10 km. Minha versão de 30 anos não conseguiria correr nem 10 metros, porque ela estava tão cansada, desgastada, exausta, dizimada, dolorida e esgotada. Mas meu dia está apenas começando, e eu estou empolgada com tudo que há para fazer. Vou trabalhar em um novo livro hoje. Vou conversar com minha galera. Vou me ajoelhar em algum momento e rezar. Vou cozinhar um belo jantar hoje de noite. Vou rir com meu marido.

De repente, não há horas suficientes no dia para tudo que eu quero ser, tudo que eu quero fazer, e para o pequenino grupo de pessoas que eu verdadeiramente amo com todo o meu coração.

A vida é menos que costumava ser para mim, mas tão, tão TÃO maior.

Então, claro… agora eu tenho que perguntar para você: Para onde a sua energia está indo? O que é seu tigre albino? O que você pode abrir mão, para ganhar acesso ao poder que já existe dentro de você?”

Imagens: seedling.com/markhowelllive.com/wmich.edu/healthyandfitover40

Como ser emotiva pode ser uma excelente característica

2 truques para usar as mudanças de humor como aliadas para uma vida melhor

“Não chora”. “Você está de TPM”? “Sua descontrolada”! “Por que você está tão irritada”? e tantas outras frases que ouvimos de novo e novo, inclusive que nós desferimos sobre nós mesmas e outras mulheres. Por que será que nossas mudanças de humor e emoções a flor da pele incomodam tanto?

Até bem pouco tempo atrás, eu pensava que tinha alguma coisa de muito errado comigo por ser assim. Passei boa parte da minha vida tentando consertar esse “defeito”: sentir demais e não conseguir me conter de deixar isso à mostra.

Lutava com todas as minhas forças para não sentir. E mesmo assim sentia. Lutava mais ainda para não demonstrar. E acabava demonstrando. Lutava com meus últimos recursos para não perder o controle, e me encontrava totalmente a mercê das minhas emoções. Depois era catar os caquinhos, rezar para que as pessoas atingidas pelo meu furacão emocional ainda gostassem de mim e me respeitassem, e fazer de tudo para que a situação não se repetisse. Só que, tudo acontecia novamente. O tempo inteiro.

E não escolhia lugar nem hora. No trabalho, volta e meia estava eu chorando por alguma frustração ou indignação. E não importava quão durona e competente eu poderia ser comandando reuniões que chegavam a 20 homens em uma sala + euzinha com vinte-e-alguma-coisa anos. Tudo ia por água abaixo, literalmente por meio das minhas lágrimas que volta e meia teimavam em acabar com minha reputação.

Eu sinceramente achava que isso era uma falha de caráter, que eu tinha algum defeito fisiológico que me impedia de ter emoções estáveis todos os dias do mês, e quando alguma coisa me provocasse alguma reação mais forte, eu deveria estar em pleno controle da situação, ser cool, fina, blasé, e conduzir tudo como se nenhum fio do meu cabelo fosse mexido pelo vento.

Daí me dei conta: sim, a sociedade como funciona hoje (e há muitos milênios) faz sim a gente acreditar que ter uma mente e um corpo de mulher é um defeito fisiológico que precisa ser consertado, simplesmente porque eles funcionam em ciclos e são governados por hormônios e energias que nos oferecem uma experiência humana nada linear.

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Estudando muito sobre o assunto, vou percebendo cada vez mais que acolher e aprender a usar essas nossas flutuações de humor são uma das chaves mais fundamentais para nossa saúde física, para usar nossas emoções a favor do que desejamos na vida, e para nos amarmos por inteiro.

Segundo a Dr Julie Holland, os estados emocionais flutuantes são, na verdade, uma adaptação evolutiva saudável da nossa biologia humana. Isso foi confirmado por cientistas que publicaram resultados de uma pesquisa no Trends in Cognitive Sciences, que argumentam que essa é uma característica que nos deixa mais aptas a nos adaptar mais facilmente a mudanças ambientais e circunstanciais.

Ou seja, esse nosso superpoder de percepção e julgamento do nosso entorno sempre foi tachado de irracional e desvantajoso, impedindo a gente de, muitas vezes, lidar melhor com as situações nas relações humanas, desenvolver habilidades que poderiam nos trazer vantagens competitivas no mercado de trabalho, e ainda avaliar melhor oportunidade de crescimento pessoal. No final das contas, nossos “arroubos” emocionais são excelentes pistas para conhecermos melhor a nós mesmas, aos outros e ao nosso ambiente.

Existem dois truques aí para ficarmos atentas:

  • O primeiro é saber que (ainda infelizmente) seremos sim julgadas por grande parte das pessoas ao nosso redor por sentir e demonstrar o que sentimos.
    Temos que ter completa consciência disso, e já antever que essas pessoas provavelmente não vão nos compreender ou até vão nos criticar por sermos assim. Por diversos motivos, seja porque elas nunca se deram permissão de demonstrar os próprio sentimos, seja porque ela não opera dessa forma no mundo, seja porque o ambiente censura esse tipo de expressão emocional, e por aí vai.
    O lance aqui é você começar por se sentir confortável em expressar para si mesma sua emoções, e conhecer-se tão intimamente que você já sabe como vai reagir diante de certo botões que são apertados pelos outros ou pelas circunstâncias.
    Eu, por exemplo, sei que sempre  choro com qualquer coisa que me provoca emoções mais fortes, sejam boas ou ruins. Ouço com frequência alguém me falando “não chora”, “não fica triste”, “desculpa, não queria te provocar isso”, ou a pessoa ficar muito desconfortável na minha frente, e me julgar de fraca.
    Antes eu tentava engolir o choro, ou me descontrolava e chorava ainda mais, e sempre me sentia mal por ter chorado na frente de alguém. Hoje, eu choro até na minhas palestras (não importa qual fase do ciclo menstrual eu esteja)! Eu ensino para as pessoas como eu funciono, e que isso é uma característica minha que me faz estar muito mais presente para o que me importa, e que expressá-la exatamente no momento que ela se manifesta faz com que eu me desvencilhe dessa flutuação emocional mais fácil e rapidamente.


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  • O segundo é admitir que, como seres humanos, e principalmente mulheres, nós sentimos.
    Isso faz parte de nossa natureza, ter raiva, tristeza, ansiedade, no minutos seguinte esta sorridente, alegre, animada, e por aí vai. O passo um é ficar confortável em assumir esses sentimentos, e não desmerecê-los ou ignorá-los. O passo dois é desapegar deles.
    O fato de ter sentido o que sentimos não significa que precisamos nos agarrar a esse sentimento como carrapatos, sugando até a última gota dessa onda emocional como justificativa para não agir, ou para manipular alguém a se comportar de determinada forma conosco, ou ainda para impedir nosso crescimento pessoal.
    Sentir uma emoção, como eu disse acima neste texto, nos dá pistas valiosas do que está acontecendo no nosso universo interior. E a partir dessas pistas, entender o que exatamente disparou aquele emoção, refletir sobre quando foi que aprendemos a reagir dessa forma quando detectamos esse determinado gatilho, e escolhendo parar por um momento para integrar esse efeito dominó emocional, e perceber que pecinha podemos mexer para passar a ficar mais confortável nessas situações desconfortáveis.
    E assim, ao invés de ficar tentando estar no controle, ganhamos algo melhor: autoconsciência. Que consiste em não em ser perfeita, acima do bem e do mal, incólume às emoções, e sim, a dar as mãos para caminhar junto com elas, e assim viver menos o peso dos julgamentos, das censuras, prisão dos estados emocionais, e mais a liberdade e leveza que tanto buscamos no nosso dia a dia.
    Várias clientes minhas viram suas vidas e relacionamentos mudarem completamente quando passaram a observar e aceitar mais as emoções que vinham constantemente à superfície. E, por exemplo, a se permitir sentir raiva e expressá-la, a falar mais como se sentem e não ligar mais para que os outros pensam sobre isso.
    Uma delas até tomou coragem para expressar algumas coisas engasgadas para a família do marido que a incomodavam, e depois disso, se sentiu tão mais dona de suas emoções, que a relação com eles ficou mais leve, saudável e com muito menos atritos. Hoje, ela sabe quais os botões que eles apertam, e ela aprendeu a se preservar, e a não desvalorizar suas emoções, e sim usá-las para detectar quando é hora de dar um tempo, ou usar alguma das ferramentas que aprendeu para lidar com esse tipo de situação desconfortável.

E de descontroladas, escravas de nossas emoções, nos tornamos empoderadas por essas mesmas emoções, que de inimigas, se tornam nossas maiores aliadas para alcançarmos a qualidade dos relacionamentos pessoais que almejamos, a satisfação no trabalho que fazemos, a saúde física e o corpo que buscamos, a autoestima e o senso de realização que sonhamos.

Imagens: bigthink.com/thoughtpursuits.com/sereniti.ro

3 segredos para ter uma vida plena

Coragem, vulnerabilidade e fome: as lições de vida de Frida Kahlo

Frida Kahlo era simplesmente uma pessoa de quem ouvi falar na aula de artes na universidade. E aí que eu a conheci mais de perto e ela tirou meu coração do peito e deixou minha mente de pernas pro ar. Fui em uma exposição com algumas de suas obras. Minha amiga que me acompanhava me contou algumas passagens da vida dela. E resolvi assistir o filme que já estava lá na minha lista de streaming fazia tempo. E comecei a conversar com um amigo sobre ela.

É comum eu ir em alguma exibição de arte, assistir um filme e ter conversas que me instigam e inspiram muitos questionamentos, e por dias eu ficar incomodada com aquilo. Mas dessa vez foi diferente. Vieram respostas.

O que mais me tocou nisso tudo foram três coisas:

a coragem de fazer sua voz ser ouvida, a vulnerabilidade de acessar e mostrar as emoções mais profundas, e a fome de viver.


O que aprendi comendo consciente

Ou como perdi cinco quilos sem fazer dieta (e sem largar o hambúrguer e o chocolate).

Texto originalmente publicado por Caroline Lopes, Instrutora de meditação mindfulness e Designer gráfico.

Tudo começou num processo, como as boas mudanças da vida eu estava em busca de realizar minha Verdadeira Vontade nesse mundo ou encontrar meu propósito como os tempos modernos chamam e, navegando pelo mundo dos conteúdos voltados para o autoconhecimento conheci a Melissa Setubal, coach de saúde da mulher, que falava num artigo sobre pílula anticoncepcional, até aí nada a ver com comida mas tudo a ver com levar uma vida mais presente, o texto ressoou em mim eu fui atrás dela e assim começou o primeiro ato dessa peça.


7 coisas que aprendi com 100 matches no tinder

Eu liguei o Tinder pela primeira vez fora da cidade onde moro. Iria tirar um dia de folga para passear, depois de uma semana intensa de trabalho, mas estava sem companhia. A voz de dois amigos meus me vieram na cabeça: liga o Tinder!

Há tempos os dois tentavam me convencer que usar a internet para conhecer pessoas com intenções de sexo e romance seria uma boa ideia. Eu era daquelas que achava que apelar para esse tipo de ferramenta é atestado de fracasso e incompetência emocional. Como assim não sou capaz de conhecer uma pessoa na vida real?


Dollar Photo Club

Métodos alternativos para engravidar são eficazes?

Entenda se é possível combater infertilidade de forma natural

Pensando em auxiliar aqueles que ainda não sabem como agir diante de problemas para engravidar e pretendem evitar procedimentos mais invasivos, a equipe Personare reuniu um time de especialistas para esclarecer dúvidas e apresentar métodos alternativos para conseguir gerar uma vida.


Benefícios do óleo de coco x óleo de canola

Descubra qual deles é a melhor opção de consumo para seu corpo.

O óleo de coco tem sido objeto de grande polêmica nas últimas semanas nas redes sociais. Há quem diga que o produto não é saudável e sugira a substituição por óleos refinados – como o de soja ou canola – enquanto outros afirmam que estes produtos industrializados e ultra processados é que são os verdadeiros vilões da saúde. A grande preocupação que fica na cabeça das pessoas é: em quem confiar no meio de tanta informação confusa, tanto profissional renomado e de confiança nos dizendo orientações opostas, e tantas pesquisas científicas com resultados diametralmente opostos?

Eu uso dois pontos de apoio para decidir sobre o consumo regular de qualquer alimento:


Melissa Setubal é destaque no Institute for Integrative Nutrition

Instituto de Nutrição Integrativa destaca: graduada Melissa Setubal, apoia mulheres a amarem si mesmas por meio da alimentação.

Notas de Joshua Rosenthal – fundador:

Conheça Melissa Setubal, graduada pelo Institute for Integrative Nutrition que está usando a alimentação para ensinar mulheres a amar seus corpos e vidas. O IIN mudou sua vida, e estou muito orgulhoso do que ela está fazendo para expandir esses ideais em como uma reação em cadeia.


O que está por trás do seu desejo por comidas

Como eliminar a culpa e gerenciar os desejos por certos tipos de comidas

Não tem um dia da minha prática como coach de saúde e em uma mera conversa com alguma amiga que o assunto comida e como não conseguimos nos controlar perto dela apareça. Seja por causa da dieta, por causa da TPM, por causa de alguma emoção, entre vários outros motivos, em muitos momentos parece que não temos a menor chance frente a essa vontade desmedida pelas comidas “proibidas”, não muito saudáveis.

Nossos desejos por determinadas comidas não são aleatórios, não são um sinal de fraqueza de caráter, nem falta de força de vontade. Eles são respostas diretas das necessidades do nosso organismo criadas pelo equilíbrio sutil de nossos mecanismos tanto fisiológicos, quanto de prazer, emoção e memória.

Fomos programadas para buscar comidas, as mais calóricas, e esse é um mecanismo de sobrevivência, e as comidas que normalmente mais desejamos, como doces, pães e massas, frituras e comidas ricas em gorduras, são as que mais nos fornecem rápido essa energia que o corpo busca.


5 confusões comuns sobre propósito de vida

Como sua saúde impacta seu propósito de vida e vice versa

Sabe aqueles momentos mais depressivos, em que não conseguimos nos sentir nem alegres nem tristes, só empurramos a vida com a barriga? Sabemos que precisamos fazer alguma coisa a respeito, que podemos ter mais da vida, mas não conseguimos nos mover? Ou o exato oposto: nos embolamos em uma vida tão agitada, ocupada, cheia de estímulos externos, que colocamos nossa vida no piloto automático de riscar itens de uma lista interminável de coisas para fazer, que não conseguimos parar, mesmo sabendo que não estamos indo na direção de algo que realmente faça sentido para nossa vida?

Tanta gente tem se sentido assim, ultimamente, que penso ser a razão de andar muito em voga buscar nosso propósito de vida. Se você ainda não sabe dessa moda, nada mais é do que passar a usar mais do nosso tempo fazendo aquela coisa que nos energiza, que é nossa paixão na vida, que nos faz felizes. Ok, muito lindo tudo isso. Mas e aí, e se não temos o luxo da escolha de seguir esse propósito? E se não sabemos como fazer isso acontecer? Ou ainda mais complicado, não sabemos nem que paixão é essa? E o que tudo isso tem a ver como me sinto e com a minha saúde?


Receita de cookies de amêndoas e tangerina

Biscoito usa fruta da estação em preparação simples e saudável

Tangerina, mexirica, bergamota, poncã, são várias as denominações dessa fruta cítrica que muda um pouco de características, formatos e formas de usar, mas que é uma das grandes estrelas do inverno. Muito conhecida por seu aroma característico e perfumado, nesta receita vamos usar uma parte muitas vezes ignorada dessa fruta.


Estressada? Experimente uma sessão de cozinha-terapia

Entenda por que encarar o fogão pode acalmar e aumentar a criatividade

A explicação pode ser simples: relaxa, demanda certa dose de improviso, é saboroso, dá prazer. Ou pode ser mais profunda: cozinhar e comer ativam nosso sistema nervoso parassimpático – que regula as ações involuntárias do corpo, como a respiração e os batimentos cardíacos. Mas a verdade é que o cômodo mais saboroso da casa tem se tornado o destino preferido de quem quer escapar das agruras e do estresse do cotidiano.


Como parar o anticoncepcional sem sua vida virar uma bagunça

3 passos para uma transição tranquila para uma vida sem pílula

Deixar de usar o anticoncepcional hormonal causa pavor em muita gente. E com razão. Largar a pílula de uma hora para outra pode causar inúmeros sintomas e traumas, e despertar medos bem profundos. Tenho ouvido e acompanhado casos e casos e eu mesma passei por maus bocados, físicos e emocionais.

Por isso resolvi escrever algumas orientações sobre o assunto para começar a esclarecer algumas dúvidas e receios que chegam até mim. É importante dizer que aqui ofereço a opinião de uma coach de saúde que, há anos, vive esse dilema, estuda, e acompanha diversas clientes. Não ofereço aqui conselho médico, e por isso mesmo não vou me limitar a conversar sobre o aspecto fisiológico da questão.


Como expressar sentimentos incômodos sem sofrer tanto

Aprenda a não ser vítima do seu choro, das suas dúvidas e da sua raiva

Existem certos sentimentos e suas expressões que são vistos como ruins, negativos, e que somos ensinadas a evitar a qualquer custo. Só que eles são inerentes dos seres humanos, e por sermos tolidas ou recriminadas ao expressar esses sentimentos desde pequenas, nos julgamos duramente por senti-los, e nos achamos erradas, sujas, inconvenientes.

Justamente porque não tivemos oportunidade de nos aproximar de verdade dessas formas legítimas de expressar nossos sentimentos, nós as tememos tanto, que não ousamos simplesmente deixá-las vir, ou imediatamente suprimimos ou nos anestesiamos. E se elas vem, ficamos nos culpando porque escapou nossa vigília, e prometemos ser ainda mais duras conosco mesma da próxima vez que esse jeito de mostrar nossos sentimentos ousarem dar a cara na rua. E acaba que não aprendemos a lidar com eles da forma mais fluida e tranquila.


Como se livrar das cólicas menstruais

5 estratégias para parar de sofrer com as cólicas e agir diretamente em suas causas

Meio da madrugada. Estou chorando de dor. Meus pais já não sabem mais o que fazer. Decidem me levar ao pronto-socorro. O tratamento padrão: Buscopan na veia. O detalhe é que minutos antes meu pai informou ao médico que eu era alérgica ao medicamento. Em poucos minutos, eu estava inchando descontroladamente a beira de um edema de glote e não conseguia mais respirar. Todo esse drama por causa de uma cólica menstrual.

Enquanto tem propaganda por aí que chama cólica de mimimi desnecessário, eu e várias de minhas clientes temos sofrido terrivelmente com essa dor que todo mês bate ponto em nosso ventre. Um desfile de medicamentos são anunciados como solução para esse problema. Pode até parecer superficialmente. Porém tanto o anticoncepcional quanto os remédios para dor e anti-inflamatórios apenas mascaram e pioram o problema. Ambos congestionam o fígado e interferem no metabolismo de estrogênio, que é justamente a causa-base das cólicas menstruais.


Como se livrar da culpa depois de comer demais

 3 formas de quebrar o círculo vicioso da culpa na sua alimentação

A história parecer ser igual para todo mundo: vem o final de semana, ou a festa de aniversário, alguém convida para uma happy hour, ou um jantar na casa daquela pessoa que cozinha divinamente bem, _________ (preencha aqui a situação de sua escolha), queremos dar uma relaxada, compensar o estresse e os aborrecimentos, dar uma levantada no astral, ______________ (preencha aqui sua justificativa mais usada), e acabamos por comer demais, daquelas comidas que são antítese de uma dieta saudável.

Não dá para saber o que faz a gente se sentir pior: os sintomas físicos incômodos dos excessos, como a azia, má digestão, gases, dor de cabeça, sono ruim, falta de foco, etc etc, ou a culpa horrenda que se instala em nossa mente e nos faz sentir a pior das criaturas.


“Aos 36, descobri que estava velha.”

Hoje, dou a palavra para a talentosa Débora Rubin, escritora, autora e editora de diversos livros, incluindo o “Eu só queria ser uma mulher normal“, e madrinha do Movimento Ame-se por Inteiro junto comigo e várias outras mulheres incríveis.

Neste texto, ela compartilha uma angústia muito comum entre nós: as mudanças do nosso corpo pela idade e pelo peso, o impacto da visão do outro sobre nosso corpo em nossa autoestima, e os questionamentos que nascem dessa angústia.


5 formas de incrementar o desejo sexual e a disposição nas mulheres

Como você pode aumentar sua produção de testosterona para ter mais libido e energia

Hormônios não parecem um assunto muito romântico para falar logo antes do Dia dos Namorados. A razão pela qual penso ser importante falar deles é porque lido todos os dias com os dois extremos: uma grande parte da população feminina que sofre com os sinais típicos de níveis baixos de testosterona, e as que sofrem de Síndrome do Ovário Policístico e com excesso desse hormônio.

Ou seja, tem muita gente aí sem saber que ao “mexer os pauzinhos” para ajustar esse hormônio está a chave para lidar com alguns dos sintomas que mais nos incomodam em nosso corpo, incluindo falta de apetite sexual, de disposição, e até ganho de peso.


3 formas de usar o mau humor a seu favor

Transforme seu mau humor em amigo e como ferramenta de autoconhecimento

Se tem algo que parece ser quase uma unanimidade nas mulheres que chegam até a mim buscando ajuda é que, independente do conjunto de sintomas físicos, o mau humor parecer estar sempre presente, principalmente no período pré-menstrual com a TPM.

Eu era uma mal-humorada profissional. Tanto que minha mãe me chamava, ao invés de “aborrecente”, de “aborrecida”. Eu respondia “Bom dia pra quem?!?” com voz de ogro para meu irmão sorridente. Me irritava profundamente que meu pai acordasse cantando. Ou que as pessoas estivessem sorrindo e felizes à minha volta.


Ser sensível demais não é defeito

Como lidar com uma pessoa altamente sensível (até quando é você mesma)

Choro à toa. Me canso fácil. Minhas emoções são à flor da pele. Preciso de tempo para ficar sozinha. Qualquer aumento na intensidade das minhas atividades eu já fico que nem barata tonta. Multidões me incomodam. Tendo a ser mais introspectiva. Entre outras características, sou assim desde que me entendo por gente. E desde então ouço que deve ter alguma coisa de errado comigo porque sou desse jeito: muito sensível. Alguém mais aí se identifica com isso? Ou conhece alguém assim?


Os mitos dos “medidores” de saúde

IMC, calorias e músculos não são bons indicadores de uma pessoa saudável

O que é uma pessoa saudável? Como podemos medir quão saudável uma pessoa é? Quais os critérios que você usa para se considerar uma pessoa saudável ou não?

Essas são perguntas bem difíceis de se responder para a gente mesma, imagine a comunidade dos profissionais de saúde chegarem a um consenso. Porém, ainda sim, existem alguns indicadores que tem sido usados como “medidores” de saúde universais. Só que, nem de longe, eles são verdades absolutas e não necessariamente indicam o nível de saudabilidade de uma pessoa.


A falsa liberdade do anticoncepcional

Saiba as várias consequências do seu uso para uma escolha consciente

Quem conhece meu trabalho sabe que minhas recomendações para minhas clientes e leitoras normalmente passam por começar incluindo mais coisas que fazem bem para seu organismo, para depois começar a rever o uso e consumo de coisas que não fazem tão bem. Uma delas, o anticoncepcional hormonal, um medicamento que, nos dias de hoje, é largamente usado, porém mal paramos para pensar quão pouco conhecemos sobre seus verdadeiros efeitos no corpo feminino.

Depois de receber diversas vezes o link para a matéria de capa de uma revista semanal de grande circulação, que fala sobre situações dramáticas vividas por mulheres que faziam uso dos anticoncepcionais, percebi duas reações nas pessoas: um profundo medo desse tipo de situação acontecer com elas, e a insegurança sobre o que fazer para lidar com as questões que, aparentemente, eram responsabilidade do anticoncepcional cuidar.

Diante de tantas matérias que tem circulado na grande mídia, ultimamente, fico surpresa de porque somente agora estamos conversando abertamente sobre um assunto que vem causando tanto sofrimento para as mulheres há tempos. Quantas mulheres vem até a mim contar sobre casos de efeitos colaterais graves do uso de anticoncepcional, isso só falando de quando se consegue estabelecer uma relação direta do seu impacto.


O lado perverso de cultivar autoestima pelo corpo

O amor próprio tem que ir muito além do que o espelho mostra

Fico felizona da vida quando vejo cada vez mais mulheres amando a si mesmas ao cuidar do próprio corpo, cuidando da alimentação e da atividade física para ficar mais felizes na frente do espelho, como também começam se amando sem precisar mudar absolutamente nada, exercitando a autoaceitação pra todo mundo ver.

Ao mesmo tempo, enxergo também alguns lados perversos dessa história. De um lado a mídia bombardeando que apenas o magro é saudável e bonito. Do outro lado, a mulherada grita que mulher de verdade tem curvas, que “somos gordas com orgulho” e rechaçando a magreza.

E isso pode nos deixar ainda mais confusas na nossa relação com nosso corpo e nossa autoestima. Como é que os dois lados podem estar certos e errados ao mesmo tempo?


10 passos para o amor próprio

Um dos comportamentos mais comuns entre as mulheres é pensar quase todo tempo que há alguma coisa de errada com elas. E muitas sofrem sozinhas, inclusive por serem muito criticadas pelas próprias mulheres, principalmente pelas redes sociais.

Muitas de nós tentamos consertar o corpo com dietas restritivas, procedimentos estéticos, e medicamentos, ou se escondendo da vida social. E também tendemos a negar, menosprezar ou tentar consertar nossas emoções seguindo as regras da sociedade, gastando com bens de consumo, e usando medicamentos.

Ao mesmo tempo, observo um outro movimento. As mulheres estão buscando mais se cuidar em todos os aspectos, incluindo saúde física e emocional, se conhecerem e se entenderem mais profundamente, se aceitarem com amor, e querem mais da vida.

Basta uma decisão. Isso pode começar hoje, agora mesmo com um pequeno ato de amor próprio.

Para te inspirar a iniciar esse processo, ofereço 10 passos para você se amar mais por inteiro.


Que mulher você quer ser em 2015?

Uma celebração do Dia Internacional da Mulher durante o ano inteiro

Entro em um restaurante bacanudo numa grande capital, e a garçonete vem me receber e perguntar:
– Quantas pessoas?
– Estou sozinha.
– Ah, que peninha!

Eu coço a cabeça tentando entender o comentário. Ela está com peninha de quê, exatamente? De eu ter decidido sair numa terça de noite para comer comida boa e gostosa? De eu ter liberdade de decidir jantar apenas na minha própria companhia? De eu ter condições financeiras para comer uma refeição prazerosa?

São situações como essa que me lembram quanto temos ainda que caminhar muito para descobrir o que é ser mulher neste momento da história em que vivemos. Ouvir um comentário desses de uma mulher significa que ainda não estamos usando com autonomia e alegria a liberdade e igualdade que tanto temos batalhado ao longo da história.

Por isso, celebrando o 8 de março, Dia Internacional da Mulher te pergunto: que mulher você quer ser em 2015?


3 passos antes de fazer dieta ou mudança de estilo de vida

Repense sua forma de realizar essa transformação: Mudança = (decisão + ação + perdão) – culpa

Tem certos momentos do ano ou da vida que nos convidam a pensar sobre o que podemos mudar e melhorar em nossas vidas, como às segundas-feiras, no ano novo, ou depois do Carnaval (quando o “ano começa no Brasil”), e nos sentimos cheias de determinação, e tomamos uma decisão de que agora é a hora de fazer acontecer.

Quando pensamos em fazer uma mudança na nossa alimentação, na nossa saúde, no nosso estilo de vida, o mais comum é usar três ingredientes fundamentais:


Um corpo perfeito para o verão: o seu

O segredo para aproveitar a estação mais quente do ano está em preparar sua mente sobre a imagem que tem de si mesma

Está dada a largada para a corrida insana rumo a conquistar o corpo perfeito para o verão. Gente batalhando para ficar gostosa para o biquini, gastando o dinheiro suado numa academia, e depois outra pequena fortuna em dois pequeninos pedaços de pano. As conversas giram em torno da última dieta da moda ou procedimento estético para conseguir perder aquelas gordurinhas, não importando o IMC ou o saldo bancário da pessoa em questão. As depiladoras e esteticistas fazem festa com o aumento da temperatura e a consequente diminuição do comprimento das roupas, porque “tem sofrer para ficar bonita”.

Eu nunca tive corpo perfeito para o verão, apesar de sempre ter morando a poucas quadras da praia até algum tempo atrás. Nunca fui a gostosa e nem tive o biquini da moda. Não vejo propósito em estragar o prazer de curtir o tempo de lazer com conversas sobre privação e pensamentos de culpa sobre o que comeu. E sinceramente acredito que ninguém nessa face dessa Terra precisa sofrer para ficar bonita.


Diga-me com que andas e te direi quem queres ser

5 passos para implementar novos hábitos usando a influência positiva das pessoas da sua vida

No evento reCONECTAR-Ser, uma participante comentou que uma das coisas que mais a desafiavam a transformar sua alimentação e a forma de se relacionar com a comida era o comportamento do marido. Ele continuava a trazer para dentro de casa alimentos que não eram as melhores opções para ela, que queria perder peso e melhorar a saúde. Como lidar com isso?

Descobrimos, conversando um pouco mais que, como ele sempre foi magro, nunca havia passado pelas questões que ela passou a vida inteira na sua luta contra o espelho e com a falta de controle com relação aos doces. Ou seja, quando ela fala para ele que não consegue não comer o doce apenas usando a força de vontade, muito provavelmente, ele não tem a menor ideia de como a mente e o corpo dela funcionam nesta relação com os quitutes, que ele consome livremente “sem sofrer as conseqüências” que ela sofre.

Realmente complicado dormir com o “inimigo”, não é mesmo? Me fez, mais uma vez, parar para pensar no quanto nosso ambiente e as pessoas com quem convivemos influenciam a forma como nos comportamos.


Sonhar não é criar expectativas

Como lidar com a ansiedade ou a frustração que surgem quando tentamos transformar um desejo em realidade

Sou uma máquina movida a sonhos. Coleciono daqueles que vem comigo desde a infância, daqueles que surgiram a 5 minutos atrás, e daqueles que me fazem levantar da cama todo dia, apesar do mundo estar como está. Sou muito boa em criá-los e também em realizá-los. Porque quando se realiza, não há outra escolha senão criar um novo, não é mesmo?

E como tenho uma capacidade grande de enxergar bem lá na frente, de conseguir visualizar o que quero dali a 20, 30 anos, tem horas que me pego ansiosa. Claro né, já que a ansiedade é a emoção que vem de se viver no futuro, um lugar que ainda nem existe, mas que passa a governar nossos pensamentos e ações no aqui agora. Ansiedade não é uma coisa boa ou ruim por si só, mas se a gente fica alimentando ela de expectativas, ela pode virar um monstro bem assustador.


Confissões de uma viciada em autoconhecimento

Como lidar com a síndrome do “eu não sou o suficiente”

Tenho obsessão por algumas coisas na vida, como comida gostosa, viajar, séries de TV, e autoconhecimento. A todas elas dedico um tempo considerável. Passo horas procurando por novos ingredientes no mercado e experimentando novos restaurantes. Não passo mais que 3 meses sem entrar em um avião. Assisto religiosamente desde o episódio mais recente da nova série que acaba de estrear, como posso recitar qualquer episódio de Friends. E é muito comum eu estar fazendo uns 5 cursos e terapias ao mesmo tempo, experimentar quase tudo que as pessoas me falam que foi a solução dos problemas delas, ou ainda estar com mais de 10 livros na mesa de cabeceira (fora a inúmeras abas do meu browser com textos e vídeos).


Como nutrir sua alma com comida

Um manifesto pela comida com alma

Estávamos conversando no grupo de coaching de saúde sobre a foto do prato do jantar de uma das clientes, que orgulhosamente mostrava o que acabara de cozinhar para si, quando surgiu um comentário de que um pão feito pela avó era pouco nutritivo e mega calórico, que era melhor comer o pão fininho feito em uma padaria ou indústria aleatória, que (parece) não ter tanta caloria assim.

Fiquei pensando no raciocínio que nos leva a pensar desta forma: melhor comer uma coisa industrializada com menos calorias que comer uma comidinha feita por alguém que nos ama com mais calorias. Quando foi que contagem de calorias se tornou o item mais importante na escolha de um alimento? Quando foi que comida com menos calorias se tornou sinônimo de saudável? Quando foi que passamos a confiar mais no alimento feito em máquinas que o alimento feito pelas mãos?


Menstruar ou não menstruar: como acabar com este drama existencial

Mulheres, seus ciclos e intervenções

Lá vem de novo a campanha tirando sarro da mulherada que sofre com os sintomas da menstruação e TPM. Eu vejo outra vez e, de novo, fico revoltada.

Corta. Volta 12 anos atrás. Eu no início da minha vida adulta, começando a trabalhar, cheia de responsabilidades, e sofrendo horrores com a minha menstruação: Cólicas fortíssimas, enxaqueca de derrubar na cama, acne descontrolada, e um humor de cão chupando manga. Ou seja, 15 dias de inferno. Outros 15 dias ansiosas de que o inferno iria chegar outra vez.

A solução mágica veio numa pílula. Literalmente. A médica me recomendou tomar as cartelas de anticoncepcional sem dar o intervalo. Achei a ideia perfeita: nunca achei divertido sangrar por 7 dias todo mês, ainda mais com todos os sintomas envolvidos.


Menstruação e fertilidade algemadas

As tristes consequências da nossa relação deturpada com nosso ciclo menstrual

Quando o sangue me escorreu por entre as pernas pela primeira vez, minha família já estava receosa que poderia haver alguma coisa errada comigo, porque todas as primas mais novas já haviam menstruado, e eu, prestes a completar 15 anos, com pouco peito, quadril estreito, meu corpo não parecia querer virar mulher.

E penso que eu rejeitava tanto essa ideia de virar mulher, que a menstruação vinha só a cada 3 meses, com cólicas infernais. Minha mãe pouco sabia o que fazer sobre o assunto, pois mal se lembrava de como era menstruar na adolescência, como se sua memória tivesse suprimido algo pela falta de ser falado à respeito.


Como se sentir bonita na TPM

Conheça algumas estratégias para ajudar no visual e na autoestima nesse momento do ciclo menstrual

Acho que não tem momento do mês mais dramático para se olhar no espelho do que durante a TPM, não é mesmo? As espinhas aparecem, o inchaço dá os seus sinais, as olheiras aumentam. Mais o fato de que nossas emoções ficam a flor da pele, e parece que todo espelho vira aqueles de circo com a imagem distorcida, mostrando todos os nossos defeitos ainda mais proeminentes.

Mas tem como a gente não passar por essa sessão de tortura a cada ciclo. Para isso, primeiro temos que entender como nosso corpo funciona, e segundo como nossa mente funciona nessa fase especial.


Como usar a cozinha para se amar mais

3 estratégias para cozinhar mais e nutrir seu amor próprio

Quando eu era criança, para mim, amor era, no jantar, mamãe servir o arroz e feijão requentado do almoço com um lindo ovo frito por cima. Ovo frito era uma das coisas favoritas do meu pai, e acho que puxei isso dele. Isso, e o fato de ele demonstrar amor fazendo questão de vir todos os dias do trabalho para almoçar com a família à mesa, junto com o fato de que minha mãe cozinhava comida fresca e cheia de capricho.

Amor também era o bife à parmegiana, era o bolo de chocolate, era a moqueca sagrada dos sábados com pirão (capixaba, óbvio!). Mas hoje, quando quero buscar aquele sentimento de estar cercada do amor da minha família, eu busco o arroz, feijão e ovo frito.


Eu choro fazendo yoga na TPM

Como usar a prática de asanas para lidar com as emoções da fase pré-menstrual

Eu choro por qualquer coisa. Meu apelido de infância era “manteiga derretida”. Eu choro de tristeza, de alegria, de raiva, de amor. As minhas emoções tem essa mania de se materializem em forma de lágrimas. Durante boa parte da minha vida, fui levada a acreditar que isso era uma coisa ruim, que havia alguma coisa errada comigo por eu ser assim.


Você já fez uma declaração de amor a si mesma hoje?

Como amor próprio passa pela boca e pelo útero.

Amar a si mesma, do jeitinho que a gente é, sem tirar nem por nenhuma qualidade ou defeito físico ou de personalidade, nem nenhum acontecimento da nossa história, é uma tarefa de uma vida inteira. A gente muda o tempo inteiro, inclusive de opinião, sobre quem somos e que valor temos.

Sempre achei que eu tinha que ser melhor do que eu era, o que é um jeito meu de ser, misturado com minha cultura familiar, misturado com o que os outros diziam que é o certo. No mundo corporativo, essa características foram reforçadas ainda mais, com as intermináveis matrizes de pontos fortes e pontos “a melhorar” (um nome mais bonitinho para “você é ruim nisso, e tem que dar conta do recado, senão contratamos alguém que tem isso melhor que você no mercado”), e a avaliações de desempenho cada vez mais focadas no que eu não entregava (mesmo que eu tivesse entregado outras 532 muito bem, eram aquelas 4 ou 5 coisas que viravam o centro da conversa).


O que é tão difícil em ser mulher hoje em dia?

3 passos para tornar essa jornada de viver num corpo de mulher menos sofrida e mais feliz

Tem dilemas que vão passando de geração em geração, que não distinguem idade, classe social ou local de moradia, que podem estar mais presente na vida de umas do que de outras, mas que habitam o espírito coletivo feminino de forma universal. A relação com o próprio corpo é um desses dilemas. Seja pela questão com a aparência, seja na vivência com o ciclo menstrual e fertilidade, seja nos limites que o corpo nos coloca para realizar o que gostaríamos na vida, de uma forma ou de outra, em algum momento, passamos por esse desconforto de se sentir presa em um corpo na qual não nos sentimos satisfeitas.


Novo Sistema Ame-se por Inteiro

Para você que tem fome de amor próprio.

Agora é oficial: meu novo Sistema Ame-se por Inteiro acabou de ser lançado no meu evento virtual gratuito na última sexta-feira, dia 29. Nele, estou colocando os meus cinco anos de experiência com coach de saúde, como também toda a minha experiência pessoal e profissional que acumulei durante grande parte da minha vida, junto com todo conhecimento compartilhados por meus mentores, professores e apoiadores, a serviço da sua felicidade.


Menu do dia: Momento presente

Chego em casa cheia de fome, lembro que preciso jantar. Cansada, não quero perder muito tempo com isso. Por um segundo, me lembro da prática da atenção, mas meu corpo grita: estou com fome! Escuto seu chamado e na frente dos meus olhos desfilam a carne, o macarrão, a rúcula. É, acho que dá para fazer um bom jantar.

No momento que corto o alho para o molho e sinto seu cheiro, minha mente já se aquieta. Não preciso fazer mais nada, a não ser cortar esses ingredientes. Corto a cebola, e meu olhos choram, sinto as lágrimas rolarem. Coloco tudo para refogar na panela, o azeite perfumado me desperta para a beleza do momento que é cozinhar, o cansaço parece ter passado, por um momento, sinto paz. Tento não me perder entre a carne refogando e o macarrão cozinhando, tudo tem seu tempo certo, assim como a vida.


[workshop presencial] Saboreando o momento presente

Dia 26 de Agosto de 2014
das 19h30 às 22h30
Laboriosa89
Vila Madalena, São Paulo

Garanta sua vaga agora mesmo. Inscreva-se pelo Cinese neste link aqui.

Essa vivência une as delícias do ato de comer com técnicas de meditação que usam atividades do dia-a-dia como ferramentas de conexão consigo mesmo. É uma forma gostosa e diferente de ter contato com os benefícios da meditação usando algo que já fazemos várias vezes por dia.

Em um jantar descontraído, com um menu especial de três pratos, você vai ter a oportunidade de saborear muito mais que a comida. Ela será o veículo que vai transportar você para o momento presente por meio das experiências sensoriais que degustá-la proporciona.

Além disso, vamos conversar sobre a influência dos alimentos em como nos sentimos física e mentalmente, e desmistificar a prática meditativa para além ficar parado e esvaziar a cabeça.

Você vai vivenciar as vantagens para o corpo e para a mente de estar plenamente presente enquanto você cozinha e se alimenta, e aprender estratégias para lidar com os sintomas do corpo e os sentimentos da mente que você observa quando está plenamente consciente ao comer.

As práticas de mindfulness ficam por conta da Carol Lopes, instrutora formada pela MTi – Mindfulness Trainings International, organização vinda da linhagem Namgyal, que propaga esses ensinamentos pelo mundo. Designer formada pela Belas Artes, e uma curiosa de como podemos alcançar uma vida com mais propósito no dia-a-dia através de práticas úteis e simples.

A comida gostosa e dicas de cozinha e alimentação ficam por conta da instrutora Melissa Setubal, fã número um de comida gostosa de autoconhecimento, pioneira em Saúde Integrativa no Brasil, coach de saúde da mulher, certificada pelo Institute for Integrative Nutrition, pela American Association of Drugless Practitioners (AADP), e pela FLO Living, Mestre de Reiki, e Instrutora de Yoga certificada pela Yoga Alliance/AYSCP. Mais informações sobre seus programas de coaching de saúde individual e outros workshops e eventos, confira no website melissasetubal.com.br.


Aprenda a pedir o suporte que você precisa

Quando orientamos às pessoas em como elas podem nos ajudar emocionalmente, criamos um círculo virtuoso de felicidade mútua.

Aprendi a ser uma menina obediente desde pequena. Sinceramente acho que essa disciplina e esse olhar para o outro me ajudou a ter respeito pelas diferenças, e a criar um filtro que até hoje me serve bem para viver em sociedade e ser simpática a ponto de isso ser um diferencial na forma como as pessoas me tratam de volta.

Ao mesmo tempo, o excesso de “treinamento para gueixa” me criou uma grande confusão mental quando fui para o mercado de trabalho, no início de minha vida como jovem adulta. Logo entendi que eu teria que “me impor” se eu quisessem algum tipo de reconhecimento e sucesso profissional.


Porque determinação nunca falha

Depender apenas da força de vontade para alcançar qualquer objetivo, seja de dieta, de saúde, ou de vida, nos deixa frustradas e inseguras.

Se posso afirmar uma coisa sobre mim é que sou uma pessoa determinada. Tenho um senso muito forte da direção que quero rumar na vida. E isso não me exime de também ser teimosa, preguiçosa, e, muitas vezes, não ter a menor ideia do que estou fazendo. Até porque determinação não significa ter disciplina militar, estar o tempo inteiro em ação, e saber exatamente para onde está indo.


[na mídia] Por que fazer dieta precisa sair de moda

As dietas restritivas pecam por sua falta de eficácia e riscos para a saúde

Toda vez que ouço ou leio a palavra dieta, me dá um frio na espinha. Apesar do seu significado inócuo, a princípio, a cultura da restrição alimentar em nome da aparência perfeita se apropriou dela e criou sentidos destrutivos, o me dá nos nervos e muitas vezes me faz até chorar.


Hormônios e Intuição: um super poder feminino

Menstruação é nossa maior oportunidade de auto-observação e ativar a intuição

Eu adoro aquele momento do mês que estou com a corda toda. Tenho vontade de sair e ver as pessoas, minha produtividade está a todo vapor, meu humor está pra cima e fico de bem com a vida. Aí, de uma hora para outra, o vento muda de direção, começo a ficar cansada por qualquer coisa, uma vontade de dormir que não passa, disposição zero para trabalhar e para sair de casa, o humor fica imprevisível.

E aí a explicação para tudo isso chega: fico menstruada. Aqui em outro post expliquei algumas razões fisiológicas de porque isso acontece, e aqui hoje vou falar um dos “poderes mágicos” que aparecem com mais força por causa dessa dança hormonal, que causam essa variação na energia e no humor, e que durante grande da minha vida eu ignorei completamente.


Perca peso fazendo uma dieta das dietas

O estresse das dietas engorda e traz consequências na nossa disposição e autoestima.

Você já viu alguém de dieta genuinamente feliz, com um sorriso largo no rosto, com brilho nos olhos? Eu não. Normalmente as pessoas em dieta restritiva tem um semblante tenso, e ficam mais agitadas, de pavio curto, ou se assustam mais facilmente com qualquer coisa ou até a própria sombra. Elas podem ter também um olhar perdido, talvez porque esteja pensando em tudo que é proibido fazer e que gostaria tanto de estar fazendo, talvez porque esteja totalmente sem energia por causa da fome ou da quantidade de tempo que passam fazendo contas de calorias/pontos/porções/nutrientes/remédios.

Tudo isso para apenas alguns segundos de felicidade ao ver os números caindo na balança, fita métrica ou nas etiquetas das roupas. Quer dizer, nem sempre isso acontece, né? E aí o semblante fica ainda mais tenso e o olhar ainda mais perdido, porque se mesmo fazendo tudo certinho os resultados não aparecem do jeito que queremos, que esperança ainda existe?

Ficamos nessa luta eterna com nosso próprio corpo, e não nos damos conta que esse clima de guerra é um dos principais responsáveis pelo peso indesejado. E aqui vou compartilhar o porquê que o estresse de fazer dieta é um mecanismo de autosabotagem, e qual atalho podemos usar para evitar tudo isso.


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