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[vídeo] Série Vida sem Pílula: Como não depender do anticoncepcional

É possível cuidar dos sintomas do ciclo menstrual e da prevenção da gravidez sem usar pílula anticoncepcional

Você já assistiu a minha série no YouTube #VIDASEMPÍLULA ? Estou gravando vários episódios nas últimas semanas sobre como não depender do anticoncepcional para cuidar da acne, da TPM, das cólicas, para regular a menstruação, para tratar ovários policísticos, para evitar a gravidez, e como resgatar a libido perdida pelo uso da pílula, e vários episódios respondendo as principais dúvidas da mulherada sobre tudo isso e muito mais.

Confere aí cada um dos episódios que já foram ao ar!

Episódio 1: Como resolver a acne e a oleosidade

Episódio 2: Como espantar a TPM e as emoções descontroladas

Episódio 3: Como lidar com as cólicas e a menstruação irregular

Episódio 4: Como cuidar do ovário policístico

Episódio 5: Como superar a noia da gravidez indesejada

Episódio 6: Ô libido, volta aqui! To te querendo

Episódio 7: Respondendo dúvidas sobre vida sem anticoncepcional

Episódio 8: Comentando suas perguntas sobre vida sem anticoncepcional

Episódio 9: Ovários Policísticos: como cuidar sem anticoncepcional

Aproveite que estou lançando o Contracepção Consciente, o programa online para você fazer as pazes com seu ciclo menstrual e sua fertilidade.

Com a divulgação dos efeitos colaterais da pílula, muitas mulheres como você estão questionando: vale a pena? Para fazer essa escolha, é importante conhecer as alternativas e as estratégias para as questões que surgem imediatamente: e se eu não quero engravidar? E como cuido do ovário policístico? E a acne, as cólicas e outros sintomas incômodos do ciclo menstrual?

Por que é importante contar com ajuda especializada? Porque o que não falta ao nosso redor, real e virtual, são informações desencontradas. Ou então porque o que deu certo pra amiga nem sempre dá certo pra gente! Numa decisão que impacta tantas partes da nossa vida, é importante contar com alguém que tenha esse conhecimento, como também possa te apresentar mais caminhos para você escolher qual se adapta melhor aos seus anseios e à vida que você quer.

É isso que eu te ofereço com o programa Contracepção Consciente.
Ele tem duração de 10 semanas e apoia tanto a parte emocional quanto com as informações necessárias para te ajudar na escolha consciente sobre o uso do anticoncepcional, sem que o medo de engravidar e os sintomas incômodos te atrapalharem.

Saiba mais e participe da nova turma. Inscrições até dia 13 de abril de 2017!

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[na mídia] Como parar com o anticoncepcional sem engravidar

Cinco coisas que você deveria saber sobre a vida sem pílula.

A revista Vida Simples fez uma entrevista comigo na semana passada sobre como não depender do anticoncepcional. Nela, eu compartilhei a minha jornada pessoal com meu caso de amor e minha desilusão com o uso da pílula, e como funciona o meu trabalho apoiando mulheres a fazer uma escolha consciente sobre seu uso. Confira aqui.

Os efeitos colaterais dos contraceptivos incomodam a maioria das mulheres. Mal necessário?

por Letícia Gerola

O anticoncepcional faz parte da rotina da maioria das mulheres brasileiras. Aliado à camisinha, é uma das principais ferramentas para evitar a gravidez. Os efeitos colaterais dessa dose hormonal intensa, no entanto, são motivo de preocupação e incômodo pra boa parte desse público. “TPM intensa, dores de cabeça, acne, muita cólica… Os efeitos colaterais variam pra cada organismo, mas uma coisa não muda: é uma dose forte de hormônios que mexe com o corpo da mulher e impossibilita que ela conheça e tenha seu ciclo menstrual”, explica Melissa Setubal, especialista em saúde integrativa da mulher.

Formada em comunicação social, a jornalista e publicitária sofria com enxaquecas e acne excessiva. Em busca de uma solução, ela conheceu métodos de contracepção alternativa e descobriu a importância de conhecer o ciclo menstrual. Foi assim que nasceu o Vida Sem Pílula, minicurso gratuito que ela oferece. Confira as respostas da especialista para as cinco perguntas mais polêmicas sobre o assunto:


[na mídia] Pílula do dia seguinte: dúvidas e respostas

O que você precisa saber sobre a PDS para fazer uma escolha consciente

Em entrevista para o portal Superela, eu esclareci alguns pontos sobre a forma e o impacto do uso da pílula do dia seguinte para evitar a gravidez e porque ela não é a uma escolha para ser um método contraceptivo de uso frequente.

Por ter uma taxa super elevada de hormônios artificiais, ela oferece um impacto negativo tremendo no nosso sistema endócrino e reprodutivo, similar à da pílula anticoncepcional. Quer saber mais sobre esses impactos, leia aqui.

Ela pode ser sim uma ferramenta bastante útil, e conhecer sobre seu funcionamento é tão importante para que ela possa ser eficaz quanto saber dos efeitos colaterais diversos que ela pode provocar, às vezes por meses após seu uso. Muitas mulheres relatam ciclos irregulares, menstruação com muitos coágulos, cólicas, náusea e vômito, dores de cabeça, diarreia, entre outros sintomas.

 

É bem comum ver mulheres usando a pílula do dia seguinte sem nem ao menos saber se estavam férteis ou não naquele período, ou seja, se existia mesmo o risco de gravidez naquela relação.

 

Outra questão importante é que muitas não tem o hábito de associar métodos de prevenção, fator muito importante para aumentar as chances de eficácia da contracepção, uma vez que TODOS OS MÉTODOS TEM TAXA DE FALHA, inclusive a PDS.

Um método de barreira, como as camisinhas masculina e feminina, por exemplo, é recomendo ser sempre usada, até para pessoas que fizeram esterilização (como laqueadura de trompas e vasectomia), não apenas porque existem casos em que alguma circunstância extraordinária ou falha acontecem, como principalmente porque as camisinhas são os métodos mais disponíveis para evitar também doenças sexualmente transmissíveis.

Aprender a usar as camisinhas de forma correta e eficaz, como a sua conservação e colocação, como também saber da importância fundamental de se estar devidamente lubrificada (bora aprender como nosso corpo funciona bem como ensinar para quem fazemos sexo com qual é a hora certa e como a penetração pode acontecer da forma mais segura e prazeroza!), é algo que pode nos ajudar bastante a não ter que precisar usar a PDS. Mas esse é um papo para outro artigo :)

Se você usa pílula ou outros métodos hormonais anticoncepcionais (anel, injeção, implante, adesivo, DIU de progesterona, etc) não é recomendado o uso da PDS, uma vez que o organismo já está recebendo uma carga de hormônios artificiais alta e de forma constante.

Por isso que estou sempre falando sobre ser fundamental ter consciência a respeito da própria fertilidade e ciclo menstrual. Não apenas para saber como lidar com esses sintomas do uso de hormônios artificiais para evitar a gravidez, mas principalmente para saber lidar de forma natural com a própria fertilidade sem suprimi-la ou viver com medo dela.

Vejo muitas mulheres que pararam de usar pílula anticoncepcional, e até que conhecem e usam métodos de percepção da fertilidade que acabam fazendo uso a pílula do dia seguinte porque ainda estão presas ao paradigma de que um medicamento é a garantia da paz de espírito. Quando, na verdade, se faz necessária também uma reprogramação dessa forma de pensar, que foi programada desde muito cedo e reforçada ao longo da vida.

 

É muito menos estressante aprender a confiar no próprio corpo e nos sinais que ele nos oferece, e aprender métodos que impactam menos ou nada o funcionamento do nosso organismo, e não precisar usar a PDS simplesmente por medo, e sim por uma escolha consciente.  

 

Mas se já foi o caso de ter usado, ou de já querer ter as informações para caso precise desse medicamento, acesse aqui a entrevista e saiba mais.

Publicado em: Superela

Quem tem medo do feminismo?

A pergunta acima é, na verdade, mais ampla: a quem interessa desqualificar o feminismo?

Um texto de Débora Rubin
jornalista, escritora e voluntária da APAM – Associação Paulista de Amparo à Mulher

Fiquei pensando sobre isso depois de um bate-papo com a minha irmã mais velha. Ela, uma pessoa ciente de que as mulheres são as mais prejudicadas com a jornada dupla (tripla, no caso dela, que tem filhos), ciente de que as mulheres ainda precisam ocupar diretorias de empresa, cargos públicos, cenários políticos onde predominam os homens (brancos de terno), vibrou quando eu disse que algumas empresas estão investindo em políticas de equidade de gênero – gender balance, como algumas firmas preferem. Eu também vibrei; embora eu desconfie que grande parte dessas ações sejam pura maquiagem, acho que passou da hora de isso acontecer. Mas fiquei encafifada com a reação dela: “Gender balance! Taí, gostei! Porque feminismo é uma palavra muito forte. E já deu né?”.

Tudo o que ela mais deseja – um mundo justo para as mulheres – é o que o feminismo defende. Então por que o medo do termo? Eu tenho duas teorias. A primeira delas é que ao longo dos últimos quatro anos (desde junho de 2013, para ser mais exata), com a polarização política, feminismo virou sinônimo de pauta da esquerda e, daí, se eu não gosto do PT, se eu não gosto desses “radicais” e dessas mulheres furiosas, logo eu não gosto de feminismo. Se você se assume como feminista corre logo o risco de ser tachada de esquerdista ou de adjetivos pejorativos que fogem completamente à questão.

Outra teoria, não muito desconectada da primeira, é a de que as pautas do feminismo dos anos 70, assim como aconteceu com outros movimentos sociais da época, foram incorporadas suavemente pelo capitalismo como uma forma de sufocar o movimento. Foi uma tacada de mestre, tão genial, que fez parecer que o feminismo não tem mais razão de existir, e que quem brada por aí, nas ruas e nas redes sociais, é (de novo os adjetivos que não se conectam com a questão) chata, inconveniente ou quiçá ingênua. Afinal, veja só: a mulher chegou lá! Ela não só tem os mesmos direitos dos homens como está plenamente inserida no mercado de trabalho. E é nesta última conquista que quero me deter mais um pouco.

 

 

A entrada da mulher no mercado de trabalho já vinha acontecendo desde as duas grandes guerras do século XX, quando os homens foram lutar e as mulheres tiveram que trabalhar, tanto para manter a renda familiar como para fazer as empresas seguirem operando – bom para os dois lados né? Só que não (mas não vou me deter aqui nas condições de trabalho da época). Nos anos 60 e 70, com o coro enfurecido das mulheres que ‘ficam lindas quando bravas’, as mulheres entram com força para o mercado. Agora elas têm a pílula, que pode postergar a maternidade, a máquina de lavar, que deixou tudo mais simples e, as de classe média, empregadas domésticas – que as substituíram no papel de “do lar” às custas de deixarem seus próprios lares e filhos, sabe-se lá como, porque ninguém quer mesmo saber das mulheres pobres (e daí a necessidade do feminismo olhar mais e mais para essas mulheres).

Como não abraçar e comprar esse discurso maravilhoso das feministas dos anos 60/70? Claro que os magnânimos donos do poder amaram essa história toda de a mulher poder escolher quando quer ter filho, ter mais instrução, saber dirigir, ser moderna, cool, ser chefe de família e todo o mais. Esse pacote gerou a um só tempo duas coisas muito boas: mão de obra qualificada e novas e exigentes consumidoras (capitalism always wins!).

A nós, mulheres, ficou a ilusão de que o feminismo havia vencido. E que tínhamos, enfim, o poder. Que estávamos em pé de igualdade com os homens. Mas, veja só, a que custo?

Ganhando menos, tendo que cuidar da casa e assumindo 98% das responsabilidades com os filhos. Sendo constantemente vigiada quanto ao comportamento (até na escolha da roupa), sendo constantemente podada pela fala masculina, estando sempre nos cargos mais baixos. E ainda sofrendo violência doméstica, correndo o risco de ser abusada/estuprada nas ruas, ou até por amigos, gente próxima. Porque somos…mulheres.

Eu, que nasci em 1979, passei parte dos anos 80 e 90 observando essa geração incrível de mulheres poderosas em suas ombreiras gigantes achando que – uau! – não tínhamos mais do que reclamar. E que eu chegaria ao mercado de trabalho protegida, graças ao nobre trabalho que minhas antecessoras tinham realizado por mim. Tanto acreditei que o feminismo não era mais necessário que engoli, durante a década de 2000, assédio de jornalista (chefe ou não) achando que fazia parte do jogo. Sofri muita pegada em braço, no cabelo e na cintura em balada e, embora soubesse que tudo isso não estava legal, nunca relacionei com o fato de que não, nós não tínhamos chegado lá. Daí veio a quarta onda de feminismo. E sorte das meninas nascidas nos anos 90 e 2000, que já pegaram a coisa toda em ebulição novamente. Essa nova onda coincidiu com um momento político instável no Brasil. E aí voltamos para a teoria número um, que remete à polarização direita-esquerda.

Ao perceber que grandes grupos, nacionais e internacionais, entraram na onda do “empoderamento da mulher”, sofri um breque mental: eeepa! Aí tem coisa. Fazer parte dos movimentos do momento, dos modismos comportamentais, querer estar dentro dos novos paradigmas, sempre fez parte da essência do mundo corporativo, ainda que as empresas demorem a perceber o que está acontecendo e, mais ainda, a incorporar o discurso na prática diária da firma.

Mas, veja que curioso, essas empresas nunca vão falar em feminismo. E menos ainda abrir suas portas, ou que sejam seus ouvidos, às feministas. Não. De novo, como aconteceu no mundo pós “paz e amor”, elas vão se apropriar do movimento através de um discurso soft, global, moderno – gender balance. Vão mudar uma coisinha aqui e outra ali dentro do Recursos Humanos, vão dizer que seus departamentos estão buscando equilíbrio entre homens e mulheres (mas vão continuar sem entender porque no chão de fábrica e na diretoria é tão difícil conseguir fazer isso), vão fazer um workshop com uma celebridade do mundo das palestras que vai dizer que não é legal diminuir o outro e que existe um negócio chamado “mansplaning” – que é quando um homem quer explicar a uma mulher algo que ela já sabe e…. – e, por um instante, você, funcionária da firma, vai ficar felizona achando que, enfim, chegou lá, graças a sua empresa.

 

 

Só que para os representantes do mundo corporativo não existe relação nenhuma entre o dia a dia da companhia e as altas taxas de feminicídio (mortes em decorrência de violência contra a mulher). Ou entre a reunião na qual a mulher mal consegue ter voz e o estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro (e não causará nenhum espanto se o mesmo homem que impediu sua funcionária de falar na reunião comentar, no cafezinho: “ah, vai, essa mina aí do Rio quis dar pra trinta, né?!”). E à funcionária não ocorrerá perguntar, por exemplo, quando sua unidade vai abrir a creche. Não dá para desconectar as coisas nem fazer revolução pela metade.

Por isso eu não compro discurso soft quando se trata de uma mudança tão importante como essa. Não desprezo a importância das ações das grandes companhias nas mudanças de paradigma do mundo, mas acredito que a mudança não pode, não deve, partir de corporações. Tem que vir da sociedade, das próprias mulheres; e de homens que acreditam que essa revolução vai também melhorar suas vidas. A Islândia só se tornou o país com a menor desigualdade do mundo porque num belo dia de 1975 todas as mulheres fizeram uma greve geral. Naquele dia, elas não foram trabalhar, não cozinharam para os maridos, não trocaram uma única fralda. Foi o “Dia de folga das mulheres”, que acabou se desdobrando em outros atos, que por sua vez se tornaram atitudes, mudança de hábitos, até a Islândia se tornar o país que é hoje (detalhe importante: cinco anos depois, em 1980, Vigdis Finnbogadottir, uma mãe solteira divorciada, se tornou a presidente do país e ficou 16 anos no poder).

Quem desqualifica o feminismo tem medo de que exatamente? De que a mulherada tome o poder de fato? De que estejamos nos centros de poder e que isso diminua o poder masculino? Fazer a mulher acreditar que estava inserida, e que tinha os mesmos direitos, mas ainda a mantendo debaixo do guarda-sol do patriarcado funcionou bem durante um tempo. Agora não dá mais.

Não nutro nenhuma ilusão de que hoje, 8 de março, consigamos fazer algo similar ao que a Islândia fez 40 anos atrás (é o que os movimentos feministas estavam tentando convocar). Primeiro porque temos uma sociedade bem diferente da islandesa – como pedir a mulheres que dependem de seus empregos para faltar um dia em nome de uma causa que elas ainda não assimilaram? Em especial as de baixa renda, que têm trabalhos mais vulneráveis –, e segundo porque, como já vimos anteriormente, muitas mulheres torcerão o nariz para o chamado vindo de grupos feministas. Mas fica aquela esperança de que o movimento cresça, mude de forma, ganhe as ruas do Brasil todo, ganhe as mulheres que ainda acham que tudo é só questão de mérito (um dia a ficha cai), ganhe os homens parceiros, até que um dia, quem sabe, a gente chegue lá de verdade. Porque feminismo não é de esquerda, não é contra o homem, não é baderna nem discurso vazio. Feminismo é por uma vida mais justa para todas as mulheres.

Imagem de título: feminagemblog

O amor próprio e entre as mulheres no Dia Internacional da Mulher

No dia 08 de março (e em todos os dias), é momento de refletir sobre relações muito importantes: a consigo mesma e com as demais mulheres.

Eu não queria fazer um texto qualquer. Eu queria fazer uma declaração de amor. O amor que tenho pelo fato de ser mulher. O amor que tenho por cada mulher. Então decidi fazer uma transmissão ao vivo de vídeo (que você pode assistir logo abaixo) para declarar meu amor falando de como cultivar amor próprio.

Para mim, amor próprio é a base de tudo. Quando estamos cuidando de nós mesmas diariamente, somos mais capazes de de muito mais na nossa vida. E somos capazes de estar e fazer muito mais umas pelas outras.

E isso, no meu ponto de vista, parte da relação que temos com cada parte do que somos:

  • Relação com o corpo: peso e alimentação + ciclo menstrual

  • Relação com a mente: autoimagem + emoções

  • Relação com o espírito: medo + amor

Com essas nossas questões recebendo atenção, podemos ampliar nossa esfera de amor. Para mim o Feminismo é um grande movimento de amor próprio. Descobrindo que eu já tenho valor como o ser humano que eu sou, que eu tenho valor porque sou mulher, que eu tenho valor porque eu sinto, eu penso, eu faço. Primeiro passo é fazer por si mesma. E junto com isso fazermos umas pelas outras.

Assim, num dia como hoje vale refletir como você tem celebrado a si mesma e as suas vitórias na vida, antes de qualquer luta pelos direitos. Refletir como tem se permitido e se libertado de suas próprias amarras, ao ser indiferente. Refletir de forma tem ignorado a si mesma e aos seus sonhos.

Por isso, quero te convidar a fazer algumas coisas neste dia:

Que uma coisa você pode fazer essa semana para celebrar o fato de ser mulher?

Que uma ação você pode tomar para exercer um direito que não tem usado?

Qual o primeiro passo que você pode dar para parar de negligenciar aquele desejo de vida reprimido?

Talvez a alimentação não esteja assim tão bacana, ou mesmo que esteja num bom caminho você percebe que pode colher ainda mais benefícios e não sabe como.

Talvez seu ciclo menstrual está meio bagunçadinho, sentindo uma TPM aqui, uma cólica ali, um inchaço acolá, ou mesmo que os sintomas não provoquem dor ou desconforto, você sabe que dá pra melhorar e ter um fluxo sem coágulos ou sem grandes rompantes de humor.

Talvez você esteja meio de mal com o espelho e a autoestima pra baixo e isso está atrapalhando seus relacionamentos, sua performance no trabalho, ou mesmo você está de bem consigo mesma e por isso sabe que é hora de levar a autoestima para o próximo nível de autoconfiança.

 

 

Não importa, na verdade, onde você se encontra nas situações acima. Eu quero muito saber de você, dos seus desafios e dos seus desejos. Quero saber no que posso de apoiar.

Por que pra mim, isso é o Dia da Mulher, uma dia de estarmos uma pela outra, e saiba que estou aqui por você, o quanto e como precisar. Eu quero te apoiar porque pra mim a mulher é a grande força transformadora neste mundo.

Uma mulher que está bem alimentada, de bem com seu corpo e seus ciclos, satisfeita com sua imagem no espelho e confiante nas suas próprias capacidades, uma mulher que sente sem medo e que se expressa plenamente, é a força mais poderosa da natureza.

Imagina um mundo onde todas as mulheres estão assim! Imagina um mundo onde você é assim. Imagina o quanto a sua vida e as das pessoas a sua volta iriam se transformar.

Eu não tenho dúvidas de que isso é possível. Porque você já foi capaz de se transformar tantas vezes, e eu quero que você pare nesse minuto para refletir sobre o que você já foi capaz de fazer por você mesma e o que isso provocou de benefícios nas pessoas que ama, com quem mora, com quem trabalha, com quem interage, com quem você cuida.

Imagine quanto você será capaz de criar ao se alimentar, ter um ciclo menstrual e uma relação com sua autoimagem e com suas emoções mais consciente. Quanto amor você será capaz de distribuir depois disso.

 

Desejo um Dia da Mulher com respeito, reconhecimento, saúde e muito amor!

 

 


3 dicas para um detox pós carnaval (sem dieta maluca)

Um kit integrativo de como se recuperar dos efeitos do feriadão e começar o ano de verdade se cuidando

Depois da purpurina, do confete, dos blocos e trios elétricos e desfiles, agora é oficial: o ano no Brasil pode finalmente começar. Aquelas promessas de ano novo não tem mais como se esconder atrás da desculpa de que “depois do Carnaval eu começo a sério aquela dieta ou atividade física (ou reeducação alimentar, ou tratamento, ou terapia, ou escreva aqui sua promessa de cuidar de si mesma)”.

Bom, eu vou te convidar primeiro para fazer o seguinte: antes de qualquer ação na direção de qualquer que tenha sido a promessa que você fez pra você mesma, vamos refletir algumas coisinhas importantes.

A primeira, o “efeito gangorra”, provocado pelo excesso de comidinhas e bebidinhas e a falta de sono. Isso faz com que nosso humor varie radicalmente diversas vezes durante o dia: acordamos de ressaca de tudo que comemos e bebemos na noite anterior, tentamos desesperadamente compensar o cansaço de dormir pouco com muito café e bebidas energéticas, para conseguir funcionar durante o dia.

E, quando você pensa que vai tirar um cochilo, alguma bagunça faz você entrar na folia tudo de novo. E, porque não teve tempo nem de comer direito, cai de boca nos salgadinhos e na cerveja, e fica relaxada e agitada ao mesmo tempo. Só para começar o ciclo de novo no dia seguinte.

 

Esse efeito de expansão e contração muito extremos para o corpo, mantidos por algum tempo, começam a causar consequências na forma como nossos órgãos internos funcionam e, ao final da maratona, não há ser humano que tenha energia para planejar e executar qualquer nova empreitada.

 

Tudo começa pelo excesso de bebidas alcoólicas, energéticos, refrigerantes, e até doces e sobremesas. Açúcar e álcool fazem os tecidos do corpo se expandirem, e assim temos uma imediata sensação de relaxamento. Mas, na verdade, essas substâncias provocam a liberação de grandes doses de adrenalina, o hormônio do estresse, e de insulina, o hormônio que processa a glicose no sangue.

Junte isso com o sono desregulado. Esse desequilíbrio, mantido durante esse período, faz ser quase impossível produzir serotonina suficiente, o hormônio que traz a sensação de calma e contentamento. E, assim, criamos um corpo estressado e um humor deprimido. No outro extremo, temos as comidas contrativas salgadas, como as frituras, as carnes e embutidos, queijos, salgadinhos. Ao comer em excesso esses produtos, ficamos mais tensas, facilmente irritáveis e agressivas. Já a gordura, presente em grandes quantidades em todas elas, dificulta nosso fígado a limpar as toxinas e processar os hormônios no organismo.

E assim, o círculo vicioso continua: comemos muita carne, ficamos irritáveis e criamos o desejo pelo falso efeito de relaxamento dos doces, liberando muita insulina e adrenalina, criando estresse. Continuamos a ingerir bebidas alcoólicas, criamos o desejo pelas comidas salgadas e gordurosas, que impedem a desintoxicação desse álcool por meio do fígado. No meio disso tudo, estamos exaltadas, deprimidas, aéreas, logo depois anestesiadas e agitadas, logo depois de mau humor, cansadas.

 

efeito sanfona

 

Agora pensa que isso tudo começou na verdade em dezembro! A época das festas de final de ano, que pode ter se juntado com as férias. Dá pra perceber que qualquer projeto de cuidar melhor da alimentação, do peso, do que quer que seja já começa em desvantagem? Não apenas a gente vai acumulando hábitos e crenças ao longo dos anos que fazem com que não nos sintamos bem conosco mesma, como ainda a forma que sabemos de aproveitar momentos de folga das obrigações e de diversão pode contribuir ainda mais para uma sensação de mal estar.

 

Algo que era para deixar a gente alegre, para descontrair (literalmente deixar nosso corpo num estado relaxado, não contraído), para nos ajudar a lidar com o dia a dia mais pesado, faz com que a gente volte pra rotina sem disposição, ânimo pra baixo, zero motivação.

 

Bora agora realmente começar o ano colocando você em vantagem na sua jornada de autocuidado neste ano? Aqui estão algumas dicas práticas para você começar:

1) Dá uma ajudinha pro seu fígado, coitado, ele nunca te pediu nada.

Quer dizer, ele até tá pedindo, mas tem vezes que a gente ignora ou nem percebe. Bora então ajudar o fígado a se restabelecer. Começando por oferecer alimentos que ajudam ele a se livrar dos excessos (de gordura, açúcar, álcool, e outras substâncias químicas, além dos hormônios como cortisol e estrogênio que costumam ficar doidinhos nessa situações).

O bom e velho suco verde é tão maravilhoso que desintoxica até emoções represadas dentro do nosso corpo. Toda aquela raiva, ressentimento e frustração que vamos acumulando, junto com as toxinas, vai embora do fígado com essa receita.

Bata no liquidificador com um pouco de água: salsinha, limão com casca (sem sementes e sem o miolo branco do meio), pepino (eu prefiro sem sementes), salsão/aipo (pode usar as folhas também), maçã verde (ou pera). Passe numa peneira grosa para tirar somente as fibras que incomodam mais na hora de beber. Pode fazer no juicer também (sem necessidade de acrescentar água. Uma semana em jejum logo pela manhã vai fazer maravilhas pela sua energia e disposição. Use por mais semanas, e você vai ver tudo começar a funcionar melhor: intestino, pele, humor, TPM…

 

 

2) Você pode substituir seu corpitcho desnutrido por um cheio de energia.

Um bom caldo de vegetais caseiro também faz maravilhas. Ele é um verdadeiro antídoto para os hábitos que fazem a gente perder vitaminas e minerais, como consumir cafeína, álcool, gorduras/açúcar/sal refinados, adoçantes/corantes/conservantes artificiais, etc etc.

Você pode preparar um monte, congelar, e poder ter caldo caseiro prontinho pra usar por muitas semanas pra abarrotar de nutrientes qualquer arrozinho, feijãozinho, sopinha, cozidinho ou qualquer preparação que precise de água pra cozinhar, bota o cubinho de caldo congelado e tudo fica absurdamente mais gostoso.

Eu gosto de colocar cenoura, cebola, alho poró, aipo/salsão, ervas aromáticas (salsa, tomilho, orégano, alecrim, manjericão) e algas marinhas como kombu ou wakame (tudo maravilhoso pros hormônios femininos), tudo com folha, casca, cortados em pedaços grandes só lavados pra não dar trabalho mesmo. Ferve numa panelona cheia de água por pelo menos umas 3 horas (eu faço por 8h), coa e congela as porções.

E antes que você pense que eu vou falar para você parar de comer ou beber qualquer coisa, já vou logo esclarecendo: melhor que restringir e se proibir de comer certas coisas, invista em acrescentar. Colocando pelo menos esses dois novos hábitos na sua alimentação você já ajuda demais a limpar o organismo e se livrar de toxinas e dos quilinhos a mais. Comer mais saudável não significa comer pouco e sem graça e ter a maior trabalheira.

O legal de comer um pouco diferente do que estamos acostumadas é começar a enxergar possibilidades e oportunidades onde não víamos antes. A ideia da comida de verdade ou de uma alimentação mais livre de toxinas não é restringir, e sim ampliar nosso repertório alimentar e incentivar nos aventurarmos em novos territórios. Ou seja, nossa vida ganha mais cor, sabor, textura, nutrientes.

Fazer um momento detox não precisa ser uma tortura de proibições e de passar fome. E sim um momento de abrir espaço no corpo e na mente, ampliar horizontes no cuidado da saúde e das emoções, e de muita compaixão e amor próprio.

Se for essas receitas forem feitas com ingredientes orgânicos, produzidos sem agrotóxicos e sem fertilizantes artificiais, mais poderosas ainda!

Aqui neste vídeo você pode essas e outras dicas.

 

3) Nem de esquerda nem de direita, aposte nas políticas de centro. De você mesma.

Nos sentimos fora de forma, feias, insatisfeitas, tristes, com raiva, e lá vamos nós fazer coisas que vai nos acrescentar ainda mais uma obrigação: dieta restritiva e exercício físico pesado tediosos e sacrificantes. Parece um bom plano para fazer alguma mudança que vá ficar pra valer na sua vida, e que vá te trazer resultados positivos? Acho que não, né?

Muitas dessas ações de autocuidado se baseiam nas coisas que TEMOS que mudar porque alguém nos disse que a forma que somos e agimos não está certo ou não é normal. Isso pode ter origem desde a criação que tivemos em nossa família, até a mídia e a sociedade de consumo que vivemos.

 

Então, antes de começar qualquer movimento de mudança, se pergunte:

• qual a motivação por trás deste objetivo ou meta?
• eu TENHO que fazer isso, ou eu QUERO fazer isso?
• eu realmente enxergo o benefício que esta mudança vai trazer para mim e para minha vida?

 

Outro ponto é entender a diferença entre mudança e transformação. Quando pensamos em mudança, pensamos em algo que está errado e que queremos consertar. Ou seja, uma mudança implica em você admitir para você mesmo que você estava fazendo tudo errado até então, que é uma pessoa incompetente, preguiçosa, sem disciplina, etc. Que motivação vai sobreviver a tanto estímulo negativo???

Transformar, por outro lado, implica em desapego. Primeiro você toma consciência de que aquele hábito, aquela coisa, aquele relacionamento, emprego, comportamento não mais se encaixa com a vida que você quer levar. Expresse sua gratidão por isso ter lhe servido até aqui, mas que você não precisa mais disso para viver daqui pra frente. Assim você cria espaço para algo novo acontecer.

Essa detox de deixar ir embora formatos caducos de cuidar de si mesma é a parte mais importante da história toda. É bem mais difícil cuidar de si enquanto ainda nos prendemos àquelas “verdades” antigas de que fechar a boca e malhar que nem doida é a ÚNICA FORMA de você emagrecer e se sentir mais satisfeita com seu corpo. E essa é apenas uma dessas “verdades” que nos impedem de encontrar a nossa forma de nos amarmos por inteiro, de verdade.

Falo sempre: nutrição vai muuuuuuuuuuuito além da comida. Quantas emoções e pensamentos temos para desintoxicar, não é mesmo? Já parou pra pensar que está justamente aí o porquê que até hoje você não conseguiu fazer as pazes com a comida, com o seu corpo, com o seu jeito de ser, de sentir, e viver neste mundo?

Daí a gente fica que nem num daqueles brinquedos de parque de diversões que é um pêndulo: indo de um extremo ao outro, gritando que nem uma maluca, rezando pela hora que a vida vai te tirar dali. A voz de um lado falando que você tá toda errada, nunca faz nada direito, é indisciplinada, não tem força de vontade, é uma fraca. A voz do outro lado dizendo pra enfiar o pé na jaca, que a vida foi feita para viver intensamente senão não vale a pena, vou morrer mesmo pra quê se preocupar tanto em se cuidar, se entrega pro prazer de agora e não pensa muito.

 

Enquanto que no meio, a vozinha da sua alma está ali, falando mansinha: essas vozes aí, percebe que ela são as vozes das outras pessoas te julgando, do que os outros acham que você tem e deve fazer, que elas não consideram o que verdadeiramente te importa e faz sentido pra você?

Mas só dá para ouvir essa vozinha quando a gente para um pouco, respira um pouco, olha com um pouquinho de gentileza pra dentro de si mesma, né? Essa é a detox que eu sugiro para você: a de limpar sua mente de olhar somente para fora, como se a fórmula da felicidade estivesse ali com as outras pessoas e com as suas pílulas mágicas, e voltar-se para dentro um pouquinho todo dia, usando a forma que você quiser, para você ouvir sua voz da intuição.

Ela não vai te prometer felicidade, nem soluções mágicas, nem atender seus desejos. Mas ela vai te indicar o seu próximo passo para você cultivar o seu amor próprio. Cultivar esse hábito acessar essa sua sabedoria interior vai te fazer economizar muito tempo, dinheiro, esforço, sofrimento, acredite em mim.

E pra mulher, a intuição é a chave que abre esse universo da conexão profunda consigo mesma. São essas pequenas percepções que vão cultivando a capacidade do nosso sistema nervoso de fazer conexões muito mais profundas e eficazes e fora do padrão que nos fazem enxergar e saber e agir na direção dos hábitos, oportunidades, soluções que não conseguimos acessar usando a parte julgadora e governada por nossas crenças limitantes.

Intuição é isso, usar todas as capacidades do nosso sistema nervoso (que vai muito além do cérebro) em sinergia a nosso favor. E tudo começa com escolhendo voltar-se para dentro de si mesma, um pouquinho, todo dia. Que aos poucos vamos desintoxicando as inseguranças, as dúvidas, a ansiedade, o desânimo, e aquela autoimagem que podemos ter de alguém sem valor.

E eu posso te ajudar em tudo isso se quiser. Com sua alimentação e com as suas emoções. Você pode ter meu suporte com todas essas estratégias e muitas outras. Só acessar aqui.

Publicado em: Superela

Existe cura para nossos medos?

Nossos medos são profecias autorrealizáveis? Vivemos boa parte do tempo em sofrimento do que pode vir a acontecer.

Quanta energia a gente gasta a cada minuto no sofrimento do que pode vir a acontecer? O quanto deixamos de viver porque estamos na expectativa da próxima vez que vamos ser machucadas, humilhadas, fudidas pela vida? O quanto somos governadas, em boa parte, pela expectativa que a dor passada vai nos capturar no futuro novamente, de que a vida vai nos pregar algum truque cruel?…

[vídeo] Pílula Anticoncepcional: como é a vida sem ela?

Para quem quer saber se existe uma vida melhor após parar de usar anticoncepcional

Adriana Souza, terapeuta floral, conta nessa entrevista que fiz com ela todos os detalhes da sua experiência com a pílula anticoncepcional, que impactou a vida dela muito antes de ela começar a usar, com sua mãe e sua irmã sofrendo consequências gravíssimas. E depois ela sofrendo com muitos efeitos colaterais durante seu uso.

Ela conta também como é muito melhor a sua vida sem hormônios artificiais, como ela se cuidar para não engravidar e para lidar com os sintomas incômodos do ciclo menstrual. E também compartilha as experiências de suas clientes que sofrem com tudo isso, e o que ela recomenda para você para resolver todos esse problemas agora!

 

 

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