Como eu como carne vermelha?

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Existem certas épocas do ano e formas de se consumir carne com consciência para beneficiar a saúde.

Toda pessoa que é meio “natureba” acaba por ter que responder a pergunta: “mas você não é vegetariana”? Eu costumo responder que eu escolho o que eu vou ser a cada refeição. É comum eu comer um café-da-manhã vegano, um almoço com proteína animal, e ovos no jantar no mesmo dia. Ou ao contrário. Posso passar dias durante o verão comendo só vegetais e não passar uma refeição no inverno sem um produto animal no prato.

Como é que eu decidi isso? E porque isso é saudável?

Junto com meu primeiro coach de saúde, há alguns anos, aprendi que sou do tipo metabólico proteína, que junto com o ovário policístico e a fadiga adrenal, me fizeram perceber que meu sonho de virar vegana, inspirada pelas questões éticas, não seria a melhor opção para minha saúde no momento.

Então, fiz a escolha de ser mais criteriosa com o consumo dos produtos animais.

 Talvez o que mais cause controvérsia seja a carne vermelha. Ela pode levar até 9 dias para ser totalmente digerida, o que pode exigir muito do organismo. Mas ao mesmo tempo ela pode nos fornecer força e disposição.

Meu jeito de incluir carne vermelha na alimentação é considerar alguns pontos antes de colocar no prato:

  • Orgânica será sempre minha primeira escolha, seja animal ou vegetal. No caso dos animais, além dos pesticidas, devemos nos preocupar com o uso de hormônios, bem como com o tratamento que esse bicho recebe.
  • Considero a estação do ano em que estou, pois carne vermelha vai ser melhor usada pelo organismo no outono e inverno, pois ajuda na insulação do corpo ao frio e dar mais disposição nesses dias.
  • O momento do ciclo menstrual é um ponto-chave. Tendo a escolher comer carne vermelha logo depois que menstruação chega. Se eu como antes, acaba intensificando as cólicas, mas neste momento, ela ajuda a repor o ferro perdido no sangramento, e ajuda dar aquele energia extra neste momento que ficamos naturalmente mais desenergizadas.
  • A frequência é outro ponto importante. Como o corpo demora para digeri-la e vivemos em um clima predominantemente quente, não costumo comer mais que uma refeição por dia, e não mais que uma vez por semana. Mas, como eu disse, isso varia de acordo com as demais questões que falei acima.
  • Comer junto com outros alimentos que vão ajudar o corpo a digerir e absorver melhor os nutrientes da carne, bem como interagir sinergicamente com esses nutrientes. Como é o caso das folhas verdes, que contém fibras que ajudam a mover essa carne no trato digestivo, e que ajuda o fígado a processar sua gordura. As comidas fermentadas também são uma ótima companhia, pois fornecem probióticos que também vão ajudar na digestão e absorção de nutrientes

Fica aqui minha sugestão de como usar a carne vermelha de forma saborosa, simples, rápida e diferente.

Tirinhas de contra-filé ao perfume oriental

Tirinhas de carne ao perfume oriental

Preparo: 10 minutos | Cozimento: 15 minutos | Serve 1 a 2 pessoas

Ingredientes:
1 a 2 bifes do tamanho da palma da mão de contra-filé
1 punhado de vagem francesa
1 colher de sopa de missô (pasta de soja fermentada) claro
1 colher de sopa de vinagre de maçã (não pasteurizado)
1 colher de sopa de shoyu (molho de soja fermentado)
1 colher de sopa de gergelim branco e preto
1 colher de sopa de óleo de coco

Corte os bifes em tirinhas e seque bem com papel toalha. Esfregue o missô bem nos filezinhos. Em uma wok ou frigideira funda de fundo grosso, coloque o óleo de coco para esquentar bem e acrescente a carne, sem mexer, mas garantindo que todos os filezinhos tocam o fundo da panela. Deixe cozinhando por cerca de 3 a 5 minutos em fogo alto, verificando o ponto da carne corada. Mexa bem, para corar o outro lado dos filezinhos, e acrescente a vagem. Quando a carne estiver cozida e a vagem al dente, desligue o fogo e acrescente o gergelim, mexendo bem. Depois acrescente o vinagre, mexendo bem.  Por último, acrescente o shoyu, mexendo bem.

Sirva (opcional) com kimuchi ou kimchi (fermentado oriental de acelga) e folhas de shisô, uma verdura japonesa, ou qualquer folha verde de sua preferência, como espinafre.

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