De volta ao começo do ciclo

Share this:

Hoje é um dia muito especial para mim, pois hoje tive um dos melhores resultados que eu aguardava da minha caminhada na alimentação e estilo de vida saudáveis: meu primeiro ciclo menstrual natural em 16 anos!
Foi há cerca de um ano que comecei meu desafio de retomar as rédeas do meu sistema reprodutivo. Durante minhas aulas de Nutrição Integrativa, conheci o trabalho de Alisa Vitti e sua clínca LSW. Essa médica, que também sofria de Ovário Polimicrocístico, TPM e outros problemas femininos como eu, cansou da abordagem da medicina convencional, que nunca conseguiu tratar de forma efetiva sua condição, criou um protocolo de tratamento que usa apenas comida e suplementos naturais para limpar o organismo feminino de problemas típicos de nossa era.
Quando ouvi sua fala na aula, parecia que ela descrevia tudo que se passava na minha cabeça, e o que mais me chamou a atenção foi a simplicidade da abordagem e o fato de que eu mesma estaria no controle do tratamento. Assim, iniciei minha sessões com a coach, Jessica.
Não vou dizer que é moleza, mas para mim, que já estava mudando muita coisa no meu estilo de vida, foi quase natural. Comecei aprendendo a como comer para dar suporte ao meu sistema endócrino, depois comecei a tomar algumas ervas e suplementos vitamínico-minerais para dar aquele apoio extra, e finalmente conversamos muito sobre energia feminina.
Foi então que tomei uma decisão que jamais imaginei que iria acontecer nessa vida: parar de tomar a pílula anticoncepcional depois de usá-la initerruptamente desde os 15 anos de idade. Para quem tem Ovário Polimicrocístico, isso é quase como uma condenação, pois logo cedo aprendi que, para controlar suas manifestações temidas (acne, pêlos, excesso de peso, menstruação irregular, resistência à insulina, etc), a única saída é a pílula, e não há cura.
Ainda mais porque eu passei a tomá-la sem parar para menstruar por cerca de 7 anos, na tentativa de controlar uma TPM forte e enxaquecas excruciantes, sem muito sucesso.
A coach contou que a pílula causa coisas ainda piores, como predisposição a trombose, doenças cardíacas, derrame, entoxicação do fígado, e muitas outras coisas assustadoras. Eu que já vinha com bronca da indústria farmacêutica convencional, fiquei mais revoltada ainda por nunca ter sido devidamente orientada sobre tudo isso.
Mas e o medo de largar essa muleta que me “sustentava” há tanto tempo? Como será que meus ovários iriam se comportar? Minha cara ia voltar a ficar cheia de espinhas? Eu iria continuar tendo os sintomas terríveis antes e durante a menstruação das quais eu tentava fugir há tanto tempo? Como eu iria evitar a gravidez?
Quando eu soube que tanto a Alisa quanto a Jessica haviam passado pelas mesmas situações que eu, e hoje são mulheres felizes, em paz com suas menstruações regulares, com rostinhos lisinhos, TPM praticamente inexistente, sem filhos, e com ovários sem sinal de nada errado, eu escolhi confiar no processo e persistir.
Sabia que exigiria da minha paciência, que me desafiaria a cada instante, e que volta e meia eu teria vontade de desistir e usar alguma “pílula mágica” para fazer parar qualquer sofrimento que eu estivesse sentindo no momento. E assim foi: passei 7 meses sem menstruar, com episódios de depressão, irritação, rosto e corpo cobertos por acne, cabelo caindo, dentre outras coisas “divertidas”. Minha impressão era, naquele momento, que minha vida era melhor com a pílula. Mas volta e meia alguma coisa acontecia para me lembrar o porque escolhi esse caminho.
Uma das mais incríveis foi a melhora em 90% da minha enxaqueca, algo que jamais imaginei que me livraria. Isso vinha atrapalhando minha vida tão profundamente, que há algum tempo atrás eu tinha crises fortíssimas de não conseguir sair do quarto pelo menos uma vez por semana. Agora, fiquei sem nenhuma manifestação por mais de 3 meses, e quando ela veio no dia antes da menstruação, não passava de um pequeno desconforto e uma leve dor de cabeça, que não me impediu de continuar minha atividades normais.
Hoje, tenho apenas poucas e pequenas espinhas, meu cabelo está nascendo novamente, minha energia e humor estão mais estáveis, meu fígado funciona melhor do que nunca, a glicose no meu sangue estável, e um sorriso no rosto ao ver que a menstruação está descendo.
Essa para mim é a maior vitória de todas: me sentir confortável no meu corpo de mulher, celebrar cada etapa do meu ciclo e usá-lo ao meu favor no meu dia-a-dia, e abraçar o feminino em mim que esteve reprimido por tantos anos, aprendendo a usar seu grande poder de transformação no mundo.

Leia aqui mais informações sobre um método revolucionário para tornar “aqueles dias” mais confortáveis e ecologicamente corretos chamado Diva Cup.

Outro Post

Aqui temos 2 comentários. Adicionar.

  1. Mel, muito bom saber que vc venceu esse problema físico e emocional sem os remedios convencionais. Foi atraves da alimentação? Parabens! Me recordo das suas dores quando éramos adolescentes e do que vc comentava a mais. Vendo esse post fico MUITO FELIZ por vc! Ja sabia que a apilula causava trombose e tambem paro de tomar às vezes, vejo desregular do meu humor quando paro, quando tomo a pilula em horarios errados e as espinhas voltando. Para saber o “programa” que vc seguiu, so falando com vc, ne? e Hoje? vc continua bem sem pilulas? os policisticos estao controlados? parabens viu? um beijao. Mel

    • Oi Mel. Exatamente, todas estas conquistas foram seguindo o Programa de Saúde Integrativa com um coach, via alimentação, suplementação, estilo de vida e Reiki. Muito obrigada 🙂 Beijos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba novidades sobre meus conteúdos, cursos e serviços