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5 passos para implementar novos hábitos usando a influência positiva das pessoas da sua vida

No evento reCONECTAR-Ser, uma participante comentou que uma das coisas que mais a desafiavam a transformar sua alimentação e a forma de se relacionar com a comida era o comportamento do marido. Ele continuava a trazer para dentro de casa alimentos que não eram as melhores opções para ela, que queria perder peso e melhorar a saúde. Como lidar com isso?

Descobrimos, conversando um pouco mais que, como ele sempre foi magro, nunca havia passado pelas questões que ela passou a vida inteira na sua luta contra o espelho e com a falta de controle com relação aos doces. Ou seja, quando ela fala para ele que não consegue não comer o doce apenas usando a força de vontade, muito provavelmente, ele não tem a menor ideia de como a mente e o corpo dela funcionam nesta relação com os quitutes, que ele consome livremente “sem sofrer as conseqüências” que ela sofre.

Realmente complicado dormir com o “inimigo”, não é mesmo? Me fez, mais uma vez, parar para pensar no quanto nosso ambiente e as pessoas com quem convivemos influenciam a forma como nos comportamos.

Eu também vivo isso na pele todos os dias. Seja no que como, no meu consumo de bebida alcoólica, e no meu dia-a-dia como empreendedora. Dependendo com quem vou jantar, posso comer a refeição mais equilibrada nutricionalmente ou enfiar a cara na batata frita e no vinho.

Bem como, dependendo de com quem passo minhas horas no dia, me sinto mais empoderada a dar continuidade aos meus projetos ou ousar em novos, ou me sinto a perdedora ou a louca, que não tem mais o carro próprio ou o salário com muitos zeros antes da vírgula.

Já reparou como tem gente que alimenta a voz da sua essência e, depois de uma conversa com ela, você se sente cheia de energia, cheia de vontade de fazer acontecer, inspirada a já começar a colocar suas ideias em ação?

Gente que faz nos sentir mais capazes. Nos sentindo mais capazes, podemos ajudar outras pessoas a nos sentirem mais capazes. Uma corrente de gente mais realizada e feliz se forma forma começando pela nossa decisão de nos cercamos de gente capaz de querer mais da vida.

Gente que faz nos sentir mais capazes. Nos sentindo mais capazes, podemos ajudar outras pessoas a nos sentirem mais capazes. Uma corrente de gente mais realizada e feliz se forma forma começando pela nossa decisão de nos cercamos de gente capaz de querer mais da vida.

E já reparou que tem gente que alimenta a voz do seu ego e, depois de uma interação com ela, você se sente errada, fora do eixo, sem energia, com vontade de se enrolar no cobertor e nunca mais sair da cama, com vontade de jogar todas a suas ideias no lixo, e voltar pra sua zona de conforto?

Bem como tem aquelas pessoas que te inspiram em uma determinada dimensão da sua vida, mas te desanimam em outra? Tem aquela amiga que super te incentiva a comer melhor, mas quando você fala que quer redirecionar a carreira, logo começa a falar de gente que se deu mal saindo do esquema “salário no final do mês”. Ou o pai que sempre te dá apoio moral e financeiro para o que quiser inventar na sua vida, mas tende a boicotar sua saúde insistindo em te dar um pacote de biscoito enorme que você vai comer tudo numa sentada na frente da TV (e faz você se sentir culpada se não comer até o último farelo e pedir por mais).

Tem uma recomendação que recebi da minha coach de negócios que tem funcionado muito na minha capacidade de colocar em prática os novos comportamentos e projetos que desejo incorporar na minha vida, e que tem total relação com o que recomendo para minhas clientes e leitoras.

Eu recomendo reprogramar nossa relação com a comida praticando a Dieta do Coma Mais, ou seja, colocar o foco em acrescentar mais alimentos nutricionalmente ricos na rotina de alimentação, ao invés de focar em retirar as comidas não tão saudáveis assim, certo? Eu também sigo a mesma dinâmica na minha relação com as pessoas da minha vida. Eu percebi que sigo algumas estratégias para rechear minha vida de gente que me faz querer ser a melhor versão de mim mesma. Eis o passo-a-passo que uso:

  1. Identificar o tipo de influência das pessoas com que mais convivo. Essa pessoa aperta o botão das minhas inseguranças, incertezas, ou da autosabotagem? Essa pessoa me inspira a querer o melhor para mim mesma, me influencia a ter comportamentos saudáveis, me incentiva a realizar meus planos e sonhos?
  2. Medir quanto tempo costumo passar com essas pessoas. Quanto tempo costumo passar com quem aumenta a voz do meu ego destrutivo? Quanto tempo costumo passar com quem nutre a voz do meu espírito construtivo?
  3. Escolher quais as pessoas que quero/preciso passar mais tempo interagindo. E que tipo de assunto quero conversar ou trabalhar com elas. De que forma posso aumentar o tempo de convivência com gente que me inspira? Que locais posso passar a frequentar mais? Com quem posso passar a conversar mais sobre cada prioridade da minha vida e que vai me incentivar a novos hábitos empoderadores?
  4. Ter consciência dos limites do que quero buscar nessa convivência. Nem todo mundo te entende 100%, ou compreende as mudanças que você está buscando para ter mais bem estar e mais felicidade. Cabe a você comunicar o que é importante para você e como essa pessoa pode te apoiar, mesmo que ela não compreenda exatamente seu processo. Leia mais sobre isso aqui.
  5. Identificar com o que você pode contribuir e sempre demonstrar gratidão e reconhecer a influência positiva dessa pessoa em sua vida. Lembrar que toda relação é uma troca, e que todos sempre temos algo que podemos contribuir na vida uns dos outros. Além disso, demonstrar gratidão faz a gente atrair mais do mesmo tipo de experiência positiva.

Reparou como eu não falei em momento nenhum que você deve parar de interagir totalmente com a amiga ou colega de trabalho sabotadora de novos planos, cortar relações com os pais ou irmãos cabeça-fechada, ou se separar do marido comilão do início do texto? Isso não faria sentido, a não ser que você identifique um padrão de relacionamento destrutivo com alguma dessas pessoas (o que vira um caso de autopreservação e sobrevivência).

Se temos a intenção de transformar nossa vida para melhor, em qualquer aspecto, a coisa mais inteligente e estratégica que podemos fazer é nos cercar, cada vez mais, de gente que já chegou onde pretendemos chegar e de gente que está na mesma caminhada que nós.

Elas podem nos ensinar o caminho das pedras, ou nos inspirar e nos apoiar a encontrar nossa forma de chegar lá,  e compartilham das mesmas angústias e dificuldades, conquistas e ideias.

Observo isso todos os dias com minhas clientes do coaching de saúde em grupo. Como que a convivência (mesmo que virtual) com as pessoas com a mesma intenção é o ingrediente principal no encorajamento e manutenção dos bons hábitos de vida que criam e buscam cultivar.

Convido você a fazer a seguir os passos acima, escrever suas respostas, e compartilhar comigo o que fez sentido para você, e o que você notou de diferente ao colocá-los em prática. Aposto que, como eu, você vai poder notar uma diferença no seu nível de disposição e energia, bem como uma aceleração de implementação de novos hábitos, seja de alimentação, de cuidado com seu corpo, de conquistas de objetivos nas diversas dimensões da sua vida.

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Aqui temos 2 comentários. Adicionar.

  1. Ai, mulher, esse assunto é um dilema para mim!
    Metade de mim concorda com tudo que você diz no texto, e a outra metade, não é nem que discorde, mas sei que o que vemos nos outros é nosso espelho, então penso que o principal não é nem tanto a pessoa em si, mas é que o que ela expressa (seja na fala, no corpo, nas feições etc) encontra eco dentro de mim.

    Até ai ok, mas pensando nessa linha não consigo não entender que a responsabilidade é mais minha do que da outra pessoa. E ai, acabo me cobrando, entende? Acho que o problema é mesmo a forma que eu enxergo, antes eu jogava a culpa na pessoa por me deixar para baixo, agora, jogo a culpa em mim. E fico me obrigando a encontrar uma forma de trabalhar o meu eco aqui dentro.

    E escrevendo esse comentário (rsrs) percebi que o problema é a bendita da culpa mesmo, porque responsabilidade não necessariamente é culpa. E qualquer uma dessas pessoas contribuem, porque mesmo a que nos põe para baixo só estão nos mostrando a parte de nós que concorda com elas.

    Oxi, melhor mesmo passar mais tempo com quem nos faz mais bem… rsrs

    desculpaaa, abusando dessa área de comentários de novo. Obrigada pela reflexãoo!

    bjss

    • Melissa Setubal

      Roberta, querida, parece que você leu a minha mente no momento em que eu escrevia esse texto. Também estou nesse momento de aprendizado de desassociar responsabilidade pessoal de culpa, e de saber o limite de aprendizagem pessoal pelo espelhamento e “sado-masoquismo”. E se tem um espaço que você pode se expressar plenamente, é aqui 🙂 Seja sempre bem-vinda com esses seu comentários super pertinentes.
      Saúde e Amor,
      Melissa

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