Não adianta chorar pelo leite derramado

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Como já diz Michael Pollan, em seu livro Dilema do Onívoro, comer é algo muito complicado para os humanos nos dias de hoje. Um dia, a ciência descobre que algo faz mal pra saúde, para depois a associação de  produtores daquele produto fazer lobby no governo para promover o consumo do mesmo. Você descobre uma intolerância alimentar, para depois ficar sabendo que não é necessariamente o alimento que te faz mal, mas a forma como é processado.

O leite é um dos campeões em deixar a gente completamente confusos: na infância ele é empurrado nas crianças em muita quantidade por conta do “cálcio para o crescimento dos ossos”, sempre acompanhado de chocolate  açúcar. Depois, quando adultos, tem “o iogurte para seu intestino funcionar direitinho” e para “evitar a temida osteoporose”. Aí vem uma estatística que diz que cerca de 80% da população mundial não consegue digerir lactose (o ‘açúcar’ presente naturalmente no leite). E finalmente descobrimos que as vacas conseguem seu cálcio comendo folhas verdes. Hum… (mais sobre o leite, clique aqui no artigo da Pat Feldman)

Daí vem a soja para salvar os coitados que não podem beber leite de animais, os que querem fugir da gordura saturada, e os produtores de soja que não sabem mais o que fazer com o excesso de produção dessa monocultura de latifúndio. Lá vem os trangênicos e mais outro alimento, que se não bem utilizado, causa ainda mais transtorno para a digestão e também para o sistema endócrino e hormônios. Cheio de açúcar e adoçantes artificiais, claro, porque senão ninguém consegue chegar perto de tão ruim que é o gosto. (mais sobre leite de soja, clique aqui no artigo da Pat Feldman)

No meu caso, ao descobrir por conta própria minha sensitividade ao leite e derivados, que inclui sintomas como enxaqueca e má digestão, e por simplemente não suportar leite de soja, fiquei numa encruzilhada. Comecei a consumir os “leites alternativos” de amêndoas e de arroz vendidos em caixinha. Só para descobrir que eles vem carregados de conservantes, açúcar e adoçantes, e desprovido de qualquer fibra naturalmente presentes nestes alimentos.

Foi então que aprendi a fazer eu mesma meus leites em casa, de forma rápida, simples e conveniente, podendo conservar em geladeira em garrafa de vidro fechada por até 4 dias. Eu uso para substituir o leite de vaca em receitas, como bolos e panquecas,e também para tomar.

É só pegar 1 xícara de amêndoas para 3 xícaras de água, bater no liquidificador e está pronto! Se quiser mais lisinho porque não gosta da textura, é só coar, mas aí tira as fibras. Lembre-se de agitar quando for beber/usar. Use um adoçante natural mais suave para dar gosto. Você também pode fazer com avelãs, nozes, semente de girassol, arroz, aveia, mudando a proporção de água a gosto.

Minha versão de chocolate quente favorita é usando esse leite (de avelãs para dar um gostinho “nutella”), cacau em pó, adoçar um pouquinho com xarope de bordo (maple). Fica melhor que a versão com leite, juro!

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  1. Manoela Carvalho

    Nossa, que interessante.
    Minha filha está na “fase da intolerância” e não suporta leite de soja. Vou testar.

    Valeu, Mê!

    • Vai testando as diversas castanhas e sementes, assim ela pode escolher seus favoritos! E você tb 🙂

  2. Adorei sua postagem…hum vou experimentar!!!
    Todos os produtos industrializados hj em dia tem algo q nos faça mal, mas lógico que as empresas não comentarão nada sobre isso. Por isso temos q pesquisar muito e testando para ver se dá certo para nosso organismo. sempre procurar alternativas.

    Abs

    • Chris, seja muito bem-vinda ao blog. Fico feliz em saber que tenho companhia nessa caminhada rumo ao saudável e longe dos produtos industrializados. Estou aqui para ajudar no que quiser nisso. Abs e volte sempre!

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