Na mídia

Não estamos na era das relações superficiais

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Estamos deixando nossos medos governarem nossas relações?

Nos acostumamos a dizer que vivemos na era dos relacionamentos superficiais, ainda mais com a virtualidade das relações. Mas vamos voltar um pouquinho só no tempo, na era dos livros da Jane Austin, por exemplo, e veremos muitas cartas com declarações de amor eterno baseadas em apenas um encontro na qual na mocinha e o mocinho mal trocaram palavras muito menos se tocaram. Quão profundo isso realmente era? De verdade?

Agora volta pros dias de hoje e olhe para as redes sociais onde as pessoas trocam também juras de amor e amizades para sempre por uma pessoa que mal conhece. O que tem de diferente? Não é necessariamente as relações terem se tornado mais superficiais. Na época em que apenas cartas eram a forma de interação à distância, o mundo era muito menor, a quantidade de pessoas com quais era possível interagir muito menor. Ou seja, o meio mudou, mas a natureza humana não necessariamente. Interagimos com uma quantidade avassaladora de pessoas, e isso simplesmente deixou mais evidente nossa dificuldade de aprofundar nossas relações.

Desde bem pequena eu já questionava essa superficialidade. Me lembro claramente de quando cheguei na idade em que comecei a ter consciência dos meus sentimentos e ser capaz de expressar isso usando linguagem e que não via uma brecha para colocar isso na roda. Lembro que as interações entre familiares se baseavam em contar histórias para fazerem os outros rirem (preferencialmente para tirar sarro um com o outro), as interações com outras crianças era brincar de qualquer coisa que nos distraísse, e a conversa com professores e outros adultos eram sobre performance na escola. Sentar pra conversar sobre sentimentos, sobre o que pensamos sobre a vida, sobre coisas da alma eram tão raridade que só me lembro de fazer isso quando já era uma adolescente prestes a fazer vestibular.

Eu sempre soube que tinha que ter mais que isso. Por que as pessoas não conversavam sobre o que sentiam de verdade vida afora, e além disso, sobre o que sentem uma pela outra, seja para checar onde a relação está assim como o que mais existe para ser explorado entre essas duas pessoas que escolheram estar na vida uma da outra? Será que temos medo de falar do que sentimos e sermos julgadas? De nos sentirmos vulneráveis e sermos machucadas de alguma forma? E tantos outros medos que a gente simplesmente fica com medo de sentir?

Leia o restante em Superela.

Imagem: Pinterest Superela

 

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