Ciclo Menstrual

O impacto do anticoncepcional na vida da mulher

Share this:

Como baseamos nossa decisão de usar anticoncepcionais hormonais pelo medo

Estamos vivendo um dilema: o anticoncepcional hormonal feminino tão celebrado como um dos marcos da emancipação e empoderamento feminino é também um dos maiores problemas causados à saúde física e mental da mulher nas últimas décadas.

Não tem como falar da nossa saúde e da nossa autoconfiança sem passar por esse assunto. Por mais deconexa que essa ideia possa parecer para você, te convido a ficar aqui para essa conversa. Não será uma conversa sobre impedir os avanços da medicina, sobre voltarmos aos tempos das cavernas, ou sobre o que é certo e o que é errado.

Quero conversar aqui sobre poder de escolha. Eu acredito que somente temos verdadeira liberdade de decidir o que é melhor para nós quando temos informações suficientes de vários pontos de vista sobre um assunto. E sobre o uso ou não do anticoncepcional, eu penso o mesmo. Até porque, durante muitas décadas e até os dias de hoje, esse medicamento é empurrado goela abaixo na gente como se não fosse nada demais.

Imagem: GETTY

E é. Existem muitas nuances nessa história que a grande maioria de nós está alheia, e temos a falsa sensação de liberdade porque uma solução mágica promete uma vida livre da preocupação da gravidez indesejada. Talvez esse seja um dos maiores medos que constroem em nós mulheres desde que somos crianças.

A todo momento recebo mensagens de leitoras e seguidoras me perguntando: “Mas que opcão eu tenho? Pílula é a única que me oferecem…” Eu entendo a frustração dela no fundo da minha alma. Como elas, durante 15 anos da minha vida eu usei anticoncepcional hormonal porque me foi vendida como a única solução segura para evitar que minha vida seja destruída por uma noite de sexo que resulta na fecundação de um óvulo.

Então eu quero aqui agora falar de medo. Esse sentimento é responsável por grandes decisões na nossa vida. Coisas que governam nossos comportamentos, nossa forma de agir no mundo, nosso consumo.

 

E que nos leva à decisão de usar anticoncepcional é sempre baseada no medo. Medo de engravidar, medo da cólica, medo do ovário policístico – e de seus companheiros a acne, os pelos, a obesidade, etc –, medo da endometriose, medo do mioma, medo do cisto ovariano.

Medo alimentado por uma forma de entender saúde que considera a medicamentalização como única solução para cessar o sofrimento. E mesmo prometendo isso não cessa. Porque pode tirar essa sensação de perigo de engravidar ou de sofrer dos sintomas dessas doenças, mas oferece tantos outros perigos, que vale a gente refletir: quando eu peso na balança, o que é mais importante para mim?

Em um momento da história em que temos amplo acesso às informações, em que temos (alguma) liberdade de expressar nossas opiniões e de agir sobre si mesma da forma que pensamos ser melhor, ainda estamos fazendo escolhas baseadas no medo. Sem se dar conta de que o impacto pode ir além do risco de AVC, trombose, infertilidade, entre outros.

Não consideramos o impacto do anticoncepcional nas nossas relações com parceiros, pois achamos que tudo bem não estar com a libido boa, tudo bem doer na hora da relação. Porque isso é melhor do que correr o risco de engravidar suprimindo a fertilidade que só existe 5 dias no mês usando um remédio o mês inteiro.

Não consideramos o impacto do anticoncepcional na nossa saúde mental, pois achamos que tudo bem se sentir mal consigo mesma a maior parte do tempo, tudo bem ser mais ansiosa ou deprimida. Porque isso é melhor do que sofrer com os sintomas das doenças do órgãos femininos que poderiam muito bem ser minimizados, curados e evitados com outros tipos de abordagens de tratamento.

Não consideramos o impacto do anticoncepcional na nossa autopercepção, pois achamos que tudo bem suprimir funções absolutamente importantes do nosso organismo, tudo bem bloquear o ciclo das energias femininas dentro de nós. Porque isso é melhor do que enfrentar um sistema que suprime nossa feminilidade e, sistema esse que poderia, na verdade, se beneficiar muito com as características do feminino de cooperação e intuição (que aliás ficam muito comprometidas com o uso do AC).

A reflexão aqui é: quando você decide usar anticoncepcional hormonal, você realmente está fazendo uma escolha consciente ou está fazendo uma escolha baseada no medo?

Essa e outras reflexões sobre o universo e o empoderamento feminino você pode ter comigo e com mais quatro especialistas em mente, corpo e autoimagem no evento REconectar-seR, dia 26 de setembro. Aproveite essa oportunidade e garanta a sua vaga, clicando na imagem para se inscrever agora!

image

 

Imagens: GETTY

 

Outro Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba novidades sobre meus conteúdos, cursos e serviços