Receitas

O que fazer quando comida nada saudável está em todo lugar

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3 estratégias para vencer a tentação das comidas de conveniência

A tentação está em cada esquina. Na lanchonete, no mercadinho, no restaurante. Até no posto de gasolina, na farmácia, e na máquina automática do escritório. Não tem como escapar. Comida de conveniência está sim em todo lugar. E tentamos resistir bravamente.

Nos primeiros dias de dieta, estamos determinadas a não nos deixar vencer. Enchemos o prato de salada no self-service, fingimos não ver o bombom no caixa na hora de pagar, trazemos nossas castanhas na bolsa para comer no lanchinho da tarde, pedimos pra colocar uma couve no suco na lanchonete favorita, enquanto no caminho passamos reto pelo quioque de sorvete de máquina orgulhosas por conseguir resistir.

Isso dura o quê? Uns dias? Você começou na segunda e na sexta já está de cara no pacote de biscoitos recheados que comprou na padaria ao lado sem ninguém ver? Pode até ser que dure alguns meses, mas você percebe que quanto mais se controla na comida mais seu humor fica descontrolado? Ou você fica super disciplinada durante a semana, e chega sábado e domingo o menu vira dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles, no pão com gergelim?

Tem horas que parece que a gente vai ser soterrada pelas comidas de conveninência

Tem horas que parece que a gente vai ser soterrada pelas comidas de conveninência

Ok, tá tudo bem. Não vim aqui pra te julgar, falar que você tá fazendo tudo errado, ou te trazer uma fórmula mágica que vai resolver esse seu problema. Eu to aqui pra te dizer que isso também acontece comigo.

Sim, até quem come saudável é vítima da alta disponibilidade da comida de conveniência.

Porque é isso, conveniente. Tá ali, pronto. Eu consigo pegar com pouco esforço. 24 horas por dia 7 dias por semana. E ainda acontece uma festinha quando eu coloco na minha boca. E aí você me pergunta: “Melissa, se nem você consegue, imagina eu. Faço o quê, então? Enfio o pé na jaca de vez?”

Calma, tem solução pra isso sim. Eu consumo comida de conveniência, mas isso virou exceção em minha vida, não é mais a regra. E vou explicar aqui algumas estratégias que usei e ainda uso para não ser arrastada pelas tentações do caminho.

  1. Mude a linguagem: pare de chamar de tentação, gordice, comida proibida, ou qualquer forma que você use para descrever as comidas que você acha que não deveria estar comendo porque engorda, ou porque não é considerada saudável. Mude também a forma de encarar os momentos em que você sai da dieta, ou ter um dia da esbórnia que é o dia livre para comer o que quiser. Isso tudo faz nosso cérebro querer escapar para esse momento de prazer extremo, precedido dos dias ou refeições miseráveis sem graça e sem prazer. Mudar a linguagem que falamos pra nós mesmas na nossa relação com a comida reprograma a mente para não sentir a culpa do “depois que cometemos o pecado”, e para a “adolescente rebelde” que vive dentro de nossos estômagos não ficar mais doidinha pra quebrar as regras na primeira oportunidade.
  2. Inclua mais comida de verdade: isso ajuda a ir mudando seu paladar aos poucos, sem você se esforçar herculeamente em mudar o que você gosta de comer. Quando incluimos mais alimentos frescos, in natura, da época (preferencialmente orgânicos), vamos de forma gentil vencendo os mecanismos de hiperpalatabilidade usados pela indústria alimentícia para ficarmos viciadas nessa comidas de conveninência (alta concentração de sal, açúcar, gordura e outros realçadores de sabor) despertando a capacidade do corpo de reconhecer alimentos de alta densidade nutricional. Isso pode ser tanto fazer nada vez mais refeições com mais plantinhas no prato, quanto comer junto com as comidas de conveniência também uma comida de verdade. Foi assim que eu parei de comer brigadeiro. Eu nunca me proibi de comer brigadeiro. Eu ainda sinto vontade de comer. E assim que mordo o primeiro pedaço, meu corpo rejeita, faço cara feia, e jogo fora o resto. Não foi do dia pra noite, mas não demorou anos nem eu sofri pra isso acontecer.

    Comer mais comida de verdade é segredo de felicidade!

    Comer mais comida de verdade é segredo de felicidade! Você ainda pode pensar que é brigadeiro, mas saiba que é possível mudar isso e ser ainda mais feliz.

  3. Reconheça sua fome: é fome física, ou seja, necessidade real de consumir energia, ou é fome emocional, ou seja, necessidade da mente de ser reconfortada, entretida ou preenchida de atenção? Posso garantir que mais de 80% do tempo vai ser fome emocional. Quando estamos com verdadeira fome despertada pelos mecanismos fisiológicos, sentimos vontade de comer qualquer coisa que nosso instinto reconheça como alimento. Quando é fome criada pela nossa mente, imediatamente pensamos naquele doce específico que está esperando por nós naquela prateleira daquela lojinha da esquina de casa. Ou seja, esse tipo de fome só passa quando alimentamos o” bichinho” que habita na nossa mente que está com fome de amor próprio e de ser cuidado com carinho. Já a fome causada por falta de nutrientes essenciais, condição muitas vezes criada por meses ou anos comendo comida de conveniência diariamente, só acalma quando passamos a nos alimentar sistematicamente de comida de verdade, como expliquei no item 2.

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Imagens: naturalawakeningsmag.com/supplementcentrecanada.com/themominmemd.com/

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