Os famosos desconhecidos Probióticos

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Desde que publiquei o artigo “A ciência e a arte de emagrecer”, na qual cito o uso de probióticos, muitas pessoas vem me perguntando sobre o assunto. Eu mesma, que comecei a tomar o suplemento a pouco tempo (apesar de consumir alimentos fermentados com frequência), tive várias dúvidas de como proceder.
Eis aqui algumas informações que achei úteis para esclarecer mais sobre essas fascinantes criaturas.
Os probióticos são microorganismos presentes naturalmente em nossos intestinos e que são fundamentais no processo de digestão dos alimentos e absorção de nutrientes. Conhecidos como lactobacilos e bifidobactérias, eles também tem um importante papel em nosso sistema imunológico, pois minimizam os micro-organismos indesejáveis que podem gerar problemas digestivos, infestações (por cândida, por exemplo) e doenças. São trilhões de bactérias que vivem em nosso corpo, que chegam a pesar cerca de 4Kg!
Existem algumas coisas que interferem nesse equilíbrio da flora intestinal, como uso de antibióticos e outros medicamentos como anticoncepcional, estresse e toxinas ambientais, alimentação rica em alimentos refinados (açúcar, trigo, arroz branco) e com aditivos, e pobre em fibras e água, entre outros.
Por isso, se faz muito importante o uso regular da reposição dessas bactérias, além de cuidar com muito carinho dos que já moram em nosso organismo, como de um animalzinho de estimação muito querido. Claro, temos que dar água a vontade, pois em um ambiente ressequido (como um intestino constipado, por exemplo) qualquer ser vivo teria dificuldades em sobreviver e procriar.
Também temos que dar comida, o que neste caso significa fibras insolúveis, ou seja, que não digerimos, presentes em alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel, chicória, alho-poró, aspargos e alcachofra. Ao ingerir esses alimentos com frequência, estamos criando um ambiente prebiótico, ou seja, benéfico para a ação dos organismos probióticos.
E como estas criaturas detestam solidão, temos que proporcionar novas companhias com frequência, o que significa que temos que dar um empurrãozinho para que a população dessas bactérias continue estável e saudável, uma vez que não conseguimos controlar muitos dos fatores externos que enfraquecem as colônias.
E como (re)povoamos nossos intestinos? Existem suplementos em cápsulas que você encontra no mercado prontas ou de manipulação, e também alguns alimentos. O mais conhecido deles é o iogurte e o leite fermentado. Porém nem todo iogurte é probiótico, por isso, leia os rótulos dos produtos e veja se eles contêm bifidobactérias ou lactobacilos, os tipos mais comuns de probióticos encontrados nos alimentos, e escolha os sem adição de açúcar ou adoçantes artificiais. Outros alimentos fermentados, como o kefir, o chucrute, shoyu e misso, também são boas fontes de organismos probióticos.
O melhor de tudo é que não há nenhum problema no uso regular de probióticos (apenas para pessoas com problemas graves no sistema digestório). O que pode acontecer é um aumento temporário de gases, que passa em questão de dias do início do uso.

Para mais informações detalhadas sobre os probióticos, confira o website da Pat Feldman (ou clique nos links dos alimentos probióticos, e você verá as receitas para fazê-los em casa!), esta matéria da Revista Saúde, e este tira-dúvidas aqui, além de outras informações interessantes aqui (em inglês).

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