Sobre os orgânicos

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Apesar de muita gente já ter ouvido falar dos orgânicos, a maioria ainda tem muitas dúvidas sobre esse tipo de produto, e confunde com hidropônicos (aqueles cultivados em água com adubos artificiais solúveis) e até com transgênicos (modificados por técnicas de engenharia genética). E ainda é comum confundir alimentação orgânica com dietas restritivas, como a vegetariana e a macrobiótica, ou com a ingestão de produtos sem açúcar, lactose ou glúten. Para ser considerada de agricultura orgânica uma propriedade deve ter uma produção social e ecologicamente correta, utilizando os recursos da natureza de forma sustentável. Os orgânicos são cultivados ou criados sem o uso de fertilizantes, de controladores de pragas ou doenças artificiais, de hormônios e de produtos geneticamente modificados. É por isso que os vegetais e animais orgânicos são menores e não estão nas gôndolas de mercados e feiras o ano todo: por não contar com a “ajuda” de aditivos sintéticos eles crescem mais devagar e nas estações climáticas mais propícias, ou seja, respeitando a sazonalidade, o tempo, dos alimentos. Como alternativa, os produtores recorrem a uma série de técnicas naturais que contribuem para preservar o ecossistema e reduzir a contaminação dos recursos naturais, como praticando a reciclagem e o uso de insetos predadores para controlar pragas. As queimadas são proibidas, a água usada para regar as plantações deve ser potável e a vegetação nativa deve ser recuperada e mantida para proteger rios e nascentes. Também é necessário manter todos os funcionários legalizados e com salário justo. Toda a produção orgânica é atualmente controlada por empresas certificadoras, mas já existem normas governamentais de regulamentação que deverão entrar em vigor em breve.

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  1. Acho muito importante um processo de certificação, pois é mais um controle de qualidade pela qual um produto passa. Mas é preciso também ficar atento que muitos produtores rurais não tem condições para isso. Portanto, devemos também incentivar os pequenos produtores locais.

    • Mas é o que falavam na aula outro dia: claro que é ideal todo mundo ter certificação. Os consumidores ficariam mais seguros ao adquirir o orgânico, que é mais caro que o produto normal, quase um investimento. Investir com garantia é sempre melhor. Mas de repente dizer que o tiozinho que produz dois quilos de cenoura sem aditivos químicos por mês é obrigado a ter certificação para chamar seu produto de orgânico é maldade. Só é boa ideia se tiver como ser realizada, se o governo ajudar o tiozinho a se adequar às novas regras. Bom, dia desses a gente chega lá…

      • E eu acho que temos que volta e meia jogar a idéia no tiozinho, levar informação pra eles também, que muitas vezes estão distante dessa realidade de negócios.

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