Coaching de Saúde Integrativa

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[na mídia] Como parar com o anticoncepcional sem engravidar

Cinco coisas que você deveria saber sobre a vida sem pílula.

A revista Vida Simples fez uma entrevista comigo na semana passada sobre como não depender do anticoncepcional. Nela, eu compartilhei a minha jornada pessoal com meu caso de amor e minha desilusão com o uso da pílula, e como funciona o meu trabalho apoiando mulheres a fazer uma escolha consciente sobre seu uso. Confira aqui.

Os efeitos colaterais dos contraceptivos incomodam a maioria das mulheres. Mal necessário?

por Letícia Gerola

O anticoncepcional faz parte da rotina da maioria das mulheres brasileiras. Aliado à camisinha, é uma das principais ferramentas para evitar a gravidez. Os efeitos colaterais dessa dose hormonal intensa, no entanto, são motivo de preocupação e incômodo pra boa parte desse público. “TPM intensa, dores de cabeça, acne, muita cólica… Os efeitos colaterais variam pra cada organismo, mas uma coisa não muda: é uma dose forte de hormônios que mexe com o corpo da mulher e impossibilita que ela conheça e tenha seu ciclo menstrual”, explica Melissa Setubal, especialista em saúde integrativa da mulher.

Formada em comunicação social, a jornalista e publicitária sofria com enxaquecas e acne excessiva. Em busca de uma solução, ela conheceu métodos de contracepção alternativa e descobriu a importância de conhecer o ciclo menstrual. Foi assim que nasceu o Vida Sem Pílula, minicurso gratuito que ela oferece. Confira as respostas da especialista para as cinco perguntas mais polêmicas sobre o assunto:


[na mídia] Pílula do dia seguinte: dúvidas e respostas

O que você precisa saber sobre a PDS para fazer uma escolha consciente

Em entrevista para o portal Superela, eu esclareci alguns pontos sobre a forma e o impacto do uso da pílula do dia seguinte para evitar a gravidez e porque ela não é a uma escolha para ser um método contraceptivo de uso frequente.

Por ter uma taxa super elevada de hormônios artificiais, ela oferece um impacto negativo tremendo no nosso sistema endócrino e reprodutivo, similar à da pílula anticoncepcional. Quer saber mais sobre esses impactos, leia aqui.

Ela pode ser sim uma ferramenta bastante útil, e conhecer sobre seu funcionamento é tão importante para que ela possa ser eficaz quanto saber dos efeitos colaterais diversos que ela pode provocar, às vezes por meses após seu uso. Muitas mulheres relatam ciclos irregulares, menstruação com muitos coágulos, cólicas, náusea e vômito, dores de cabeça, diarreia, entre outros sintomas.

 

É bem comum ver mulheres usando a pílula do dia seguinte sem nem ao menos saber se estavam férteis ou não naquele período, ou seja, se existia mesmo o risco de gravidez naquela relação.

 

Outra questão importante é que muitas não tem o hábito de associar métodos de prevenção, fator muito importante para aumentar as chances de eficácia da contracepção, uma vez que TODOS OS MÉTODOS TEM TAXA DE FALHA, inclusive a PDS.

Um método de barreira, como as camisinhas masculina e feminina, por exemplo, é recomendo ser sempre usada, até para pessoas que fizeram esterilização (como laqueadura de trompas e vasectomia), não apenas porque existem casos em que alguma circunstância extraordinária ou falha acontecem, como principalmente porque as camisinhas são os métodos mais disponíveis para evitar também doenças sexualmente transmissíveis.

Aprender a usar as camisinhas de forma correta e eficaz, como a sua conservação e colocação, como também saber da importância fundamental de se estar devidamente lubrificada (bora aprender como nosso corpo funciona bem como ensinar para quem fazemos sexo com qual é a hora certa e como a penetração pode acontecer da forma mais segura e prazeroza!), é algo que pode nos ajudar bastante a não ter que precisar usar a PDS. Mas esse é um papo para outro artigo :)

Se você usa pílula ou outros métodos hormonais anticoncepcionais (anel, injeção, implante, adesivo, DIU de progesterona, etc) não é recomendado o uso da PDS, uma vez que o organismo já está recebendo uma carga de hormônios artificiais alta e de forma constante.

Por isso que estou sempre falando sobre ser fundamental ter consciência a respeito da própria fertilidade e ciclo menstrual. Não apenas para saber como lidar com esses sintomas do uso de hormônios artificiais para evitar a gravidez, mas principalmente para saber lidar de forma natural com a própria fertilidade sem suprimi-la ou viver com medo dela.

Vejo muitas mulheres que pararam de usar pílula anticoncepcional, e até que conhecem e usam métodos de percepção da fertilidade que acabam fazendo uso a pílula do dia seguinte porque ainda estão presas ao paradigma de que um medicamento é a garantia da paz de espírito. Quando, na verdade, se faz necessária também uma reprogramação dessa forma de pensar, que foi programada desde muito cedo e reforçada ao longo da vida.

 

É muito menos estressante aprender a confiar no próprio corpo e nos sinais que ele nos oferece, e aprender métodos que impactam menos ou nada o funcionamento do nosso organismo, e não precisar usar a PDS simplesmente por medo, e sim por uma escolha consciente.  

 

Mas se já foi o caso de ter usado, ou de já querer ter as informações para caso precise desse medicamento, acesse aqui a entrevista e saiba mais.

Publicado em: Superela

O amor próprio e entre as mulheres no Dia Internacional da Mulher

No dia 08 de março (e em todos os dias), é momento de refletir sobre relações muito importantes: a consigo mesma e com as demais mulheres.

Eu não queria fazer um texto qualquer. Eu queria fazer uma declaração de amor. O amor que tenho pelo fato de ser mulher. O amor que tenho por cada mulher. Então decidi fazer uma transmissão ao vivo de vídeo (que você pode assistir logo abaixo) para declarar meu amor falando de como cultivar amor próprio.

Para mim, amor próprio é a base de tudo. Quando estamos cuidando de nós mesmas diariamente, somos mais capazes de de muito mais na nossa vida. E somos capazes de estar e fazer muito mais umas pelas outras.

E isso, no meu ponto de vista, parte da relação que temos com cada parte do que somos:

  • Relação com o corpo: peso e alimentação + ciclo menstrual

  • Relação com a mente: autoimagem + emoções

  • Relação com o espírito: medo + amor

Com essas nossas questões recebendo atenção, podemos ampliar nossa esfera de amor. Para mim o Feminismo é um grande movimento de amor próprio. Descobrindo que eu já tenho valor como o ser humano que eu sou, que eu tenho valor porque sou mulher, que eu tenho valor porque eu sinto, eu penso, eu faço. Primeiro passo é fazer por si mesma. E junto com isso fazermos umas pelas outras.

Assim, num dia como hoje vale refletir como você tem celebrado a si mesma e as suas vitórias na vida, antes de qualquer luta pelos direitos. Refletir como tem se permitido e se libertado de suas próprias amarras, ao ser indiferente. Refletir de forma tem ignorado a si mesma e aos seus sonhos.

Por isso, quero te convidar a fazer algumas coisas neste dia:

Que uma coisa você pode fazer essa semana para celebrar o fato de ser mulher?

Que uma ação você pode tomar para exercer um direito que não tem usado?

Qual o primeiro passo que você pode dar para parar de negligenciar aquele desejo de vida reprimido?

Talvez a alimentação não esteja assim tão bacana, ou mesmo que esteja num bom caminho você percebe que pode colher ainda mais benefícios e não sabe como.

Talvez seu ciclo menstrual está meio bagunçadinho, sentindo uma TPM aqui, uma cólica ali, um inchaço acolá, ou mesmo que os sintomas não provoquem dor ou desconforto, você sabe que dá pra melhorar e ter um fluxo sem coágulos ou sem grandes rompantes de humor.

Talvez você esteja meio de mal com o espelho e a autoestima pra baixo e isso está atrapalhando seus relacionamentos, sua performance no trabalho, ou mesmo você está de bem consigo mesma e por isso sabe que é hora de levar a autoestima para o próximo nível de autoconfiança.

 

 

Não importa, na verdade, onde você se encontra nas situações acima. Eu quero muito saber de você, dos seus desafios e dos seus desejos. Quero saber no que posso de apoiar.

Por que pra mim, isso é o Dia da Mulher, uma dia de estarmos uma pela outra, e saiba que estou aqui por você, o quanto e como precisar. Eu quero te apoiar porque pra mim a mulher é a grande força transformadora neste mundo.

Uma mulher que está bem alimentada, de bem com seu corpo e seus ciclos, satisfeita com sua imagem no espelho e confiante nas suas próprias capacidades, uma mulher que sente sem medo e que se expressa plenamente, é a força mais poderosa da natureza.

Imagina um mundo onde todas as mulheres estão assim! Imagina um mundo onde você é assim. Imagina o quanto a sua vida e as das pessoas a sua volta iriam se transformar.

Eu não tenho dúvidas de que isso é possível. Porque você já foi capaz de se transformar tantas vezes, e eu quero que você pare nesse minuto para refletir sobre o que você já foi capaz de fazer por você mesma e o que isso provocou de benefícios nas pessoas que ama, com quem mora, com quem trabalha, com quem interage, com quem você cuida.

Imagine quanto você será capaz de criar ao se alimentar, ter um ciclo menstrual e uma relação com sua autoimagem e com suas emoções mais consciente. Quanto amor você será capaz de distribuir depois disso.

 

Desejo um Dia da Mulher com respeito, reconhecimento, saúde e muito amor!

 

 


3 dicas para um detox pós carnaval (sem dieta maluca)

Um kit integrativo de como se recuperar dos efeitos do feriadão e começar o ano de verdade se cuidando

Depois da purpurina, do confete, dos blocos e trios elétricos e desfiles, agora é oficial: o ano no Brasil pode finalmente começar. Aquelas promessas de ano novo não tem mais como se esconder atrás da desculpa de que “depois do Carnaval eu começo a sério aquela dieta ou atividade física (ou reeducação alimentar, ou tratamento, ou terapia, ou escreva aqui sua promessa de cuidar de si mesma)”.

Bom, eu vou te convidar primeiro para fazer o seguinte: antes de qualquer ação na direção de qualquer que tenha sido a promessa que você fez pra você mesma, vamos refletir algumas coisinhas importantes.

A primeira, o “efeito gangorra”, provocado pelo excesso de comidinhas e bebidinhas e a falta de sono. Isso faz com que nosso humor varie radicalmente diversas vezes durante o dia: acordamos de ressaca de tudo que comemos e bebemos na noite anterior, tentamos desesperadamente compensar o cansaço de dormir pouco com muito café e bebidas energéticas, para conseguir funcionar durante o dia.

E, quando você pensa que vai tirar um cochilo, alguma bagunça faz você entrar na folia tudo de novo. E, porque não teve tempo nem de comer direito, cai de boca nos salgadinhos e na cerveja, e fica relaxada e agitada ao mesmo tempo. Só para começar o ciclo de novo no dia seguinte.

 

Esse efeito de expansão e contração muito extremos para o corpo, mantidos por algum tempo, começam a causar consequências na forma como nossos órgãos internos funcionam e, ao final da maratona, não há ser humano que tenha energia para planejar e executar qualquer nova empreitada.

 

Tudo começa pelo excesso de bebidas alcoólicas, energéticos, refrigerantes, e até doces e sobremesas. Açúcar e álcool fazem os tecidos do corpo se expandirem, e assim temos uma imediata sensação de relaxamento. Mas, na verdade, essas substâncias provocam a liberação de grandes doses de adrenalina, o hormônio do estresse, e de insulina, o hormônio que processa a glicose no sangue.

Junte isso com o sono desregulado. Esse desequilíbrio, mantido durante esse período, faz ser quase impossível produzir serotonina suficiente, o hormônio que traz a sensação de calma e contentamento. E, assim, criamos um corpo estressado e um humor deprimido. No outro extremo, temos as comidas contrativas salgadas, como as frituras, as carnes e embutidos, queijos, salgadinhos. Ao comer em excesso esses produtos, ficamos mais tensas, facilmente irritáveis e agressivas. Já a gordura, presente em grandes quantidades em todas elas, dificulta nosso fígado a limpar as toxinas e processar os hormônios no organismo.

E assim, o círculo vicioso continua: comemos muita carne, ficamos irritáveis e criamos o desejo pelo falso efeito de relaxamento dos doces, liberando muita insulina e adrenalina, criando estresse. Continuamos a ingerir bebidas alcoólicas, criamos o desejo pelas comidas salgadas e gordurosas, que impedem a desintoxicação desse álcool por meio do fígado. No meio disso tudo, estamos exaltadas, deprimidas, aéreas, logo depois anestesiadas e agitadas, logo depois de mau humor, cansadas.

 

efeito sanfona

 

Agora pensa que isso tudo começou na verdade em dezembro! A época das festas de final de ano, que pode ter se juntado com as férias. Dá pra perceber que qualquer projeto de cuidar melhor da alimentação, do peso, do que quer que seja já começa em desvantagem? Não apenas a gente vai acumulando hábitos e crenças ao longo dos anos que fazem com que não nos sintamos bem conosco mesma, como ainda a forma que sabemos de aproveitar momentos de folga das obrigações e de diversão pode contribuir ainda mais para uma sensação de mal estar.

 

Algo que era para deixar a gente alegre, para descontrair (literalmente deixar nosso corpo num estado relaxado, não contraído), para nos ajudar a lidar com o dia a dia mais pesado, faz com que a gente volte pra rotina sem disposição, ânimo pra baixo, zero motivação.

 

Bora agora realmente começar o ano colocando você em vantagem na sua jornada de autocuidado neste ano? Aqui estão algumas dicas práticas para você começar:

1) Dá uma ajudinha pro seu fígado, coitado, ele nunca te pediu nada.

Quer dizer, ele até tá pedindo, mas tem vezes que a gente ignora ou nem percebe. Bora então ajudar o fígado a se restabelecer. Começando por oferecer alimentos que ajudam ele a se livrar dos excessos (de gordura, açúcar, álcool, e outras substâncias químicas, além dos hormônios como cortisol e estrogênio que costumam ficar doidinhos nessa situações).

O bom e velho suco verde é tão maravilhoso que desintoxica até emoções represadas dentro do nosso corpo. Toda aquela raiva, ressentimento e frustração que vamos acumulando, junto com as toxinas, vai embora do fígado com essa receita.

Bata no liquidificador com um pouco de água: salsinha, limão com casca (sem sementes e sem o miolo branco do meio), pepino (eu prefiro sem sementes), salsão/aipo (pode usar as folhas também), maçã verde (ou pera). Passe numa peneira grosa para tirar somente as fibras que incomodam mais na hora de beber. Pode fazer no juicer também (sem necessidade de acrescentar água. Uma semana em jejum logo pela manhã vai fazer maravilhas pela sua energia e disposição. Use por mais semanas, e você vai ver tudo começar a funcionar melhor: intestino, pele, humor, TPM…

 

 

2) Você pode substituir seu corpitcho desnutrido por um cheio de energia.

Um bom caldo de vegetais caseiro também faz maravilhas. Ele é um verdadeiro antídoto para os hábitos que fazem a gente perder vitaminas e minerais, como consumir cafeína, álcool, gorduras/açúcar/sal refinados, adoçantes/corantes/conservantes artificiais, etc etc.

Você pode preparar um monte, congelar, e poder ter caldo caseiro prontinho pra usar por muitas semanas pra abarrotar de nutrientes qualquer arrozinho, feijãozinho, sopinha, cozidinho ou qualquer preparação que precise de água pra cozinhar, bota o cubinho de caldo congelado e tudo fica absurdamente mais gostoso.

Eu gosto de colocar cenoura, cebola, alho poró, aipo/salsão, ervas aromáticas (salsa, tomilho, orégano, alecrim, manjericão) e algas marinhas como kombu ou wakame (tudo maravilhoso pros hormônios femininos), tudo com folha, casca, cortados em pedaços grandes só lavados pra não dar trabalho mesmo. Ferve numa panelona cheia de água por pelo menos umas 3 horas (eu faço por 8h), coa e congela as porções.

E antes que você pense que eu vou falar para você parar de comer ou beber qualquer coisa, já vou logo esclarecendo: melhor que restringir e se proibir de comer certas coisas, invista em acrescentar. Colocando pelo menos esses dois novos hábitos na sua alimentação você já ajuda demais a limpar o organismo e se livrar de toxinas e dos quilinhos a mais. Comer mais saudável não significa comer pouco e sem graça e ter a maior trabalheira.

O legal de comer um pouco diferente do que estamos acostumadas é começar a enxergar possibilidades e oportunidades onde não víamos antes. A ideia da comida de verdade ou de uma alimentação mais livre de toxinas não é restringir, e sim ampliar nosso repertório alimentar e incentivar nos aventurarmos em novos territórios. Ou seja, nossa vida ganha mais cor, sabor, textura, nutrientes.

Fazer um momento detox não precisa ser uma tortura de proibições e de passar fome. E sim um momento de abrir espaço no corpo e na mente, ampliar horizontes no cuidado da saúde e das emoções, e de muita compaixão e amor próprio.

Se for essas receitas forem feitas com ingredientes orgânicos, produzidos sem agrotóxicos e sem fertilizantes artificiais, mais poderosas ainda!

Aqui neste vídeo você pode essas e outras dicas.

 

3) Nem de esquerda nem de direita, aposte nas políticas de centro. De você mesma.

Nos sentimos fora de forma, feias, insatisfeitas, tristes, com raiva, e lá vamos nós fazer coisas que vai nos acrescentar ainda mais uma obrigação: dieta restritiva e exercício físico pesado tediosos e sacrificantes. Parece um bom plano para fazer alguma mudança que vá ficar pra valer na sua vida, e que vá te trazer resultados positivos? Acho que não, né?

Muitas dessas ações de autocuidado se baseiam nas coisas que TEMOS que mudar porque alguém nos disse que a forma que somos e agimos não está certo ou não é normal. Isso pode ter origem desde a criação que tivemos em nossa família, até a mídia e a sociedade de consumo que vivemos.

 

Então, antes de começar qualquer movimento de mudança, se pergunte:

• qual a motivação por trás deste objetivo ou meta?
• eu TENHO que fazer isso, ou eu QUERO fazer isso?
• eu realmente enxergo o benefício que esta mudança vai trazer para mim e para minha vida?

 

Outro ponto é entender a diferença entre mudança e transformação. Quando pensamos em mudança, pensamos em algo que está errado e que queremos consertar. Ou seja, uma mudança implica em você admitir para você mesmo que você estava fazendo tudo errado até então, que é uma pessoa incompetente, preguiçosa, sem disciplina, etc. Que motivação vai sobreviver a tanto estímulo negativo???

Transformar, por outro lado, implica em desapego. Primeiro você toma consciência de que aquele hábito, aquela coisa, aquele relacionamento, emprego, comportamento não mais se encaixa com a vida que você quer levar. Expresse sua gratidão por isso ter lhe servido até aqui, mas que você não precisa mais disso para viver daqui pra frente. Assim você cria espaço para algo novo acontecer.

Essa detox de deixar ir embora formatos caducos de cuidar de si mesma é a parte mais importante da história toda. É bem mais difícil cuidar de si enquanto ainda nos prendemos àquelas “verdades” antigas de que fechar a boca e malhar que nem doida é a ÚNICA FORMA de você emagrecer e se sentir mais satisfeita com seu corpo. E essa é apenas uma dessas “verdades” que nos impedem de encontrar a nossa forma de nos amarmos por inteiro, de verdade.

Falo sempre: nutrição vai muuuuuuuuuuuito além da comida. Quantas emoções e pensamentos temos para desintoxicar, não é mesmo? Já parou pra pensar que está justamente aí o porquê que até hoje você não conseguiu fazer as pazes com a comida, com o seu corpo, com o seu jeito de ser, de sentir, e viver neste mundo?

Daí a gente fica que nem num daqueles brinquedos de parque de diversões que é um pêndulo: indo de um extremo ao outro, gritando que nem uma maluca, rezando pela hora que a vida vai te tirar dali. A voz de um lado falando que você tá toda errada, nunca faz nada direito, é indisciplinada, não tem força de vontade, é uma fraca. A voz do outro lado dizendo pra enfiar o pé na jaca, que a vida foi feita para viver intensamente senão não vale a pena, vou morrer mesmo pra quê se preocupar tanto em se cuidar, se entrega pro prazer de agora e não pensa muito.

 

Enquanto que no meio, a vozinha da sua alma está ali, falando mansinha: essas vozes aí, percebe que ela são as vozes das outras pessoas te julgando, do que os outros acham que você tem e deve fazer, que elas não consideram o que verdadeiramente te importa e faz sentido pra você?

Mas só dá para ouvir essa vozinha quando a gente para um pouco, respira um pouco, olha com um pouquinho de gentileza pra dentro de si mesma, né? Essa é a detox que eu sugiro para você: a de limpar sua mente de olhar somente para fora, como se a fórmula da felicidade estivesse ali com as outras pessoas e com as suas pílulas mágicas, e voltar-se para dentro um pouquinho todo dia, usando a forma que você quiser, para você ouvir sua voz da intuição.

Ela não vai te prometer felicidade, nem soluções mágicas, nem atender seus desejos. Mas ela vai te indicar o seu próximo passo para você cultivar o seu amor próprio. Cultivar esse hábito acessar essa sua sabedoria interior vai te fazer economizar muito tempo, dinheiro, esforço, sofrimento, acredite em mim.

E pra mulher, a intuição é a chave que abre esse universo da conexão profunda consigo mesma. São essas pequenas percepções que vão cultivando a capacidade do nosso sistema nervoso de fazer conexões muito mais profundas e eficazes e fora do padrão que nos fazem enxergar e saber e agir na direção dos hábitos, oportunidades, soluções que não conseguimos acessar usando a parte julgadora e governada por nossas crenças limitantes.

Intuição é isso, usar todas as capacidades do nosso sistema nervoso (que vai muito além do cérebro) em sinergia a nosso favor. E tudo começa com escolhendo voltar-se para dentro de si mesma, um pouquinho, todo dia. Que aos poucos vamos desintoxicando as inseguranças, as dúvidas, a ansiedade, o desânimo, e aquela autoimagem que podemos ter de alguém sem valor.

E eu posso te ajudar em tudo isso se quiser. Com sua alimentação e com as suas emoções. Você pode ter meu suporte com todas essas estratégias e muitas outras. Só acessar aqui.

Publicado em: Superela

Existe cura para nossos medos?

Nossos medos são profecias autorrealizáveis? Vivemos boa parte do tempo em sofrimento do que pode vir a acontecer.

Quanta energia a gente gasta a cada minuto no sofrimento do que pode vir a acontecer? O quanto deixamos de viver porque estamos na expectativa da próxima vez que vamos ser machucadas, humilhadas, fudidas pela vida? O quanto somos governadas, em boa parte, pela expectativa que a dor passada vai nos capturar no futuro novamente, de que a vida vai nos pregar algum truque cruel?…

[na mídia] Transformações à mesa

O que ganhamos quando nos abrimos para repensar a nossa maneira de comprar, cozinhar e partilhar o alimento

Confira a matéria da revista Vida Simples, edição especial, onde falo de como usar a cozinha como demonstração de amor próprio e pelas pessoas de nossas vidas. Muito feliz em ver os conceitos da Dieta do Coma Mais e do Ame-se por Inteiro mostrado para milhares de leitores.

Junto comigo nesta da matéria, a nutricoach Sophie Deram, falando de alimentação consciente sem restrições, e seu maravilhoso livro O peso das dietas (que sempre recomendo para minhas clientes).

Na edição de regular de julho, meu curso Cozinha prática e saudável para o dia a dia foi que ganhou destaque, junto com a parceirona Mônica Souza, do Cozinha Consciente.


O segredo para se ter mais energia

Como ter mais disposição sem precisar mudar a alimentação ou a atividade física

Não há truques. Não é nada que você tenha que adquirir, aprender ou se proibir de fazer. Quando eu li o conteúdo mais abaixo, fiquei tão impressionada com a simplicidade, que tive que compartilhar com vocês na íntegra esse texto que a Elizabeth Gilbert compartilhou em seu Facebook recentemente.

Eu comecei a me observar ainda mais sobre isso desde então. Em muitos dias eu não consigo, e percebo claramente o quanto o meu nível de energia muda, não importando quão bem eu me alimentei ou se pratiquei meu Aikido, ou quanto eu dormi.

Espero que também faça sentido para vocês. Com a palavra, Liz Gilbert:

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“Queridas,

Minha vida inteira, eu me defini como uma pessoa com baixo nível de energia. Por anos, eu diria que eu me extenuava facilmente, e que eu sempre precisava de cerca de 10 horas de sono por dia para conseguir lidar com as coisas (8 horas é o mínimo, mas 10 é o ideal). Eu diria que eu sou suscetível a qualquer gripe e vírus existente, e que, em uma viagem na estrada, eu seria com certeza a primeira pessoa a ficar doente. Numa caminhada, eu seria a primeira pessoa a desistir. Eu sempre fui alguém que caia no sono no cinema, na aula, em bancos de parque. Eu era conhecida como a pessoa que ia visitar pessoas em seus escritórios e perguntava se havia uma salinha em algum lugar para eu tirar uma soneca.

Mas tudo isso mudou nos últimos anos. Eu agora tenho 46 e tenho mais energia que em qualquer outro momento da vida. Eu finalmente descobrir o que é (para mim, pelo menos) o segredo para se ter mais energia. E não é um suplemento, uma bebida, uma dieta, ou um novo revolucionário exercício físico.

É muito mais simples que isso.

Eis o que eu percebi: se eu quero mais energia, eu não preciso buscar lá fora mais energia de alguma fonte externa. Eu apenas preciso parar de gastar a energia que eu já tenho em merdas estúpidas.

Por boa parte da minha vida, a razão pela qual eu era tão letárgica foi porque eu estava derramando minha energia em vários buracos negros emocionais externos. Esses buracos negros incluíam: laços de relacionamentos românticos ruins; términos desagradáveis e encontros sexuais desesperados; amizades co-dependentes ou tóxicas ou exaustivas; o ingrato trabalho de tentar agradar pessoas que não podem ser agradadas; o igualmente ingrato trabalho de tentar salvar pessoas que não querem realmente ser salvas; o TOTALMENTE ingrato trabalho de tentar fazer alguém me amar que não quer me amar; envolver-me nas questões de outras pessoas que não são minhas; tentar fingir que eu sou alguém que não sou; gastar dinheiro com coisas que eu realmente não queria ou precisava na tentativa de me consolar pelo último show de horrores emocional; comprometer-me com tarefas (por culpa ou obrigação) que eu nunca estive equipada para fazer ou seria boa nisso; negar meu autocuidado por causa de um baixo senso de valor próprio; desgastar-me cavando fundo no poços onde enterro minhas patologias ao invés de curá-las…

Existiam mais buracos negros, mas esta é uma boa lista para começar.

Algum item soa familiar?

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Todas essas coisas tiram energia. Toneladas de energia. Tanta energia que, claro, no final de cada dia eu não tinha nada sobrando para mim. (De fato, eu comumente COMEÇAVA cada dia com nada sobrando para mim.)

Então, eu andei por uns anos dizendo, “Cara, eu tenho um nível de energia tão baixo! Talvez eu devesse comer mais linhaça ou outra coisa?”.

Não.

Não é sobre linhaça. (Se bem que linhaça é ótima, não me entenda mal. Mas não é sobre linhaça.)

A verdade é, como eu aprendi nos últimos anos, que eu na verdade tenho TONELADAS de energia. Eu sou uma pessoa que nasceu para estar pegando fogo na vida. Mas a razão pela qual eu estive tão exausta até muito recentemente era porque eu gastava grande parte da minha vida deixando minha energia escorrer (vazar muito, na verdade) nos lugares errados. Se você desperdiçasse energia como eu desperdiçava energia, você também estaria sem muito rapidamente. Para mim, dizer “Nossa, eu simplesmente não tenho energia suficiente!” é como o Mike Tyson dizer, quando ele encarou a falência depois de gastar toda sua fortuna de 400 milhões de dólares: “Nossa, eu simplesmente não ganho dinheiro o suficiente!”.

Não, Mike Tyson. Você não foi a falência porque você não ganhava dinheiro o suficiente. Você faliu porque comprou 10 mansões, 100 carros luxuosos, uma banheira de ouro, e TRÊS TIGRES ALBINOS!

E não, Liz Gilbert, você não está cansada porque você não tem energia o suficiente, ou porque você não bebe água o suficiente. Você está cansada porque VOCÊ TROCOU CADA MOLÉCULA DE ENERGIA QUE VOCÊ TEM POR DRAMA E TRAUMA.

Relacionamentos interpessoais cagados eram meus tigres albinos, galera. Amizades tóxicas eram minhas banheiras de ouro. Tentar agradar as pessoas, mudar, seduzir, ou consertar cada pessoa que eu conhecia eram meus 100 carros luxuosos. Tudo me fez sangrar até secar.

A transformação para mim veio quando eu comecei a me perguntar “Para onde a minha energia está indo?”, ao invés de me perguntar “Como eu posso ter mais energia?”.

Quando eu vi onde a minha energia estava indo, eu decidi que eu não queria que ela fosse mais para essas coisas – e foi quando tudo começou a mudar pra mim. Eu percebi que eu tinha criado minha vida muito grande, muito louca, muito sem controle. E não conseguia sentir a magnitude da minha própria energia até eu aprender a criar limites. Ou como me retirar dos dramas de outras pessoas. Ou como parar de inventar meus próprios dramas, da forma como crianças que brincam de forma descuidada com fósforos eventualmente vão queimar alguma coisa. Ou como parar de fingir estar feliz quando eu não estou. Ou como aceitar o fato de que a única pessoa que eu posso mudar é a mim mesma (e mesmo assim – MUITO POUCO!). Ou como sair de uma situação de “Eu te resgato se você me resgatar!”. Ou como aprender a parar de falar ” Sim, claro!” quando o que eu realmente queria dizer era “Não mesmo!”. Ou como medir minha amizade não por quantos “amigos” eu tenho, mas quão profundo e verdadeiro o amor é com um número pequenino de pessoas com as quais eu possa verdadeiramente confiar a minha vida. Ou como aprender a perdoar a mim mesma e outras pessoas, se sacudir, e ir em frente.

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Eu escrevo esta mensagem para você nesta manhã, logo depois de vir de uma corrida de 10 km. Minha versão de 30 anos não conseguiria correr nem 10 metros, porque ela estava tão cansada, desgastada, exausta, dizimada, dolorida e esgotada. Mas meu dia está apenas começando, e eu estou empolgada com tudo que há para fazer. Vou trabalhar em um novo livro hoje. Vou conversar com minha galera. Vou me ajoelhar em algum momento e rezar. Vou cozinhar um belo jantar hoje de noite. Vou rir com meu marido.

De repente, não há horas suficientes no dia para tudo que eu quero ser, tudo que eu quero fazer, e para o pequenino grupo de pessoas que eu verdadeiramente amo com todo o meu coração.

A vida é menos que costumava ser para mim, mas tão, tão TÃO maior.

Então, claro… agora eu tenho que perguntar para você: Para onde a sua energia está indo? O que é seu tigre albino? O que você pode abrir mão, para ganhar acesso ao poder que já existe dentro de você?”

Imagens: seedling.com/markhowelllive.com/wmich.edu/healthyandfitover40

Receita de Omelete de Aspargos

Uma refeição completa saudável feita em apenas uma panela

Para um almoço ou jantar rápido em 15 minutos, sujando pouquíssima louça, e muito nutritiva, minha solução para isso sempre passa pelos ovos e vegetais orgânicos.

Omelete tem gosto de infância para mim. Ela aparecia no almoço em algum dia que a carne estava faltando no congelador, ou que a criatividade faltava para mamãe na cozinha. Era apenas ovos batidos, ou com queijo.

Mais tarde, quando aprendi que ovos são uma excelente fonte de nutrientes, principalmente os produzidos por aves criadas soltas e felizes, que ciscam livremente, e por isso comem bichinhos que enriquecem suas gemas com gorduras, vitaminas e minerais essenciais para nossa saúde.

Acrescentamos aí mais alguns dos ingredientes da nossa Dieta do Coma Mais, como uma opção de folha verde-escura, uma raiz, um vegetal rico em fibras e propriedades benéficas para a saúde, e sazonal como o aspargo e o alho-poró (típicos da primavera), e temos um prato completo, que inclusive vai incentivar nossa fertilidade e harmonia hormonal feminina, acalmar a TPM, e regular nosso peso e humor.

Omelete de Aspargos

Tempo de preparo: 5 minutos | Tempo de cozimento: até 10 minutos | Serve: 1 a 2 pessoas

Ingredientes

2 ovos
1/2 xícara de aspargos picados (mantenha as pontas inteiras)
1/2 alho-poró médio picado
1 cenoura pequena picada em cubos
1 xícara de folhas de espinafre
azeite de oliva
sal não refinado
pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Em uma frigideira pequena (antiaderente, caso queira retirar a omelete inteira), refogue em fogo médio os vegetais picados em um pouco de azeite, até que fiquem al dente, temperando a gosto com sal e pimenta.
Em uma tigela de aço inox ou vidro, quebre os ovos, colocando apenas as claras, separando as gemas em outra tigelinha. Acrescente uma pitada de sal. Com um fuê (batedor), bata as claras em neve, mas deixando ainda meio líquidas. Misture com as gemas, e despeje de forma homogênea sobre os vegetais. Abaixe o fogo, e tampe a frigideira, para que o vapor cozinhe os ovos, por cerca de 7 a 10 minutos, até dourar embaixo e cozinhar o meio.
Retire a omelete com cuidado para deixá-la inteira, ou parta em 4 quartos. Você pode comé-la assim, ou servir com uma salada, arroz integral ou quinoa.


Como ser emotiva pode ser uma excelente característica

2 truques para usar as mudanças de humor como aliadas para uma vida melhor

“Não chora”. “Você está de TPM”? “Sua descontrolada”! “Por que você está tão irritada”? e tantas outras frases que ouvimos de novo e novo, inclusive que nós desferimos sobre nós mesmas e outras mulheres. Por que será que nossas mudanças de humor e emoções a flor da pele incomodam tanto?

Até bem pouco tempo atrás, eu pensava que tinha alguma coisa de muito errado comigo por ser assim. Passei boa parte da minha vida tentando consertar esse “defeito”: sentir demais e não conseguir me conter de deixar isso à mostra.

Lutava com todas as minhas forças para não sentir. E mesmo assim sentia. Lutava mais ainda para não demonstrar. E acabava demonstrando. Lutava com meus últimos recursos para não perder o controle, e me encontrava totalmente a mercê das minhas emoções. Depois era catar os caquinhos, rezar para que as pessoas atingidas pelo meu furacão emocional ainda gostassem de mim e me respeitassem, e fazer de tudo para que a situação não se repetisse. Só que, tudo acontecia novamente. O tempo inteiro.

E não escolhia lugar nem hora. No trabalho, volta e meia estava eu chorando por alguma frustração ou indignação. E não importava quão durona e competente eu poderia ser comandando reuniões que chegavam a 20 homens em uma sala + euzinha com vinte-e-alguma-coisa anos. Tudo ia por água abaixo, literalmente por meio das minhas lágrimas que volta e meia teimavam em acabar com minha reputação.

Eu sinceramente achava que isso era uma falha de caráter, que eu tinha algum defeito fisiológico que me impedia de ter emoções estáveis todos os dias do mês, e quando alguma coisa me provocasse alguma reação mais forte, eu deveria estar em pleno controle da situação, ser cool, fina, blasé, e conduzir tudo como se nenhum fio do meu cabelo fosse mexido pelo vento.

Daí me dei conta: sim, a sociedade como funciona hoje (e há muitos milênios) faz sim a gente acreditar que ter uma mente e um corpo de mulher é um defeito fisiológico que precisa ser consertado, simplesmente porque eles funcionam em ciclos e são governados por hormônios e energias que nos oferecem uma experiência humana nada linear.

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Estudando muito sobre o assunto, vou percebendo cada vez mais que acolher e aprender a usar essas nossas flutuações de humor são uma das chaves mais fundamentais para nossa saúde física, para usar nossas emoções a favor do que desejamos na vida, e para nos amarmos por inteiro.

Segundo a Dr Julie Holland, os estados emocionais flutuantes são, na verdade, uma adaptação evolutiva saudável da nossa biologia humana. Isso foi confirmado por cientistas que publicaram resultados de uma pesquisa no Trends in Cognitive Sciences, que argumentam que essa é uma característica que nos deixa mais aptas a nos adaptar mais facilmente a mudanças ambientais e circunstanciais.

Ou seja, esse nosso superpoder de percepção e julgamento do nosso entorno sempre foi tachado de irracional e desvantajoso, impedindo a gente de, muitas vezes, lidar melhor com as situações nas relações humanas, desenvolver habilidades que poderiam nos trazer vantagens competitivas no mercado de trabalho, e ainda avaliar melhor oportunidade de crescimento pessoal. No final das contas, nossos “arroubos” emocionais são excelentes pistas para conhecermos melhor a nós mesmas, aos outros e ao nosso ambiente.

Existem dois truques aí para ficarmos atentas:

  • O primeiro é saber que (ainda infelizmente) seremos sim julgadas por grande parte das pessoas ao nosso redor por sentir e demonstrar o que sentimos.
    Temos que ter completa consciência disso, e já antever que essas pessoas provavelmente não vão nos compreender ou até vão nos criticar por sermos assim. Por diversos motivos, seja porque elas nunca se deram permissão de demonstrar os próprio sentimos, seja porque ela não opera dessa forma no mundo, seja porque o ambiente censura esse tipo de expressão emocional, e por aí vai.
    O lance aqui é você começar por se sentir confortável em expressar para si mesma sua emoções, e conhecer-se tão intimamente que você já sabe como vai reagir diante de certo botões que são apertados pelos outros ou pelas circunstâncias.
    Eu, por exemplo, sei que sempre  choro com qualquer coisa que me provoca emoções mais fortes, sejam boas ou ruins. Ouço com frequência alguém me falando “não chora”, “não fica triste”, “desculpa, não queria te provocar isso”, ou a pessoa ficar muito desconfortável na minha frente, e me julgar de fraca.
    Antes eu tentava engolir o choro, ou me descontrolava e chorava ainda mais, e sempre me sentia mal por ter chorado na frente de alguém. Hoje, eu choro até na minhas palestras (não importa qual fase do ciclo menstrual eu esteja)! Eu ensino para as pessoas como eu funciono, e que isso é uma característica minha que me faz estar muito mais presente para o que me importa, e que expressá-la exatamente no momento que ela se manifesta faz com que eu me desvencilhe dessa flutuação emocional mais fácil e rapidamente.


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  • O segundo é admitir que, como seres humanos, e principalmente mulheres, nós sentimos.
    Isso faz parte de nossa natureza, ter raiva, tristeza, ansiedade, no minutos seguinte esta sorridente, alegre, animada, e por aí vai. O passo um é ficar confortável em assumir esses sentimentos, e não desmerecê-los ou ignorá-los. O passo dois é desapegar deles.
    O fato de ter sentido o que sentimos não significa que precisamos nos agarrar a esse sentimento como carrapatos, sugando até a última gota dessa onda emocional como justificativa para não agir, ou para manipular alguém a se comportar de determinada forma conosco, ou ainda para impedir nosso crescimento pessoal.
    Sentir uma emoção, como eu disse acima neste texto, nos dá pistas valiosas do que está acontecendo no nosso universo interior. E a partir dessas pistas, entender o que exatamente disparou aquele emoção, refletir sobre quando foi que aprendemos a reagir dessa forma quando detectamos esse determinado gatilho, e escolhendo parar por um momento para integrar esse efeito dominó emocional, e perceber que pecinha podemos mexer para passar a ficar mais confortável nessas situações desconfortáveis.
    E assim, ao invés de ficar tentando estar no controle, ganhamos algo melhor: autoconsciência. Que consiste em não em ser perfeita, acima do bem e do mal, incólume às emoções, e sim, a dar as mãos para caminhar junto com elas, e assim viver menos o peso dos julgamentos, das censuras, prisão dos estados emocionais, e mais a liberdade e leveza que tanto buscamos no nosso dia a dia.
    Várias clientes minhas viram suas vidas e relacionamentos mudarem completamente quando passaram a observar e aceitar mais as emoções que vinham constantemente à superfície. E, por exemplo, a se permitir sentir raiva e expressá-la, a falar mais como se sentem e não ligar mais para que os outros pensam sobre isso.
    Uma delas até tomou coragem para expressar algumas coisas engasgadas para a família do marido que a incomodavam, e depois disso, se sentiu tão mais dona de suas emoções, que a relação com eles ficou mais leve, saudável e com muito menos atritos. Hoje, ela sabe quais os botões que eles apertam, e ela aprendeu a se preservar, e a não desvalorizar suas emoções, e sim usá-las para detectar quando é hora de dar um tempo, ou usar alguma das ferramentas que aprendeu para lidar com esse tipo de situação desconfortável.

E de descontroladas, escravas de nossas emoções, nos tornamos empoderadas por essas mesmas emoções, que de inimigas, se tornam nossas maiores aliadas para alcançarmos a qualidade dos relacionamentos pessoais que almejamos, a satisfação no trabalho que fazemos, a saúde física e o corpo que buscamos, a autoestima e o senso de realização que sonhamos.

Imagens: bigthink.com/thoughtpursuits.com/sereniti.ro

Receita de Biscoito “tipo goiabinha”

Sabor de infância em preparo simples de fazer que usa ingredientes naturais.

Mais uma contribuição aqui para o blog, dessa vez de uma das clientes do pacote de coaching em grupo Petisco do Sistema Ame-se por Inteiro. A Gaby Colenzio está arrasando no programa, sempre postando os pratos que prepara em casa, colocando em prática a Dieta do Coma Mais (já ouviu a aula gratuita?). Essa metodologia consiste em simplesmente em acrescentar mais comida de verdade no dia a dia, sem ficar presa a proibições e restrições, buscando o prazer na hora de comer sem muito esforço.

Fiz algumas adaptações em sua receita original, inclusive para ela ficar ainda mais com cara daquele famoso biscoito “tipo goiabinha”, que eu tanto amava na infância. Quando vi a foto dos biscoitos lembrei na hora! A receita da Gaby usa maçã no recheio, mas facilmente podemos usar a goiaba vermelha para remeter ao conhecido biscoito.


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