Uma história de coragem: a sua

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Não é preciso fazer força para mudar. É preciso coragem para seguir no fluxo natural dos ciclos de mudança da vida, sem querer controlar as circunstâncias, e sim fazendo escolhas diante delas.

Você já ouviu falar da de uma teoria que diz que nós, seres humanos, vivemos em ciclos com duração de 7 anos? A antroposofia fala que mais ou menos de 7 em 7 anos a gente passa por uma grande transformação na nossa forma de ser e enxergar a vida. Até a ciência convencional nos prova que trocamos completamente de células seguindo esse período de tempo. Ou seja, somos literalmente outra pessoa a cada 7 anos!

Você deve estar se perguntando o que coragem tem a ver com tudo isso.

Estou prestes a completar 35 anos e passando por mais uma “crise existencial”. Só fui notar a “coincidência” da idade ser justamente um momento de transição de ciclos quando fui fazer uma atividade do meu curso de EUpreendedorismo que pedia para eu descrever os acontecimentos da minha vida seguindo esses ciclos de 7 anos.

Foi escrevendo a minha história de vida que notei quanta coragem é preciso para seguir esse fluxo.

Quanta gente nessa vida já me chamou de corajosa  pelas transformações que passei e riscos que tomei (e continuo tomando). Acho que meu primeiro ato de coragem foi quando decidi vir ao mundo. O segundo, sair de casa aos 10 anos de idade para estudar na cidade grande. O terceiro, seguir a vida com alegria e esperança depois da morte prematura do meu pai quando eu tinha 22. O quarto foi largar a carreira corporativa de sucesso sem saber o próximo passo na carreira aos 29. O quinto ato de coragem está acontecendo agora, neste exato momento da minha vida: ser empreendedora, e mais que montar um negócio, querer concretizar um propósito de vida.

outlook

No meio desses atos de coragem, e de ter a audácia de admitir para mim mesma a minha coragem, o que permeiam são as pequeninas ações heróicas diárias:

decidir viver cada instante, desde o abrir os olhos pela manhã até o perder da consciência ao dormir, com a mão na direção, ao invés de ficar no piloto automático.

Não digo apenas do ato de sobreviver, como principalmente daquela busca de algo mais que nos coça por dentro, mesmo nos dias mais sombrios, quando os questionamentos me rodeiam a mente do porquê de tudo isso…

Porque sim, ora bolas! Como se eu tivesse escolha. Nenhum desses “grandes” atos de coragem na minha vida foram executados buscando reconhecimento como heroína destemida. E tem dias e momentos que fico sim paralizada, sem energia, desanimada.

A coragem maior, hoje vejo, é seguir em frente, em direção daquela voz sutil interior que dizia para eu fazer algo mesmo cheia de medos e angústias.

Eu sei que você também é uma pessoa cheia de coragem! Quantos atos de coragem você já fez em sua vida, e quantos já fez hoje. Que tal agora você resgatar na sua história de vida alguns dos seus momentos de maior coragem? Qual é o próximo passo de coragem que você deseja tomar neste momento? Escreva tudo isso, e identifique quais são os pequenos passos e as escolhas que precisa fazer para você chegar lá, e qual o suporte que você precisa para continuar a sua caminhada.

E lembre-se sempre: estamos juntas de mãos dadas nessa caminhada de autodescoberta!

 

Imagens: orastories.com / careerassessmentsite.com

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